Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

04
Jan 11

Este desassossego deu lugar à
tranquilidade,
sou novamente asa que voa nos azuis.


Estou consciente de mim e isso nota-se
em cada segundo,
de minha vida, que alcançou o Kilimanjaro.


Sinto-me calmo e de boa memória,
gentil
cumprimento as pessoas, que passam na rua.


Sorriu, como criança, na sua macia infância,
não me importa
a chuva que cai, em silêncio me reconheço.


Os espelhos, onde me miro, dizem a verdade
insofismável,
meu rosto está em paz, olhos abertos à novidade.


Sei que meu organismo vai rejeitar este estado
de espírito,
serei pois braços na terra, desfolhando o milho.


Tenho de viver os momentos, em que me sinto
feliz e interactivo,
tentando prolongar meu ser, brilhando ao sol.



publicado por SISTER às 16:55

Abrem-se as janelas ao clarear
do dia,
rosas em botão vingam ao sol.

Os pássaros escolhem um ramito,
com poucas folhas,
e assim atrair as fêmeas, com seu canto.

Debruçam-se pessoas no parapeito,
para respirar
o ar puro, antes do café da manhã.

Sentam-se à mesa, na hora própria,
com um repasto,
de encher a barriga, só de se olhar.

Café e doces e pães, fazem parte desta
iguaria,
e uma excelsa fragrância, invade a casa.

Acabando o pequeno-almoço, todos se
aprontam,
para fazer as camas, desfeitas durante o sono.

Tudo no seu lugar, cada um se apruma,
ora para a escola,
ora para o trabalho, que espera lá fora.

O dia está lindo e o céu refulge seus azuis,
alcançando
as pessoas, que se mostram alegres e activas.

Carros escolares vêm buscar as crianças,
que não param
de gritar, umas e outras falando de suas aventuras.

Quando o autocarro parte, sempre há uma
preocupação,
no coração dos pais, dirigindo-se para as fábricas.

Na erva verde e alta, cães e esquilos, andam numa
tropelia,
enquanto uns brincam, outros armazenam comida.

E assim começa mais uma manhã solarenga,
que convida
ao passeio, com bebés aninhados no colo de seus avós.


publicado por SISTER às 16:54

Não me deixo abater pela tristeza,
mesmo que vergado pela súbita dor,
em que as desconfianças fincam pé,
e as minhas palavras soem a vazio.

Nada escondo, sou céu clareando,
fiel é meu testemunho perante ti,
escuta minhas súplicas advindas do
mais profundo de minha abnegação.

Todo eu sou verdade, todo eu assim
me reconheço, então porque não
vingam as flores, no jardim colorido,
se amar-te é sentir-me pássaro no ar?

Corre vagarosamente para a foz o rio,
pombas brancas pousam na minha
janela, e, olhando as nuvens, tua tez,
adquire a simplicidade dos amantes.


publicado por SISTER às 16:53

Águas suaves e verdes abraçam os
rochedos,
num toque sensual emitido pelas marés.

Galgos de espuma desembocam nas
praias,
formando desenhos, apagando letras na areia.

O sol está radioso e refulge nas águas, da
cor do jade,
um imenso paraíso com árvores à beira-mar.

Dunas a perder de vista, ilhotas maneirinhas,
povoam
os corais, de envergaduras tamanhas.

Os peixes são coloridos, como tudo à sua
volta,
com estrelas-do-mar, parecendo paradas.

Há vida em abundância, aqui não reina o
Homem,
por isso a natureza segue o seu curso natural.

Gaivotas e outras aves, esvoaçam livremente,
de asas abertas,
saudando o mar, de estrelas o brilhantismo.

As árvores são silvestres mas também têm
coqueiros
e outras plantas de frutos deliciosos.

Animais bípedes fazem seu repasto no chão,
enquanto
os pássaros e as abelhas, comem o mel da fruta.

Aqui tudo é belo e age em conformidade,
expondo
suas delicadezas, aos raios de sol - meigo.

Sonolentas tartarugas dormitam ao calor solar,
para depois
se fazerem ao mar, quando a tarde vier.

Por agora reina a calmaria, e, ao longe, ponto
negro, indicia
um barco, com turistas lá dentro

E assim fiz um poema, relatando o que meus olhos
viram,
emocionados, por estas ilhas e praias, delicadas.


publicado por SISTER às 16:52

Roubaste-me o coração,
guardaste-o na tua mão,
e eu fiquei preso a ti,
agora e sempre, até ao fim.

Nunca eu supus um amor
tão grande, cheio de calor,
atenção e tanto carinho,
que eu não seja sozinho.

Teu sorriso a mim me seduz,
e és a estrela de maior luz,
que vai no firmamento afora,
eternamente, aqui e agora.

Bem-dito o dia em que te vi,
e falamos de mim e de ti,
como se fossemos dois amigos,
lembrando-nos de tempos idos.

Sensação estranha, comovente,
a de há muito sermos gente,
dois amantes que se quiseram,
levantando a sina que trouxeram.

Somos filhos, da reencarnação,
vi vendo o amor de antemão,
cuidando-nos, ouvindo a sorte,
agindo juntos, por nosso dote.


publicado por SISTER às 16:51

02
Jan 11

Você tem várias irmãs,
Você é parte de nosso "eu", de nossa história...
Você é irmã da dor...Irmã da morte...Irmã da fome...
Irmã do descaso...Irmã da traição...Irmã do fracasso...
Irmã oculta de nossos sentimentos mais profundos...

