Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

21
Fev 11

Entre o vale das paixões encontro-te...

Olhares trocados, beijos, sussurros, juras de amor eterno,

começamos a cavalgar pelos dias como se fossemos donos do planeta

pouco importando se dias se colocariam com o sol, ou nublados...

Éramos donos do tempo...



Passamos pelos dias com a certeza que nossos corações

jamais teriam dúvidas de nosso amor,

e, ao cavalgar entre borboletas

que saudava-nos em nossa historia de magia,

conhecemos a cor e o encanto...



O bater de asas ensejava liberdade de voar...

Encontrávamos pelos bosques, vivenciando a beleza de arbustos e flores

entre o forte e delicado éramos exemplos de corações apaixonados

que não sentiam o cavalgar do tempo...

Entre flores, fizemos aconchego de nossas emoções,

entre as águas banhamos nossos corpos

entregue aos segredos da lua dos amantes,

e, entre as nuvens sentíamos a renovação desta força...



Passamos a cavalgar entre pedras e caminhos que antes pareciam fáceis, transformaram-se em percursos de exaustão...

Entre eles postar-se-iam a tentação, por momentos a tropeçar,

pudemos logo ver sermos únicos, e sobre nossos corcéis

demos costas das tristes lembranças...



De mãos entrelaçadas...

Partimos novamente pelos territórios que se apresentavam a cavalgar, enfrentando nossas dificuldades, agora com nossos corações...

Que se fez renovado pela dor, e de nossos dias fizemos dias de sublime relação entregando-se de vez a este amor que serve como nosso alimento

Nossos corcéis passam a ser alados, encantados...

Levando-nos, enfim, a uma vida

onde nossa cavalgada não encontrará mais obstáculos...




publicado por SISTER às 15:10

A alma da poesia está no Universo,
Viaja entre as colinas, sobrevoa o mar.
No olhar de uma criança escreve versos,
E feliz se põe a sorrir... cantar e bailar!


A alma da poesia está na pequena flor
Que germina e nasce para perfumar...
Nas mãos calejadas do semeador,
Que, cedinho, incansável, a terra vai arar!


A alma da poesia está no sol que desponta,
Nas mãos delicadas de uma mulher em oração.
Na misteriosa e sedutora lua que aponta...
No prazer do homem, que para casa traz o pão!


A alma da poesia está em nós, em mim...
Em toda a beleza que se pode enxergar,
Na fragrância das rosas, no cheiro de capim,
No fascínio da vida, na magnitude de amar!



publicado por SISTER às 15:09

É noite... Já vai longe o dia...
Como a lua... Vou lentamente
Mergulhando na doce magia
Que vibra em mim intensamente.

Poesia invadindo meus poros...
As mil juras vadias adormeceram,
Reluto em aceitar, mas não choro,
Os tênues fios se desprenderam.

Resta-me o luar para pensar,
A vida para ser vivida, retomada,
Sem ter mais o que esperar...
Botar o pé de vez na estrada!

É noite, escuro deitado na alma,
Pontos de luz enfeitam a cidade.
Deixo-me ficar assim abandonada,
Em devaneios, fantasias, saudade!

É noite... Tudo se veste de negro,
O sonho parece ser tangível...
Noite pede silêncio, sossego...
Até parece... Que ser feliz é possível!


publicado por SISTER às 15:08

Me entrego à solidão e ao silêncio...
Fecho os olhos... E sinto suas mãos...
Elas me acariciam, tocam meu rosto...
Vertiginosamente acelera meu coração.

Ah, querido meu, que triste é a distância!
Choro desconsolada como uma criança,
Você não está, estou imensamente só...
Soluçando... Enquanto a noite avança...

Não... Não posso mais ficar sozinha,
Deus... Tenha pena de mim, por favor...
Meu peito já não suporta tanta saudade,
É muito castigo para o nosso amor!...

Solidão que leva meu sorriso, a esperança,
Leva minha coragem, minha fé, minha vida...
Deixando meu corpo inerte como a morte...
- Vá embora solidão cruel... Homicida!...

Nosso amor vencerá a distância, o temor...
Sairá triunfante de toda essa desdita...
Seremos uma só alma... Os dois... Um só...
Juntos para sempre, nessa afeição bendita!

publicado por SISTER às 15:07

Se a noite desce sobre meu ser...
Grita dentro de mim... a saudade
Desse encantado e doce querer...
Falta-me do teu riso, a sonoridade.

