Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

04
Fev 11

Enquanto...

Adultos entre si não se entendem,

Disputam-se em espaços, promovem guerras,

Buscam através da violência resolver suas questões...

Enquanto...

Há jovens que se entregam às drogas,

à escuridão do prazer sem conseqüências...

Enquanto...

Assistimos famílias sendo destruídas,

Lares despedaçados pela traição,

pela falta de união...

Enquanto...

Vimos amigos traindo-nos de forma mesquinha...

Em nossos olhos bater o desânimo

frente a tudo isto que somos obrigados a conviver...

Enquanto...

O nosso planeta é atacado pelos poluentes das grandes nações,

Nossas matas são devastadas,

Crianças com fome e sem estudo...

Enquanto...

nos bate esta descrença neste estado de todas as coisas!...



Vem mais uma vez a criança!...

Simbologia máxima da pureza,

e nos passa uma grande lição de vida,

Ela, e seu fiel amigo, juntos a orar...



Quem sabe se não é por nós mesmos adultos!?...

Que por fezes fugimos de nossa fé.

(Fé, base para vencermos e acreditarmos)...

Que o mundo haverá de ter uma nova chance!

Que devemos lutar pelo amor!

Aproximarmos de nosso semelhante!

Que frente às nossas vidas a palavra entendimento...

Perdão, reconhecimento, respeito!

Que devemos edificar um mundo melhor para nossas crianças!



Esta imagem lembra-me de minha infância...

A primeira oração...(ensinamento de mãe)

Ah! Gesto soberano  desta criança!...

Ó gesto a ser pensado...

Quanto temos que mudar por eles?!...

Por nossos pequenos!...

Que, mais uma vez, nos trazem esta lição de amor,

de fé e de esperança,

Um horizonte sem tanta intriga,

Sem tantas desigualdades sociais, sem guerras,

Voltados todos a Deus...

Exercendo o seu maior ensinamento, O Amor!...



Neste instante...

Que tomado pela emoção as lágrimas presentes à face,

Quero agradecer a todas vocês, crianças do Planeta!...

Com esta imagem...

Fizeram-me acreditar novamente...

Que a terra ainda tem uma chance!

Daí o porquê...

Dizem os sábios!...

Os melhores professores...

são as Crianças!...





publicado por SISTER às 16:18

Cais à chuva, vazios,
barcos tresloucados,
quem os viu em rios,
por mestres navegados?

Agora só assombros,
à mistura, algum sal,
tudo são escombros,
lágrimas sem igual.

O rio passa de largo,
o mar tem distância,
mas porque estrago,
esta bela exuberância?

Ao longe, por sonhar,
nas tardes que me passeio,
vejo um ponto no mar,
será barco? Ou enleio?

Era um barco fumegante,
no ar, rastro deixando;
imaginei-o todo possante,
no mar, sulcos visando.

Mas aqui só madeira velha,
que ainda assim me encanta.
não só é velha como gelha,
nasce a seus pés, nova planta.

Entardeceu rapidamente;
vão-se os pássaros de meu ser;
quem dera aqui perdidamente,
sonhar um novo Cais a haver.


publicado por SISTER às 16:17

Nado, posto por sobre o rio,
um nevoeiro de intenso frio,
sobe as águas, até à cidade,
como num grito de liberdade.

Se a Natureza o dita, nada há
que a impeça: sabemo-lo já!
É que dos deuses, a restrita lei,
de ao povo, a plebe: aqui del Rei.

Fogueiam-se fogos em latas;
vagabundos, enegrecem beatas,
para enganar seu triste fadário -
à distância, oculto, trina o canário.

Casas baixinhas, da baixa Lisboa,
privadas de calor, na Madragoa,
são feitas de estuque e velha pedra,
aonde nem a erva, sequer medra.

De soslaio, de parte, o eu versejar,
reparei, que o nevoeiro, é avançar,
eloquente sem excepção ou franca
fraqueza; e a nébula é tanta, tanta.

Nunca vi nada assim, por mi Sorte!
Pudesse, chamar-lhe-ia, a vil morte!
Aquela que, nunca se deixa prever,
e só no breve instante o quem de ser.

Como esta cortina cerrada e friorenta,
vinda do rio e da floresta, nevoenta,
que não nos deixa ver um palmo de testa,
por mais que perscrute: ao Ver não atesta.

Só tenho pena dos pobrezinhos, sem
tecto, que os acolha; não têm ninguém,
fugiu-lhes a Sorte, junto com a nébula -
bebem café quente, com a mão trémula.

Vai-te, nevoeiro! Espera-te o calmo rio!
Deixa-nos, já basta! E leva o teu frio!
Escrevo à beira mágoa, os meus versos.
escrevo; em nome, de tantos servos.


publicado por SISTER às 16:16

Dormi,
sonhei.
Sonho vivi
ou olvidei?

O que dói
de meu,
sói
ser eu.

Não é pena,
a dor doída.
Dilema?
Flor caída?

Como um sonho,
que tivesse -
e o entressonho,
já amanhece.

Já não durmo;
de sonhar
faço turno.
(Verei o mar?).

O mar,
deixa-se ver,
de sonhar,
imenso querer.

Sei, entanto,
que me perdi,
o quanto,
já fui aqui.

Estou doente;
ah, fraca carne!
serei contente,
vai-te sem alarde!

Sonho,
espera por mim!
Sonho,
ergo-te um jardim!


publicado por SISTER às 16:15

Lá aonde a praia se encontra com o mar,
e o sol é de amarelos e de louros,
algas inertes vão dar à praia, paradas;
e, como um possesso, ponho-me a guardar,
meus sonhos – por sonhar – meus tesouros –
serão ricos, serão pobres: Virgens Sagradas!

Não preciso de nenhuma gruta, para disfarçar
minhas doutas riquezas; como os Mouros,
quando faziam das Rainhas, suas empregadas.
E se necessário for, me porei toda a noite a velar,
descalçando as botas, feitas de coros,
para molhar os pés cansados, nas águas geladas.

Tudo será a bem-se-ver, sem leis a incomodar…
que o maior sonho é ter nada, e negar o ouro –
valência, que nos faz tolos: às gentes desesperadas,
que de entressonho em entressonho vão parar,
a um qualquer manicómio, ou bebem do Douro,
o requintado vinho, que as vinhas, estão saturadas.

Meu pensamento aturado, à ilha, quer voltar…
depois que as geadas vieram – e eu não sou besouro.
(É tão fácil regressar, quando as pupilas ficam alumiadas).
Quero de novo a sensação, de na areia branca pisar,
rever, com moderada imaginação, meu tesouro,
que são meus sonhos, minhas Virgens Sagradas!

Mas, depois, de muito pensar, e de ponderar,
num último soslaio, vejo, sem que o veja, meu tesouro;
e as Virgens Anunciadas, afundam-se, bem afundadas,
com as ondas cavalo, nas crinas, trazendo o mar,
para levar tudo de volta, para os seus confins, anil e ouro –
digamos que preferi, pelas tuas mãos, acariciadas.



publicado por SISTER às 16:15

Tudo que vejo ou sinto,
fora da imaginação,
é tudo quanto minto -
eis a douta emoção.

Não minto, quanto penso.
A Razão, está certa
ou errada - é como lenço,
vai no vento, que a cerca.

Como tudo que escrevo,
antes de mais o medito,
não vá ao que devo,
não ser no outro, o que incito.

E no limiar da incerteza,
àqueles que me hão-de ler,
ser rei, sem realeza -
que mais vale ter, do que parecer.

Se ouvisse a voz do coração,
ao pensamento o algoz,
não haveria verso nem canção,
que ele se ilude, com tanta voz.

Assim, o que narro, a descrever,
é um som de mar, à praia dada -
é porque é, e se quer crer,
águas indómitas, onde já não há nada.

Isto é bonito e de realçar,
porque nasceu de minha imaginação.
Entanto ficou-me nas mãos, o sal do mar,
e um pensamento de haver continuação.

E vou por aí, alcançando sonhos,
quando a tarde é de um louro macilento -
flores silvestres, medronhos;
que melhor que isto, como argumento?


publicado por SISTER às 16:13

Que a dor, que é dor, que dói,
breve seja, e não prevaleça,
no corpo teu que doendo mói,
e no fim só uma saúde vença.


No amor (aquele que te tenho),
como um nado sol a amanhecer,
saibas sempre tu, ao que venho,
como se fora um mar a antever.