Ah você, nós faz de grandes homens,
seres sem proteção.
Parados no infinito de seu mistério.
Você que por muitas vezes denuncia
nossos sentimentos, nossas fraquezas...

Outras, nos faz ver o quanto ainda podemos ser gente...
Pois, você, também tem uma meio-irmã,
Ainda, que distante, chamada emoção!...
Que assume em seguida como felicidade...

Está então, ah...Como é linda!...
Surge nos momentos únicos!...
No carinho ao próximo,
em nossas conquistas
que por menores que sejam
nos faz grandes perante o mundo...

Ah...Esta tua irmã...Senhora maior...
Um sentimento que bate no peito, forte!...
Parecendo que o coração nos sai pela boca,
é a compensação de todas as outras irmãs
que nos machucam tanto...

Mas sabe senhora Lágrima,
passei a te aceitar quando vi
que nos dias mais tristes de minha existência, 
um anjo surgia a minha frente
e tratava-me com folhas,
retiradas da pureza do Olímpo...
Enxugando-te logo de meu rosto
e levando ao Senhor esquecimento.


Sinto em cada um destes momentos,
que um ser, o maior de todos!...
E dono de nossos sentidos,
lembra-se sempre de socorrer-me...
Então, logo vejo que a senhora,
mais uma vez,
Passou em meu rosto,
e deixou uma semente
para meu aperfeiçoamento!...


publicado por SISTER às 13:10

Portugal à chuva
com o vento a
acicatar
de nortada as
janelas
abertas
semi cerradas
ao voltejar
do vento
esfarrapado
esgarçadas
nuvens
que plangem
no chão
suas lágrimas
formando
semi círculos
gota a gota
nas estradas.

Passo apressado
um lugar
para o carro
molhando
pessoas
até ao cerne
sobretudo
os sobretudos
com que se
vestem
protegendo-se
das saraivadas
do vento
trazendo
para dentro
as águas
ordinárias
e selvagens
que nos faz
pensar duas
vezes no
clima
de má
incumbência
pelo Homem.


publicado por SISTER às 13:09

Era uma criança como outra qualquer
sonhava um dia em ser adulta, para
ser como seu pai, que ela tanto admirava
e imitava com graça todos os seus gestos
de boa ventura e trejeitos graciosos.

E ela cresceu e foi trabalhar para junto dele
uma fábrica de vidro para carros e montras
bem juntinho de casa onde morava sua mãe
esposa de seu pai, que se amavam muito
desde que ela se lembra de si como pessoa.

Era muito novinha quando foi pela primeira
vez, de mala na mão, trabalhar, mas logo se
apaixonou pelo seu emprego e era vê-la a
cantar e a assobiar canções de musicais bem
conhecidos de todos e assim passava o dia.

Cresceu e se enamorou de uma bela menina
e começaram a conversar e a ir ao cinema
felizes da vida com o seu namoro. Para onde
ia um o outro ia com ela, sempre de mãos
dadas, para onde quer que caminhassem.

Até que, num dia de azar, ao atravessarem a
estrada para o outro lado da berma, a menina
foi colhida por um automóvel e faleceu de
pronto, com o jovem a toma-la no colo e a
chamar pelo seu nome, querendo acordá-la.

Não mais abriu seus lindos olhos azuis e a
partir desse dia, o jovem adulto, não mais
sorriu ou assobiou e deixou de ter gosto pela
vida, que nem o trabalho o animava, a ponto
de o fazer chorar sempre que se lembrava do

acontecido. Culpava-se do ocorrido naquele
dia fatídico, pois podia puxá-la para ele, se o
carro não viesse com tanta velocidade, numa
loucura embriagada. Hoje senta-se à mesa e
escreve poemas que a tragam de volta à vida.


publicado por SISTER às 13:08

Raia o sol lá fora na aurora da manhã
luz dentro de mim com o teu beijo
a claridade fulgente de meu espírito
a sagacidade do pássaro que encanta.

Vejo-te despertar com um sorriso nos
lábios e dou-te os bons-dias com a
aurora na voz; e minhas mãos no teu
cabelo passeiam-se sem se cansarem.

Refulge o amor cá dentro no peito
e assimilamos os gestos dum e doutro
como duas crianças imitando a vida.

Aquece o coração a cada novo toque
abre-se o silêncio para a palavra amor
e nos amamos ao som de nossas vozes.


publicado por SISTER às 13:07

Esta constância em cantar-te
nos versos que te faço a poente
é de orvalho e róscido as palavras
com que feliz a ode se consente.

No mar azul verde de água
cavalos de espuma lançam suas crinas
de encontro os nossos ensejos ansiados
que no areal desenhado o acerbo das minas.

Ah, mas aqui, onde cabe a tua beleza
de flores e organdi o teu cabelo
cerejeiras em flor e borboletas
pomo de terra, de lãs e desvelo.

Rogando aos deuses a inspiração
de ambarina são as tuas vestes
para não ofender a vista do poeta
se as imagens são mais agrestes.

Canto nardos desenhando azuis celestes
da flor a semente que se avivou
raiz profunda do meu poema
que ao sol se expõe e se arrimou.

Ao néctar da vida são as minhas rimas
que da natureza vem a leveza do ser
bate breve, leve, levemente a brisa
até mostrar todo o seu parecer.

E tal como começou esta poesia
versificando a poente o teu conceito
é de mim as estrelas sua luz
quando é contigo, musa, que me deito.


publicado por SISTER às 13:06

Janeiro 2011
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