Se nada sei de ti, nem posso adivinhar.
Minha vida perde a graça... a cor...
O relógio é um irritante badalar...
Que só faz exacerbar a minha dor.

Se tua voz não fala aos meus ouvidos,
Nem teus olhos estão dentro dos meus,
Tudo em volta perde o brilho, o sentido,
E a felicidade caprichosa... diz adeus...

Se me faltas, meu adorado, meu  amado...
Meu peito se aperta, minha beleza definha
Como as flores de um jardim abandonado.
A tristeza cruel, me atormenta... espezinha...

Se chegas... minha alma canta e rodopia...
Meus olhos refletem do céu, todo o esplendor...
Meu coração acelera em tresloucada arritmia,
Para cobrir-te de insaciáveis beijos de amor.

Se não existisses... eu te inventaria...
Serias minha mais perfeita obra e fantasia...
Do mundo inteiro... eu te esconderia...
Para fazer-te minha terna e eterna poesia!

publicado por SISTER às 15:06

Fazer poesia é dedilhar a vida e seu enredo...
É perscrutar intimidades, mistérios e segredos.

O coração do poeta é um vulcão em erupção...
Expelindo amor... alegria... dor e decepção!

Fazer poesia é descrever emoções em capítulos,
Fazer das lágrimas rimas de um poema erudito.

O poeta traz nas veias uma emoção incontida,
De dias felizes e de muitas noites maldormidas...

Fazer poesia é amar demais, é voar suavemente.
Sofrer e, ainda assim, escrever versos ardentes...

O poeta traz no âmago o mais puro sentimento...
Lamenta ver no mundo tanto ódio e sofrimento.

Fazer poesia é sacerdócio... é missão... religião,
É viver em êxtase e perdoar em profusão...

O poeta nem sempre encontra a felicidade...
No peito... quase sempre, carrega uma saudade!

Fazer poesia é prever o futuro, recordar o passado.
É descobrir que o poeta... é um eterno apaixonado!

publicado por SISTER às 15:05

Baila nos recônditos da alma... a despedida.
Levo no peito trechos de uma bela história...
Notas repetidas de uma canção tão bendita...
Que jamais... poderei apagar da memória!...

Foram tantos verões e invernos de amor...
Paixão ardente... beijos... promessas e juras.
Hoje, na clausura tento expurgar a minha dor...
Lavando com lágrimas todas as desventuras...

Vou como quem morreu cedo sem saber...
Caminhando sem rumo certo... sem porto...
Andando... respirando... vivendo por viver...
Buscando uma mão amiga... um conforto....

Pressinto um rosto que jamais poderei ver.
Um olhar... que nunca mais irá o meu fitar...
Grita... geme e se debate... todo meu ser...
Mergulhado num rio... sem poder ancorar.

Tanto me dei... o melhor de mim entreguei...
Era tudo tão belo, tão perfeito, tão concreto...
Sequer notei.. que deixei de existir, me anulei!
Aceitei do sofrimento o desumano decreto!...

Visto-me de adeus... da inadiável partida...
Escondendo do mundo tão dolorosa ferida.
Nada espero, nem atenção, nem guarida...
Chegou o dia... tudo tem um fim nesta vida!

publicado por SISTER às 15:04

Desce do monte, mais e mais,
um frio a baixar e à sua Razão.
Entorpece pessoas e animais,
perdendo os corpos sensação.

No baixo vale, aí ele perdura,
e, as gentes, acostumaram-se,
co o frio, que é de muita dura,
por isso bem alimentaram-se.

É tal a rudeza, que gela os rios,
circundando as inertes aldeias.
Só às crianças não vêem os frios,
preocupadas com umas asneias.

Ainda assim a populaça é forte,
e nisto os homens talham lenho,
e, as mulheres, de lavar, no pote,
levam as roupas, alto tamanho.

Um nevoeiro forma grande bola,
lá bem no profundo, do monte.
Parece desaparecida vã aldeola,
que, não sei, se no verso, conte.

