Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

28
Ago 09

      Pobre moço sem camisa,
      desprotegido logo de manhãzinha.
      Coitado, fiquei com dó!
      Como sou boazinha,
      sempre ajudo a quem precisa;
      dou-lhe meu abraço,
      enlaço seu corpo
      num só nó!

publicado por SISTER às 16:44

10
Mai 09

      Tudo bem, eu me rendo!
      Confesso meu amor,
      todo corpo querendo
      sentir do seu, o calor!

      Assim, eu me entrego!
      Casta, devassa ou amante...
      Nada mais nego,
      sem você sou alma errante.

      Eis -me em suas mãos, arfante...
      Despida de todas as correntes
      numa entrega total e confiante.

      Aceita-me assim, despojada, sem pejo!
      Renascerei plena em seus braços,
      iluminada por seus beijos!

publicado por SISTER às 11:15

06
Fev 09

            Desenlaçou os fios da meada,

            lutou em batalhas inexistentes.

            Qual ilha, na vastidão do nada,

            rodeou-se de muralhas,

            num medo incoerente

            e irracional.

            Bloqueou a entrada

            principal...

            

            Na inquietude do abandono,

            esqueceu a magia do sonho

            entre correntes.

            Na masmorra dos pesadelos,

            desembainhou a espada

            e qual soberano prepotente,

            ascendeu ao trono

            dos incoerentes.

            Perdeu a noção do real

            e vestiu-se de insensatez...

            

            Esqueceu o pobre mortal

            que sem amor, nada faz sentido.

            Zombou de tantos sentimentos,

            questionou a existência Divina

            até sentir-se ateu!

            Agrilhoou o ser emocional

            e na solidão escolhida,

            brincava com o tempo

            que lento se arrastava,

            em fase terminal...

            

            Isolado qual animal,

            murchará na sede do deserto,

            alma calada em águas profundas,

            profusa em dúvidas e mágoas.

            Não sente, não vê,

            não entende o sinal.

            No corpo, as marcas dos anos,

            traçando um  ponto final,

            outra vez...

            

            No vento frio do engano,

            palavras borbulham

            aqui, ali, além...

            Farfalham

            incompletas, desconexas.

            Secas palhas que espalham

            o oculto sentir não prescrito.

            E cega um olhar peregrino

            na seca fonte do orvalhar.

            Tudo fica mais além

            e discordante...

            

            Enfim, enxergou-se só...

            Emudeceu o grito,

            acolheu a desdita,

            aceitou o livro do destino,

            onde nada havia escrito.

            Não se rende à realidade,

            absorve as mentiras,

            mas não desperta do sono...

            Tomba o ser humano

            qual infértil figueira.

            Na fina transparência

            da veracidade,

            a derradeira fuga:

            sempre da luz distante

            esgueira-se,

            como sombra sem dono,

            um proscrito..
.

publicado por SISTER às 08:27

23
Jan 09

      Existia certa magia

      na doçura do seu olhar,

      fonte de sonho lá reluzia,

      luz cristalina a brilhar.

      Havia suave expressão

      que eu conseguia decifrar,

      um brilho de felicidade

      que ao meu vinha compartilhar,

      comungando serenidade.

      Havia intensa paixão

      que fazia a pele arrepiar,

      havia uma total cumplicidade

      que o tempo fez questão de apagar...

publicado por SISTER às 08:41

07
Dez 08

Qual aquarela colorida,

lúdicas imagens

sempre revividas...

lembranças persistem

em fantasiar pensamentos.

Sonhos que ainda insistem

em nutrir sentimentos,

refazendo magias de quimeras

iludindo este nublado tempo,

ocupando o vazio,

abrindo passagens,

aquecendo a alma,

agitando o silêncio,

invadindo o corpo frio,

qual brisa mansa de primavera.

Eternas miragens...

publicado por SISTER às 12:05

26
Nov 08

Há um sonho adormecendo
num tempo de escuridão,
na lágrima que vai rolando
e nas horas onde fala a solidão!
Há um silêncio doído no olhar...