Somos filhos, da Mãe Natureza,
cuidemo-la, que de nós cuidará.
e inda que órfãos, dela a certeza,
que em vindo a vã noite, nos velará.


A carne é fraca, bem o sabemos,
forte é o pensamento, a haver,
dele, tiraremos os dividendos,
aprendendo o que há de precaver.


E já sanada, com a vida pela frente,
teus medos, não mais agonizarás.
pois, diante de ti, terás o presente,
e a tudo, sem receios, ultrapassarás.


Eu continuarei a sonhar, um sonho,
que, só aos poetas, é permitido:
doces jardins, que aqui deponho,
porque tudo, no sonho, me é devido.



publicado por SISTER às 16:12

Na plúmbea manhã sem sol -
nem vestígios de o vir a ter -,
o mar é calmo, falso arrebol,
por trás dos montes a haver.

Inda assim, estranhos casais,
passeiam-se demoradamente,
junto às casas, com seus taipais,
que os humaniza, vagamente.

A tudo vejo, no pensamento,
que aflora, por minha vontade -
faço-me ser duplo no firmamento,
e sem o saber, não tenho idade.

A versar e a sonhar, quem sabe
um momento, de felicidade,
não se traz, no que na alma cabe?
Ou serei só um espelho, em falsidade?

Breve, leve, corre uma brisa suave.
nunca quis grandes cousas aqui,
de mim, para mim próprio, sou entrave,
e com olhos, de tacto, a tudo vi.

Olhar é estar doente dos olhos.
que a ninguém ou cousa alguma vê -
ter nas mãos, flores, aos molhos,
pergunto eu então: para quê?

Na arrogância, a tudo pertencermos,
somos nada e promiscuidade.
nascem as cousas, jazem e morremos,
tudo o mais é dos deuses, diversidade.

Ah, sonhar, enfim, e, em sonho, dormir;
agora que sinto o mar revoltado.
quem sabe, o que está ainda por vir,
não mo importa, não serei acordado.

Estou cansado das gentes banais,
que vivem, porque vivem, sem o ser -
vejam bem, que são elas, as que tais,
que andam no mundo, sem o saber.


publicado por SISTER às 16:11

Nunca olhei para trás;
talvez porque o passado não me
seduza.
Ou talvez, quem para trás,
fica observando,
fita a Medusa,
que o vai devorando.

O passado ao passado, pertence.
e vamos na vida, que se chama
presente.
Quem assim, de si, se convence,
verá doirar o entardecer,
num Poente,
a envaidecer.

Escrevo, porque me dita a alma.
e tocam os sinos, da minha
aldeia.
Arrebatem na tarde, com calma,
a chamar as gentes ao Adro -
o que aqui foi, é e semeia,
embora eu preferisse, sonhar um Prado.

Dormi, sonhei, um pássaro cantou.
Corre o rio,
para onde lhe leva o mar.
Cingiu de prata o céu, a lua, que lá amainou.
E as estrelas, aos pares, indecisos,
a Boa-Nova, vão levar,
àqueles mais doídos e imprecisos.

publicado por SISTER às 16:10

Nunca soube o que é ser-se,
de mim, para mim!
O que sou? Porque vim?
Se há aqui algum ter-se, a haver-se?

E, em contradição,
bate forte, um coração.

Quem me olha, quanto penso? -
Que, a pensar, levo a vida,
sem grande contra-senso,
que não ela própria, indevida.

Eras, de eras, a passar -
futuros, presentes e passados -,
são como heras, a medrar,
das paredes, aos chãos, enfaixados.

Também os nossos jardins,
devem ser, a todos, abertos -
onde pululem os jasmins,
algumas arcadas, feitas de abetos.

E crianças a sorrir, na macia infância,
no cais, ao longe, e ao critério
das águas, não têm discrepância,
são como flores, e ao seu mistério.

Mas este, nunca estar contente,
este sono, que mi alma, chama,
vem, inútil, como que num repente,
quando o entardecer, em vão, clama.

E escrevo versos, parecidos
comigo, para que mos reconheçam,
quando, aéreos, são paridos,
em partos sem dor, o tanto, que vençam.

Como miles estrelas, no firmamento,
descendo o monte, se clareia,
tudo tem, seu inútil, alinhamento,
e há quem chame coisa bonita, ou feia.