Mas a Natureza é mui generosa,
e com o avançar do ritual do dia,
o sol teima em romper a nebulosa,
dando aos aldeões, rara alegria.

Na teima insistiu e ganhou o Rei,
nosso Astro; dizimando a nébula,
de fio a pavio; assim dita a Lei,
quando a mão é fraca e trémula.

Agora já se vê o nevoeiro a subir,
por onde antes desceu temerário:
o que cai, também tem seu porvir,
que o que nos cuida não é ordinário.

Pois que a Mãe de toda a Essência,
vela por nós, homens e mulheres,
crianças e velhos, na sua sã anuência:
vede bem: sede aqui o que quiseres.


publicado por SISTER às 15:03

Para se ser poeta, há que ser
diverso, no Tema a abranger.
poeta, que é poeta, não fala
de uma coisa só; come e cala.

Tem de se superar. e viajar
nos Mundos; a girar, a girar.
Até que, a fértil imaginação,
providencie a pluma e a mão.

No nado pensamento, desce,
de nós, para nós, o que cresce,
como num jardim a florescer,
o que, enfim, iremos escrever.

De nós, para os outros, ciência.
Dos outros, para nós, anuência.
É como um pacto civilizado,
onde ninguém sai traumatizado.

De tudo é imperioso, aqui ler,
pois toda a poesia tem seu saber.
Confinar-nos à fútil estreiteza,
não nos cercará, de esperteza.

Mas, enfim, para tudo há gostos,
cabe ao poeta do vinho ser mostos,
e chamar a si, os fugidios leitores,
nossos Mestres e ainda Mentores.

E quando a união fizer uma fricção,
nascerá, dessa perfeita, junção,
a aliança mais concreta e logo ungida,
que, durará, para toda uma vida.


publicado por SISTER às 15:02

Quero nada,
tenho tudo.
Uma escada
que subisse,
e visse
todo o mundo.

Feliz de quem,
sabe ao que vai.
É para alguém,
a flor nascida
e colhida,
no dia do pai.

Mas nada digas,
cala.
Que de intrigas,
é a Terra
e a guerra,
que nos fala.

Simplicidade
é o amor
e banalidade.
Romances,
são nuances,
morto torpor.

Só os velhos,
lêem o amor
(quão relhos,
tanta poesia
de categoria,
a viver de favor).

Que asco!
Nem se dignam,
provar outro pasto!
Importa
que a retorta,
a cultos fascinam.


publicado por SISTER às 15:01

O navio já não volta ao cais,
que já não existe para mais
nada; terra de assombros
e de mil e um escombros.

Há saudosos pescadores,
de mãos severas e às dores,
que foi a vida ao mar a sair,
para no fim peixe repartir.

Tinham na pele o sal do mar,
cobre e alva brancura, no ar:
na força da juventude, à ré,
devotavam vidas, à Santa fé.

Muitas lágrimas, lá ficaram,
por entre ondas, ajuizaram,
a pouca sorte que lhes levou:
quem, a família, sustentou.

Mas o trabalho prosseguia,
e, inda mal, raiava novo dia,
lançados os barcos às águas,
silenciosos, calavam mágoas,

e, remavam, a alto Oceano.
a remar, remos, mano a mano,
rapidamente desapareciam -
na manhã do outro dia se viam.

Então a alegria não continha,
ver os bravos, dar à Prainha,
com as redes cheias de peixe:
oh, minha vizinha: deixe, deixe!

E todos puxavam os batéis
com ritmo, ingerindo pastéis,
tenrinhos, da terrinha do mar,
e aí mesmo, o peixe amanhar.

É uma vida de luta e entrega,
feita por homens, de regra,
que amam o que fazem, o mar,
até que este os resolva levar.

publicado por SISTER às 15:00

Hoje, estou deveras contente.
Em verdade, nada mudou.
Este estar assim, de repente,
é porque o verso, no verso rimou.

A poesia, é por isso, inconstante.
Não que falsei, no quanto escreve,
mas porque ainda vem distante,
o que ela, a quem versa, bem deve.

Passa um navio: vai de viagem,
para uma qualquer ilha, a se perder.
Quando petiz, gostava de canoagem,
como estou feliz, importa o dever.

Não; não quero vinho! Para festejar!
Que a minha boca é seca, ao pecado.
Ao néctar, dos deuses, irei pois olvidar,
agradecendo, que sou bem-educado.

