Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

05
Mai 10

Não sou o que sou, mas vou vivendo,

sendo o lado inútil, do útil, que a mim serve

como o ponto de partida,

que não chega a lugar algum.

Troco, mudo tudo, viro as letras,

pelo avesso, invento um conto,

crio fatos, giro a roda na contramão

do destino,sem lógica, sem métrica.

Sem rima,também  se faz poesia.

Quem duvida, não cria;

eu gero o que quero, o que posso,

enquanto  passeio  nas linhas

da vã filosofia,

onde ninguém cria,tudo se copia 

de alguém que inventou o nada,

brincando com a utopia,

deixando no ar o vento,

contrariando o tempo,

morto, torto ,incerto,

vendo inerte

a vida brotar sem nexo,

violentar o complexo 

para morrer na heresia,

sonhando que viveu

uma bela fantasia.

publicado por SISTER às 11:01

A alma tem desejos específicos, diferentes
dos desejos do corpo. Ainda bem!
Já pensou a alma querendo fazer amor
com o corpo da mulher amada
e o seu próprio corpo indignar-se com tal pretensão?
Que confusão da braba!
O corpo dela não Não, Não e Não, É meu!!!
Vai de alma, que é a tua compatibilidade...
Mas sabe que em verdade alma e corpo brigam?
Sim brigam, e como!
Vem, Espírito Divino que conduz esse corpo lindo de mulher!
É uma alma platônica querendo amar em metafísica.
E o corpo desta alma sabe que ela não pode gozar sozinha,
vai sobrar para ele, hummmmm que bom - pensa ele.
Vai alma, canta essa mulher, a traz pra mim!!!
Parece confuso, mas não é.
Corpo e alma têm desejos diferentes
que se unem em um só desejo num ato de amor de classe.
Digo, aquele ato que o instinto diz, quer e tem,
mas a alma consente, porque passado aquela muvuca toda,
aquela de pega ali, pega lá, faz assim, assim também e mais assim, confusão de linha embolada, restará o carinho,
atenção e desejo intenso de caminhar junto,
e olhando na mesma direção.





publicado por SISTER às 10:42

O amor quando chega,
salva e faz gozar.
Não é gozar esse gozo que
se goza quase sempre.
É mais, bem mais...
E algo mágico,
em crendo que se tem o passaporte
para obter o gozo maior.
E sentir o corpo em plena sintonia com a alma.
Esta, que busca e aplaude a mesma causa e consequência.
Desejo Santo, o mais puro e cristalino...
Oh, Gloria, Glória ao Deus do Amor!
Confiar em plena confiança de
gozo no sexo e no coração.
Em misto com o cio animal
para que, em além de bom ser perfeito...
Aquele  gozo que em sendo animal, é Santo em seu seio.
Muito trabalho que se quer ter e fazer,
eis que não exige esforço, só prazer.
Em se divertindo, inútil os esforços,
que não existe, somente o gozo, o gozo...
Dos justos, em sintonia com a vida simples,
em valor e em essência...
Pois fora disso, tudo é ilusão que,
em além de não dá gozo,
e uma  passagem breve
sem vida e memória.


publicado por SISTER às 10:38

Vem!
Estímulo lindo,
mulher vida e amor!
Vem!
Amansa meu ânimo de ira,
faz-me gozar no teu amor.
Mulher! Mulher!
Somente tu és essência, vida que caminha...
Vêm!
Afaste de mim o enjôo e a náusea...
Aquilo que eu não posso mudar hoje,
incentiva-me para mudar amanhã.
Ouço-te mulher amor!
Teu som é meiguice e graça,
sinal estimulante à pureza...
Mas também acendes o meu desejo de toques,
cheiros, em unindo, tornar-nos um.
Fazer o mais terno e Santo Ato,
servindo ao gozo simples e mundano.
E que este ato esteja desvinculado
da determinação de multiplicar.
Vamos amar somente amar.
Multiplicarmos-nos só no momento bom a quem venha,
seguindo o conselho de amar bem e muito,
tornando o fardo mais leve,
em vivendo somente amor..



publicado por SISTER às 10:37

Era um amor bem pequenino,
desses que cabem entre os dedos mindinhos.
Pode-se até dizer,
que era um projeto de amor.
Mal se conheciam,
e o convívio era um sorriso, um olhar...