Feio, é o que se esconde ou olvida,
necrológio, que aos olhos, fere -
inda que fútil, a vida é para ser vivida,
não cessem a vontade, que ela gere!


publicado por SISTER às 16:10

Se de me pensar, me achei,
que, por me pensar, fui lei,
no que à Sorte, fui encontrar,
julguei-me, um imenso mar.


Mas como aqui, o dito mar,
se eu me vivo, a atrapalhar?
um espelho, que no inverso,
a nada é, nem o seu verso.


E inda, que ame (bem o sei),
de amar, amo, ou olvidei,
quando a noite, não traz
a luz, que, no céu, me satisfaz.


Todo eu sou pensamento.
Razão, que vai no firmamento -
sem coração, a desassossegar-se,
num cais, a desmembrar-se.


E no horizonte, que é a vida,
intento levá-lo, de vencida -
com o sol, a dar-me por trás,
num sono, azul, verde, ou lilás.



publicado por SISTER às 16:09

Neste dado e impreciso mundo,
onde me encontro, e à Sorte, infecundo,
minha alma, que nada quis,
teima, como num fado, em ser meu juiz.

Quero antes os grandes montes,
onde medra a erva, e nascem as fontes,
e se um querer dormir-me, vier,
que traga o sonho, e ao que souber.

Nado ou posto sol, no cais, terá mil águas.
e de remos perdidos, transtorno de mágoas -
que são como folhas a secar, depois a cair,
donde lhe nasce a raiz, e todo o seu sentir.

Então irreal, e em erro, farei meu caminho,
de mim, para comigo, vizinho -
estrangeiro de mim mesmo, e ao que sou,
buscando, talvez, aquela, que, um dia, me amou.

O resto é nada:
como uma ida, sem volta.


publicado por SISTER às 16:08

Dormi, sonhei, sonhos ou falsa lei.
como um barco, à deriva no cais,
sem vento, que do vento, não sei,
nem se o sonho, me pertence mais.

É antes do sonho, que vem o sono -
um estar comigo a sós, de quem se tem,
entre árvores, árvores, não têm dono,
da vã existência, existindo, mais além.

Lindas rosas, quem me as roubou?
A quem deste, enquanto inerte fui?
Não sou nem este, nem o que se achou,
somente uma planície, que no rio, flui.

E inda, que tudo tenha desaparecido,
desce do monte, uma suave aragem -
no sonho, que sonhei, és comigo,
a Razão, porque sou, serena paisagem.


publicado por SISTER às 16:07

Só os amantes sabem bem,
o bem, que lhes cabe bem,
como um beijo a antever,
o que mais ninguém pode ver.

Desce do monte, o nevoeiro,
da montanha, até ao outeiro,
dum ao outro, deitam,
os ilícitos, que nada suspeitam.

E num silêncio, indistinto,
nas planícies, que só eu pressinto,
os amantes, hão-de se entregar,
como se fosse aqui, o imenso mar.


publicado por SISTER às 16:04

Há uma música indistinta,
na floresta,
que, o rumor do vento,
atesta,
nas folhas das árvores,
quando estas roçam seu haver,
no verde, que as viu nascer.

São sons dispersos, na ramagem,
do outro lado da montanha,
até ao explícito, que flui com o ar;
não por haver, senão a demanda,
que eu não soubesse já -
como uma música de outros tempos:
em vãos e falíveis argumentos.

E isto, que vejo e ouço, ao longe,
com olhos de ver,
é uma ferida insolúvel,
daquele, que não pode ter,
nem a música nem a montanha,
por ter dos sons e das águas,
todas as distintas, mágoas.

E no sepulcro silêncio,
com os últimos sons, a descrer,
desta floresta, por imaginar,
volto costas, ao que sei saber,
por ter havido sentido,
quando a alma me falou,
que só uma brisa, aqui poisou.


publicado por SISTER às 16:04

E já estou outra vez ali...
e por me haver debruçado,
na janela desperta,
sinto que em mim sou acordado,
que a vida é incerta.

Em pensamento, chamo-te.
femíneo corpo, de cetim.
e o rio corre, para onde vai,
buscando no teu jardim,
o que, na noite, se esvai.

Dum ao outro, ilusão,
que, do desejo, e à sua sorte,
vem o despertar, inesperado,
como se fosse a minha morte,
num beijo, há muito guardado.


publicado por SISTER às 16:03

Fevereiro 2011
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