A tarde está fria; cai pungente, no rio.
Um pouco mais longe, nutrido nevoeiro,
às aldeias esquecidas, e atadas com lio,
gretam os lábios das pessoas, com cieiro.

Então uma leve tristeza, se assoma de mim:
eu que estava tão contente, e assas feliz.
Estou infausto nesta hora; e eu, porque vim?
Choram sentidas as flores, do meu jardim.

Tudo tem sua Razão de ser; vi na televisão!
Criança subnutrida, em flor queimada mexia.
Era seu único jogo: nas mãos deu-se a explosão,
e, o menino, tripas no chão, sua voz gemia.

Jaz e arrefece o menino, por todos abandonado.
Tudo por obra destas guerras, que não cessam,
e deixam, ao acaso, engenhos, não cuidados,
por obra e mão de peritos, que não se revezam.

Como posso continuar contente?
Como? Como?... Quem mo dirá?
Se há coisa que não sou é aparente -
muito menos, o verso se subverterá!


publicado por SISTER às 15:00

Se me olho ao espelho,
tenho nojo de mim,
por estar mais velho,
sem um gozo de alecrim.

Meu ser desajeitado,
não sabe que é dormir,
vira-se, de lado a lado,
sem ter para onde ir.

O sol fere-me a pele,
branca, como não há,
e tudo me impele,
a imaginar o que será.

Uma janela aberta
e uma cortina corrida,
é a paisagem coberta,
que é a minha vida.

Faço versos por dentro,
com a imaginação,
usando o pensamento,
calando o coração.

Alma, é aquela coisa,
que invade a emoção,
parte-se a rica loiça,
juntam-se cacos no chão.

Pensar faz doer à cabeça,
não pensar, é bem pior.
Haja quem ainda teça,
com o que tem de melhor.

Enfim sonhar, só sonhar,
que a sonhar me conheço.
Versos pobres a lembrar,
só aos leitores pertenço.


publicado por SISTER às 14:58

Gostaria que não me soubesses doente,
que eu só estivesse triste ou contente,
e raiasse o dia lá fora, pousando asas no rio,
como borboletas de cores, sem haver frio.

E tu continuarias o rito, de tuas Novenas,
entregue à tua fé, que não tem mecenas,
senão uma infalível crença, desde menina,
que te trouxe pela vida fora, tão pequenina.

Ao bom Velhinho, prometes coisas sem par
(assim o tenho, na imaginação, se sou sonhar),
às crianças e aos velhinhos, nunca esqueces,
que são os primeiros, a quem pedes benesses.

E como eu estaria saudável, colheria flores
lindas, que, aos sentidos, causam torpores
na alma; com as flores, iria o meu coração,
que, só por ti, estariam em eterna floração.

Correríamos, montes e vales e alguns prados,
co navios no mar, que, vistos, nos fossem dados;
mil aventuras teríamos - um beijo a colorir,
se mágoas tivéssemos aqui, com que carpir.

Sem ver, ver, para além de crer. Sonho. Ilusão.
Quem a Sorte nos dá, e, a nós, a falsa sensação?
Tudo é certo ou errado, desleal testamentário.
mais vale a comicidade, um Teatro fútil e Hilário!

Bem sei, amada Mulher, que somos diferentes!
Em anos que já lá vão, nunca por nunca ausentes!
A crença, que é tua, a mim me escapa, e tolhe -
só a fé no Homem, inda que em erro, mi vida escolhe.

Desleal, ao que são meus sentimentos, a aflorar,
por ti, tudo esqueci, e deixei-me, em flor amar.
Se me arrependo? Nunca. em vidas por haver.
Tu me pertences. Eu te pertenço. Eis o nosso ser.


publicado por SISTER às 14:58

Avassaladora chuva que devassa a Terra

Com ondas que varrem o Mar se apresenta,

No ar os furacões fortes e vorazes

É a Natureza que clama respeito,

Atos impensados do  Homem ceifam vidas.



Meus respeitos à Senhora Natureza!!

Reage com forças onde a agridem,

A esperança está na consciência do Homem,

Antes que tudo termine.






publicado por SISTER às 14:57

Fevereiro 2011
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