Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

01
Fev 11

Quando o pai voltava do trabalho, o garotinho corria com os braços abertos

em busca de um abraço aconchegante.



Mas, o pai, acostumado à educação rígida e equivocada do início do século vinte,

ia logo dizendo: "homem não abraça homem".



O menino ficava sem saber o que fazer com a vontade de demonstrar

seu afeto e carinho àquele a quem amava e admirava.



Isso lhe causava extremo desconforto, mas foi se acostumando a não abraçar o pai,

e nem chorar, pois "homens não choram", segundo a mesma educação que recebia.



Sempre que algo o infelicitava, prendia o choro na garganta e corria para os braços

da mãezinha dedicada, a quem podia abraçar sem medo de ser menos homem.



Esse conceito ancestral, infelizmente, ainda é muito comum nos dias de hoje.



Muitos filhos homens não se sentem à vontade para abraçar seus pais e,

menos ainda, para beijá-los.



Aquele garoto, que agora já está com mais de 75 anos de idade,

conta que foi muito difícil conviver com a dificuldade de extravasar seus sentimentos com quem quer que fosse.



Não conseguia abraçar os amigos, não conseguia chorar graças às orientações que recebera na infância.



Diz ele, que só conseguiu vencer essa barreira, com muito esforço, há pouco tempo.



Hoje ele consegue se entregar num abraço sem medo de ser feliz.

Mas chorar em público é algo que procura evitar,

pois a frase ouvida muitas vezes na infância, ainda o persegue:

"homens não choram".



Mas a lógica nos diz que os homens também podem e devem chorar,

sem que isso os diminua como homens.



Homens que se privam de extravasar suas dores e tristezas pelas lágrimas, geralmente arrebentam o coração em enfartes fulminantes.



O que faz um ser humano ser digno não é o fato de deixar de chorar,

ou de evitar se envolver num abraço.

O que dá dignidade a um homem é a sua capacidade de amar, de se entregar,

de se deixar levar pela emoção sadia.



O cancioneiro popular, Gonzaguinha, retratou, através da música guerreiro menino, essa realidade:



Um homem também chora...



Também deseja colo... Palavras amenas



Precisa de carinho, precisa de ternura



Precisa de um abraço da própria candura



Guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis



Guerreiros são meninos no fundo do peito



Precisam de um descanso



Precisam de um remanso



Precisam de um sonho que os torne refeitos



É triste ver este homem guerreiro menino, com a barra de seu tempo por sobre seus ombros



Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra a dor que traz no peito, pois ama e ama



Um homem se humilha, se castram seu sonho



Seu sonho é sua vida, e a vida é o trabalho



E sem o seu trabalho um homem não tem honra



E sem a sua honra, se morre, se mata.





Hombridade não é sinônimo de dureza.



O homem é um espírito temporariamente mergulhado num corpo masculino,

mas é um filho de Deus como outro qualquer.



Um homem também chora...



Um homem também sente saudade...



Um homem também se entristece quando parte um ser querido..



Um homem também se equivoca, também de arrepende,

também se sente só muitas vezes.



E, às vezes, a única maneira de aliviar um pouco o peito oprimido

é deixar que as lágrimas jorrem com vontade.



Paulo de tarso, o incomparável apóstolo, na luta para vencer-se a si mesmo, encontrava nas lágrimas uma forma de desabafo.



Aquele gigante do cristianismo deixava, nas horas difíceis,

as lágrimas aliviarem seu coração oprimido.



"A cada gota de pranto era um pouco de fel que expungia da alma,

renovando-lhe as sensações de tranqüilidade e de alívio."



Jesus, o maior Homem de que se tem notícia, também chorou.



Pense nisso, e se sentir vontade ou necessidade, abra as comportas do peito

e deixe que as lágrimas lavem e aliviem seu coração,

sem medo de ser feliz.



publicado por SISTER às 15:37

Com flores te recebo e calo
porque no silêncio
está a tua voz de quebranto
e de amor eterno,
como este céu que te canto

Céu de estrelas e de um pranto
que é mais ausência
que dor no peito, chora baixinho
a guitarra em meu leito,
cai a noite segura devagarinho

E o beijo recebido com carinho
adormece nos braços
de uma canção,
que na areia das praias e das conchas
é toda esta minha emoção


publicado por SISTER às 15:35

Minha voz teima em não se calar,
rodopia, gira, contorna,
não se enfeita de flores
nem se adorna de roupa colorida.

É feita de nervos e de sangue, setas
nos braços, relembrando a dor,
dos que se passeiam sem nada,
nem pão nem água nem cor nem som.

Boca de escárnio, rasgando o rosto,
o estupro da mente cansada,
ser igual a tantos outros, os demais,
como alimento para as esconjurações. 

Morte lenta ainda em vida, jazem no
chão as flores queimadas, pelo toque
da mão absurda, a carne, o cheiro,
mais o quanto nos é possível aguentar.