Até ali era um pequeno pedacinho de amor,
perdido em um deserto tão cheio...
Um amorzinho sem guia,
mas querendo amar sem receio.
Eles queriam um amor maior,
não precisava ser tão grandão.

Um amor ao menos completando o coração,
e que desse uma meta, tirando do extravio.
Oh grande amor, vem a mim!
Dizia os dois cada qual no seu canto.
E sabe que aquele amorzão chegou?
E fizeram até amor, bem gostosinho,
pra comemorar o presente.


publicado por SISTER às 10:34

Quem já teve uma, aquela que chega doer?
Lembra como é a saudade,
até aquela com pouca esperança?
Vem meu amor divino,
vem correndo, por favor.
Veja a vida que nos espera,
somente junto sei viver!

Ah, aquela saudade do tempo
que não existia e-mail.
Os correios eram lentos,
e às vezes a carta batia asa e sumia.
A saudade que não podia contar com o telefone,
que não dava linha.
No primeiro contato a telefonista dizia:
aguarde um pouquinho!
- um pouquinho que às vezes nem vinha -.

Saudade que tem cheiro, nela vê-se tantas coisas,
até aquela que não existe.
Saudade de quem foi logo ali,
naquela esquina que parece ter mudado de caminho.
Saudade coisa de amor, uma espécie de febre que dá sinal.
Muita saudade é muito amor, meu  bem, meu  mal.
Um reencontro em que se pede o aval de Deus,


Vem meu amor distante, minha alma te espera,
e o meu corpo também!
Minha alma é dependente,
precisa do corpo, pra gozar o teu amor...
Vem amor, neutralize os obstáculos,
vem depressa ao nosso caminho,
precisamos seguir junto.
Vem correndo, vem dar vida ao meu amor!


publicado por SISTER às 10:32

Vem! Espírito Puro, Grande Orientador!
Estava cabreira, aquele medo estranho de não ir para o céu...
Sua alma queria paz!
Deixou a balada de lado, álcool nem pensar
e carregava uma pequena Bíblia na bolsa,
dividindo o espaço com um maço de cigarro, dinheiro,
preservativo e maquiagem...
Coisa estranha esse medo, resolveu ir a uma cartomante.
As cartas logo apontaram o problema:
havia um homem mentiroso, arrogante, egoísta, político,
querendo levá-la ao inferno.
"E o inferno é logo ali, um descuido e pronto...".
- acrescentou a Cartomante.
Para decifrar todo o enigma, comprou o livro,
"O Decifrador de Sonhos".
Lendo e lembrando do sonho da noite anterior,
misturando tudo às palavras da Cartomante,
e estava tudo decifrado: seu ex marido estava voltando pra casa.
Nada mais pra deduzir, pensar ou  matutar.
Encerrou a sua crônica
e foi morar na Favela do Lixão,
dos males o menor.

publicado por SISTER às 10:10

04
Mai 10

Se outros vos mostram a lua,

Então, vos mostram a mim mesmo!

Se, ainda assim, te mostrarem o sol,

Serei eu novamente!...

Se, te mostram o oceano...

Mais um vez serei eu!...



Como poderá procurar outros braços

Se, a tudo estou em para ti!?...

Entrego-te o ser em minha alma,

Entrego-me a todos os teus desejos,

Em todas as formas sem pudores,

Sem pensamentos.



Você é minha força

Meu maior poema

Você é minha escrita mais doce!...

A força para as palavras severas,

Meu acalento quando sou magoado.



Que mais frágil ou gigante

quando escondido eu reapareço

Movo-me por encantos teus

Como se tu fosses a própria terra...



Ah, e se fosses a terra?!...

Seria eu a borboleta em teu aroma...