Há uma alma em seus tormentos
onde a canção da vida é partida;
há um corpo, sem rima ou melodia,
que segue por trilhas estranhas
quando a dor lateja, noite e dia!

publicado por SISTER às 15:11

09
Nov 08

      Sou uma embarcação solta no mar,
      meu núcleo vital é antigo candeeiro;
      às vezes navego serena em águas mansas,
      outras vezes, tormentas vêm me acompanhar!
      Sou semente ante o sopro ambíguo do tempo,
      orvalhando o sal da terra no olhar,
      também sou brandura em sentimentos
      e inquietude nas ondas do atravessar.
      Sou  única, singular, porém plural;
      finita e passageira matéria a velejar.
      Sou vento brando nas horas de madrugar,
      luz tênue num amanhecer outonal
      e lua em fios de prata, noutro instante!
      Sou flor rara que enfeita caminhos,
      árvore frondosa e suas sombras...
      Sou corpo marcado por espinhos
      quando a incerteza chega e assombra.
      Sou tantas... forte, frágil e pequena!
      Emoções nos grãos de areia a flutuar...
      Nas somas das viagens constantes
      tenho a Mão de Deus a me acompanhar,
      pois, no todo do ser, sou alma apenas!

publicado por SISTER às 11:59

08
Nov 08

      Pobre moço sem camisa,
      desprotegido logo de manhãzinha.
      Coitado, fiquei com dó!
      Como sou boazinha,
      sempre ajudo a quem precisa;
      dou-lhe meu abraço,
      enlaço seu corpo
      num só nó!

publicado por SISTER às 06:02

07
Nov 08

      Vida faltando um pedaço
      resta-me um tempo vazio,
      corpo padece de frio
      na ausência de abraços.

      Sentimentos andam revoltos,
      nesse meu espaço falta um corpo!
      Sem ele sou ser quase morto,
      vagando em sonhos soltos.

      E assim, entre o ontem e o agora
      deliro sobre sombras e fantasias.
      Perdida de mim, solidão aflora
      afastando a luz do dia...

      Os sentidos vigiam as madrugadas...
      Adormece em saudades metade de mim,
      a outra, aguarda apaixonada!

      A todo instante, voam pensamentos
      tentando alcançar o ser inteiro,
      senhor absoluto dos meus momentos.

publicado por SISTER às 11:49

23
Out 08

Sou o que vivo...

Ser consciente, em busca

de bons momentos.

Aprendiz eterno,

nas paralelas da vida.

O que preciso ser!

Um qualquer motivo,

para manter-me viva!

Em tudo que sinto,

sou o riso da folia

e gotas de nostalgia.

Sou labirintos...

 

Às vezes, perco-me

em enredos, tantos!

Vasculho segredos

e nos ventos-mistérios,

encontro meus medos.

Aí, sou metades...

No corpo pouco santo,

uma alma sem vaidades.

Sou sentimento singular,

em pluralidades...

 

Sou quase tudo,

quase nada...

Sou porções...

Também sou muros,

bloqueando a passagem

das saudades...

Tentando reter o tempo

das solidões,

que avançam sem piedade...

 

Sou o vôo, numa liberdade

em grilhões...

Sou o sorriso esquecido

em molhadas madrugadas,

o amor sem maquiagem

num doer sentido.

Sou viagem...

 

Sou luz em noites traiçoeiras...

Sombras, em auroras fugidias,

que num constante vai e vem,

em instantes, esvaem...

Sou tudo em alguém,

sou mulher, inteira!

E num silêncio minguante,

lágrimas caem...

Sou ninguém!

 

Em sonhos argentados,

sou criança...

Na dura realidade,

anciã!

Sou o fundo do poço!

E assim do nada,

sou esperança em alvoroço!

 

Sou nuvem passageira

e na chuva que rega a terra,

sou fruto, semente, raiz...

E nesta passagem ligeira,

sou redemoinho de lembranças,

sou passado!

Apenas um pequeno esboço,

num grande chão de giz...

publicado por SISTER às 09:02

Abril 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO