Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

16
Nov 09

Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!.
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbre o brilho do luar!

Não ´stendas tuas asas para o longe.
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar!.

publicado por SISTER às 07:14

15
Set 09

      Não sei quem és. Já não te vejo bem...
      E ouço-me dizer (ai, tanta vez!...)
      Sonho que um outro sonho me desfez?
      Fantasma de que amor? Sombra de quem?

      Névoa? Quimera? Fumo? Donde vem?...
      - Não sei se tu, amor, assim me vês!...
      Nossos olhos não são nossos, talvez...
      Assim, tu não és tu! Não és ninguém!...

      És tudo e não és nada... És a desgraça...
      És quem nem sequer vejo; és um que passa...
      És sorriso de Deus que não mereço...

      És aquele que vive e que morreu...
      És aquele que é quase um outro eu...
      És aquele que nem sequer conheço...

publicado por SISTER às 10:18

02
Set 09

      Para o poeta que quer ser mais alto,
      Necessário se faz, imprescindível!
      Ser partidário, sempre, inconfundível,
      Do amor maior, sem risco e sobressalto.

      Não vale, em versos, vir tomar de assalto,
      As esperanças de quem é sensível,
      Sendo canalha, vil e desprezível,
      Que fere e funde a boa-fé no asfalto.

      Não vale usar sagrada inspiração,
      Para colher, de incautos, benefícios,
      Menos ainda lhes causar suplícios.

      Sendo poeta, não terá perdão!
      Porque é sublimidade, a estesia.
      Sem ser sublime, é mera anomalia.

publicado por SISTER às 16:08

13
Set 08

Tirar dentro do peito a Emoção,
            A lúcida Verdade, o Sentimento!
            -- E ser, depois de vir do coração,
            Um punhado de cinza esparso ao vento!...


            Sonhar um verso de alto pensamento,
            E puro como um ritmo de oração!
            -- E ser, depois de vir do coração,
            O pó, o nada, o sonho dum momento...

            São assim ocos, rudes, os meus versos:
            Rimas perdidas, vendavais dispersos,
            Com que eu iludo os outros, com que minto!


            Quem me dera encontrar o verso puro,
            O verso altivo e forte, estranho e duro,
            Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

publicado por SISTER às 11:25

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