Seria o pássaro a cantar-te a vida,

Seria o riacho a levar-te as águas e,

Ainda, que os ventos soprassem...

De teu íntimo viesse o calor, teu manto interior...

Eu seria o mar a banhar-te às margens...

Para acalmar-te após a erupção!...



Mas se olhares para o céu e, além de mim,

outros vos saúdam e contemplam...

São demais movidos por teu esplendor de amor...

Mas o meu olhar se faz diferente,

Nosso amor foi escrito em outros tempos,

outras vidas...prometido entre anjos

que hoje nos saúdam...

Nossas vidas tomadas neste sentimento

Superando e dando forças necessárias...

vencendo a tudo e os opositores deste sentimento.



Hora sinto-me criança em teus braços,

Hora homem,

em nossos momentos mais íntimos...

Sinto estar contigo em meio às estrelas...

Êxtase que me provoca tua pele!....

Fiz-me te amar pelas mãos...

Mãos que sempre estiverem  a disposição na dor,

Mãos que me ajudaram a suportar

Dores inaceitáveis a muitos



Hoje quando penso que posso perder-te...

Lanço-me ao vale da tristeza e, lá fico,

esperando meu fim, nada, fará sentido,

Haverá em mim a força de antes?...

Você é meu alimento,

Se sou anjo (como dizes)...

És as minhas asas!...

Se sou tua noite, serei então estrelas

para iluminar-te sempre

Se sou teu amanhecer serei sempre

o Sol a te aquecer,

Te amo...Te amo...Te amo!...



publicado por SISTER às 10:57

Nas falésias de mármore o
mar recua no seu ímpeto inicial
e em grandes vagas torna ao
mar aberto, quais cavalos de espuma.

Nascem redemoinhos e o mar
altera-se, passando dum azul claro
para um azul-escuro, que das
profundezas vem a ira da revolta.

No cimo das falésias de mármore
rasos arvoredos crescem juntamente
com algumas árvores anãs,
e a todo o comprimento vêem-se planícies.

Cavalos selvagens percorrem-nas
de uma a outra ponta
crinas soltas ao vento lembram a
liberdade de seu trote.

Nas falésias de mármore o vento faz casa
e uiva à noite, quando as estrelas estão
escondidas e a lua é um infante
navegando oceanos intemporais.

Os animais dispersam-se por sobre
as falésias e dão um ar sobrenatural
à paisagem marmórea
que esconde velhos ritos antepassados.

Podem-se observar milenares gravuras
inscritas no mármore destas falésias
que o mar não corrói
e o tempo faz perdurar no tempo.

Nas falésias de mármore o mar
detém-se e recua, voltando ao oceano
em ondas crescentes de ira
por não poderem nada contra as falésias.

No cimo das falésias de mármore de
tudo sou leigo observador,
efusivamente vejo as forças em confronto
donde saem vitoriosas as rochas escarpadas.


publicado por SISTER às 10:56

Passeio meus dedos por entre
a terra molhada,
planto uma árvore como não só
e vêm os primeiros pássaros
curiosos com os meus passos.

Pousam levemente numa árvore
ali por perto
e observam a menina árvore
e seu condão
singrando ao sol da primavera.

Descanso meus olhos enquanto
o sol doira no céu
prata e ouro se confundem
meu sonho tem mil cores
que estas árvores me dispensam.

Árvores bêbedas de calor
anseiam por um pouco de água
levanto-me e dou de beber
a todas elas, principalmente
à mais pequena

Que se refugia na sombra das mais
velhas e sábias árvores do condado
onde eu durmo meu sonho à beira-rio
com forte influência
para com as árvores circundantes.

Agora tenho uma floresta só minha
que a árvore que plantei já cresceu
e guarda nos seus ramos os
primeiros ninhos
que ali fizeram casa.

Deixo cair o livro de minhas mãos
e observo como é rica a natureza
ainda há dias um bolbo agora uma árvore
adulta. raso meus olhos na água
e saro a ferida.


publicado por SISTER às 10:53

Maio 2010
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