Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

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Jul 10

Abraçam-nos

Apertam nossas mãos,

Fingem atingir as raias da compreensão,

Dançam nos limites de nossas limitações.

Oferecem a mão.

Por trás, inventam , sonegam, estendem a perna

Para um grande escorregão de quem estava

Desarmado ou disponível.

Esquecem tudo que já se lhes ofereceu.

Roubam sem pudor

E quando vamos procurar nosso próprio naco,

Respondem que “o gato comeu”,

E se tentamos retornar a um lugar cedido,

Dizem: - ”Quem sai ao vento, perde o assento”.

E logo conosco, que acreditamos

Na verdade inconteste: “faz a força, a união”.

Afinal “uma andorinha só, não faz verão!”...

Afasta com mil estratagemas, quem os auxiliou

E colocam em nossa boca palavras não ditas,

Inventadas por eles, malditas...

E nos entristece ver pessoas queridas

Caírem na rede que usam para nos derrubar

-e às vezes, a esses amigos inconsistentes

Preferem acreditar nas linhas dos novéis

Que em nossos antigos e fortes carretéis.

Fazem jogo duplo, são sonsos e traem amigos,

Porque traição perpassa pela deslealdade

E os liames da afetividade, da entrega, na amizade,

Tem a ver com confiança, afiliação, respeito.

Há os ingênios que se deixam enredar

Com histórias, artifícios, estratégias:

Sempre têm ciúme do Outro

E querem caminhar seus caminhos.

Esquecem que em uníssono

São mais ouvidas as vozes,

Mas se fazem surdos e mudos no conjunto

Enquanto registram idéias alheias.

Depois copiam os hinos e poemas, contos e causos,

Crônicas e opúsculos

Que e apresentam, assinando a autoria.

Voam condores e jogam-lhes pedras.

Voam beija-flores e esses invejosos

Queimam os jardins para que não possam

Polinizar nem encantar o mundo.

Voam borboletas e lhes arrancam as asas

Para fazer bandejas meramente decorativas.

Se é preso em jaulas e masmorras de incompreensão

Um coração poeta vão até lá, prestar pseudo-auxílio,

Oferecer soluções impossíveis de alcançar.

São capazes de ofertar empréstimos de préstimos

E sorrir quais aqueles que nos amam de verdade.

Viajam e surrupiam as possibilidades dos Outro

-que muitas vezes sequer as deseja:

Sob a pele de cordeiros mansos a balir,

São predadores insensatos, inconsequentes...

Consola-nos, no entanto, saber que embaralhados

Nas próprias maldades e mentiras

Caem quais as pedras frouxas numa avalanche de inconsistências...

Enquanto nós, resilentes e em paz,

Seguimos a trilhar as trilhas,

Embalados nos braços da Verdade

-dama que sempre reaparece, quando menos se espera...


publicado por SISTER às 13:06

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