Olhos abertos à evidência nocturna,
sombras de gatos, amaciando os muros,
e eu que vou nesta vida a cantarolar,
sou excepção à verdade oculta, dissimulada.

E calo e respeito, a dor que vos dói.


publicado por SISTER às 15:33

Caminho por entre escombros e paredes
e arranco aos olhos a ferida, para que possa ver alguma beleza aqui.

Mendigos intransigentes, estendem a mão etérea,
no vazio de nossas consciências e de nossos problemas caseiros.

Muralhas caem, desfazendo castelos antigos,
só nós, que somos pomposos demais, mantemo-nos de pé, ante a peleja.

É que o «coto» é precioso demais e é preciso
procriar e ter descendentes, que sigam nossos passos nos lustrosos vitrais.

Homens sem membros, percorrem a cidade,
com esforço, dirigindo-se para os escritórios, como olhos de mosca.

Estatuetas e quadros, nos pregos das paredes,
exibem, para que todos vejam, a sua glória mumificada e poeirenta.

Aqui só entram os familiares e os filhos incestuosos -
é impossível haver misturas de sangue, só a congeminação é possível.

Estes são os novos patrões, que dão lugar ao imiscível,
e o lápis azul funciona de novo, para rasurar o que não lhes interessa.

É a inquisição no seu mais alto expoente, que
controla os jornais, televisões e rádios, num retrocesso a Salazar.


publicado por SISTER às 15:32

É indiscutível que eu amo.
Mas amo a quem?
Aos outros, como a mim
mesmo. Jazeria no chão,
sem importância, se assim
não fosse. Cabe-me a mim
amar para ser amado.
Amar é dar importância é
elogiar a outra pessoa e é
reconhecer-lhe valor para
singrar na vida. Vida dura
penosa que nos calha em
«sorte».
Para amar é necessário
desprendermo-nos de
nós mesmos, caminhar-
mos solitários, até que
venha a sede de estar em
sã comunhão e vivência,
com os demais.
Ninguém perdura sem o
amor, que perpassa do
outro e a meio caminho,
nos alcança.
Amo as coisas como elas
são, sem lhes querer
alterar o sentido nem o
preceito original.


publicado por SISTER às 15:32

De bambinelas e de cobertas coloridas,
se enfeitam as janelas;
e as casas enchem-se de luzes, parecidas com elas.

Na cozinha vai um grande rodopio,
de volta das refeições;
escutam as crianças histórias, cheias de emoções.

Todos saem para comprarem os presentes;
as lojas estão cheias;
e as prendas ficam dependuradas, dentro das meias.

O bom velhinho virá de trenó, com seu
gorro vermelho;
trará brinquedos aos molhos e até um espelho.

E de manhã há uma grande alegria e uma enorme
emoção;
que palpitando vai e vem dentro de cada coração.

É que todos querem ver o que lhes calhou em sorte,
no meio de tanto papel;
e a criança segura na mão, ora o brinquedo ora o cordel.

E no chão da casa, ergue-se uma distinta cidade,
com peões e passadeiras;
sirenes de brincar, desenrolando mangueiras.

Todos estão felizes, menos um menino, que espreita
pela vidraça;
vendo lá fora um mendigo enregelando na praça.

Lembremo-nos, que o Natal é para todos, não só para
alguns quantos;
quem dera um sorriso. se os mendigos não fossem tantos.


publicado por SISTER às 15:30

De gris se veste o céu, em dia
de desassossego; 
murmurejar de ondas, além-mar,
que chega até mim, cobrindo-me os olhos,
de esperanças e de bonanças.
Os caniçais estão podres e já não aninham,
os migrantes pássaros,
que viajaram toda a noite, em uníssono,
para reclamarem seu pouso de asas flectidas,
abertas às marés.
Tudo está materializado pela mão do Homem,
e sobejam
uns poucos verdes, para cantar
a natureza, que vai-se subtraindo, para
dar lugar às imensas fábricas.
Escritórios com olhos de mosca estão
fechados;
e os comboios passam, levando e trazendo
gente, no suor despertino,
de seus corpos desfigurados.

publicado por SISTER às 15:29

Se te soubesses o quanto te amo,
saberias quantas primaveras,
nascem em teus olhos.

Que o vento é brisa suave,
tocando teus lábios,
poisando suas mãos no teu cabelo.

Se te soubesses o quanto te amo,
não perderias tempo com esperas,
e correrias para meus braços, cheia de graça.

Virias com mãos de ternura,
colhendo as minhas,
aconchegando-as em teu regaço.

Aprazíveis se tornariam as noites,
em que o temor é grito
e os gatos se perdem nas sombras.

Se tu soubesses o quanto te amo,
dirias do tempo o tempo,
em que não estamos abraçados.

No meu peito se rasgariam rios,
e florestas encantadas,
se abririam, aos teus mais secretos segredos.

