Impelida a escrever... E escrever...
Nem sempre... Como eu gostaria...
Dedilhando o teclado sem raciocinar,
Vou entristecendo a minha poesia...
É humanamente impossível sorrir de tudo...
Bate uma falta de mim, estranha nostalgia
Retumbando na alma doloridos ecos!
O sorriso é o espelho da minha agonia!...
Vou sorrindo... Sorrindo... Escondendo
A tristeza de um tempo ingrato, carrasco!
Trago uma noite chuvosa dentro de mim,
Minhas vontades ficaram ao léu, ao acaso...
Questiona-me a consciência profundamente,
Debalde me debato... Guerreio contra ela...
Mas são tão débeis as minhas forças!...
Tudo é uma inútil e desgastante querela!...
Deixo-me então aquietar, acalmar o coração,
Para ouvir a voz sábia do meu amado Deus...
O sol de um novo dia... Sempre nos faz renascer.
Mais uma vez, curados serão os ferimentos meus!
Os medonhos fantasmas noturnos... Dirão adeus!
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