E no mais discreto alvor,
deitarias teu rosto no meu colo,
para que te disse-se baixinho, que te amo.

publicado por SISTER às 15:28

Leva o vento o meu beijo,
por entre mares e marés,
que livre seja o ensejo,
derramado a meus pés.

Por entre mares e marés,
norteando meus passos,
vai comigo quem tu és,
enlaçada em teus laços.

Enlaçada em teus laços,
de carmesim o vestido,
trazes flores nos braços,
em teu rosto contido.

De carmesim o vestido,
noites acesas no cabelo,
vens de coração despido,
para que eu possa vê-lo.

Para que eu possa vê-lo
e levar-te o beijo meu,
guarda-lo na mão, tê-lo,
como tudo que é só teu.


publicado por SISTER às 15:27

Cai a noite, de negrume é a
imensidão,
e as flores, inda abertas,
despertam meu coração.

Olho, como que pousada,
a lua emergente,
e o céu, indefinível clarão,
ilumina toda a gente.

Caem as estrelas sobre as
águas caladas,
e o rio acolhe, sem risco,
as pedrinhas estreladas.

Tudo isto a horizonte, que
a orla já calou,
misto de fantasia ou ilusão,
pedra que luzindo medrou.

Tudo o mais são sombras,
como que escoriando 
as paredes, e à luz da lua,
castelos vão lembrando.

Adormecem as pessoas,
que a lua vai nua,
dormem bichos e pobres,
ao calhas na rua.


publicado por SISTER às 15:26

Meus pensamentos, de pura
adrenalina,
são contigo e mais ninguém.

Sinto-me extasiado quando
chegas, lá
de longe, trazendo uma flor.

Segura-la na mão, em suave
toque,
eu bem saberei, cuidar dela.

Entregas-ma em mãos, frágil
flor, que eu vou
pôr num vaso, pra ela crescer.

Assim o sol a sustente, o amor
a proteja,
das agruras do vento da chuva

Orlada de flores enfeitando-te
o cabelo,
sobressai o sorriso encantador.

E eu como se a vida fosse nossa
levo-te a passear,
ilustres árvores e belos jardins.


publicado por SISTER às 15:26

Amo em segredo uma senhora,
despojo-me de todos os meus
bens, alcançá-la é o destino,
com que a sorte me prometeu.

Ante meus abraços ensejados,
teus braços esperam os meus,
assim sonho e até me convenço,
que o que é teu também é meu.

Raia o sol e o desejo que é meu,
na prematura manhã, olvidada,
quem dera que o beijo teu fosse

meu, realizando-se na madrugada.
Ah, senhora, de meus encantos,
não digas nada, e, amando, cala.


publicado por SISTER às 15:25

Bambinelas nas janelas,
chão com tapetes a adornar,
claustros acessos na noite,
pianos elevados, destro mar.

Cálice de vinho no plano;
do marfim a acentuação,
a solidez com que extravia,
a música saída do coração.

Flores posadas nas teclas,
alecrim e rosas coradas,
o artista que se enobrece,
nas pétalas desfolhadas.

Música a contraponto,
vozes que se enaltecem
e no ar se multiplicam,
raízes que não esquecem.

Vibra o piano, noite fora,
soltando notas, variações,
dedos amestrados,
libertando emoções.

Metamorfose consequente,
sublimando os tons,
representativos da tónica,
com que se recriam os sons.


publicado por SISTER às 15:24

Passa por mim, teu semblante,
cor de marfim,
e eu fico fascinado, vendo-te descer a rua.

Levas flores no cabelo, solto na cidade,
ao arrepio do vento,
que é mais uma brisa sedutora e aprazível.

Meu olhar, até te perder de vista, deixa de
te ver, no cortar
das esquinas, dos prédios aglomerados.

Inactivo mas com um sorriso nos lábios,
antecipo
a tua chegada, vinda de lá do fim da rua.

Enquanto isso vou sonhando contigo,
nos teus olhos
melífluos, no teu rosto, de nardos e jasmim.

Guardo o sol nas minhas mãos e seu brilho,
escapa-se-me
por entre os meus dedos, ansiando o teu toque.

Maravilhado vejo ao longe um pontinho, que
sobe a rua
tranquilamente, e minha ânsia se desnuda.

Vou ao seu encontro, de passo largo e segredos
nos bolsos,
que só a ela direi, dos meus ensejos e desejos.

Dou-lhe um beijo, apertado, e luzem seus olhos
de alegria,
e de mãos dadas caminhamos, de volta a casa.


publicado por SISTER às 15:23

Norteia-me o amor, pura beleza,
que me traz encanto à vida,
vem como que de surpresa,
que da palavra, contida, é a lida.

Como a chama mantém-se acesa,
esta paixão que quer guarida,
pois caminha em total certeza,
assim a vida, que me é querida.

Logro alcançar, a meu respeito,
a consideração que te é devida,
liberdade que assoma teu peito.

Amar-te, como a mais ninguém,
é o meu ensejo, mister da vida,
que procura o amor de alguém.

publicado por SISTER às 14:56

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