Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

30
Set 09

    Que é isto que sinto?!...

    Que queima minha alma!...

    Entra por minhas entranhas

    Faz a razão submergir...

    O que seria não entendo...


    O que é esta estranha sensação

    de não pertencer-me mais...?

    Um esquecer-me de mim

    Para pensar só em ti...

    Seria amor afinal...?



    Que é isto,

    Que se faz presente em mim?!...

    Passo a não discernir,

    A razão me vai...


    Seria isto o supremo querer

    Forçando entrada em meu peito

    Seria uma magia, encantamento,

    Uma fuga de mim, do saber

    Antítese do esquecimento...?


    Perco a noção do tempo,

    Fundindo o dia e a noite!

    Num tempo sem tempo...

    
    Vai-se tornando pequeno esse tempo

    Fugidio, e então estremeço

    Não sei mais pensar, agir

    Estranha força a deste sentir

    Que determina meu esquecer,meu lembrar...


    Estranho!...

    Não há tempo nem espaço

    Não há razão

    No domínio de mim!...

    Em mim tudo é você...

    Torna-se você num só instante

    Tal como Omega...



    No vórtice que se forma

    um torvelinho leva-me a alma

    e já não mais a controlo

    Como explicar tal querer

    Pois enquanto me consumia

    em alarmente agonia

    Já estavas dentro de mim

    E em ti estava o meu olhar

    Repleto de terna alegria...


    Que é isto

    Que me faz menino?!

    Perdido em meu sentir,

    Anula meus pudores,

    Me faz perder de vez

    O controle de atitudes e ações,

    Domina emoções!..


    Feliz essa virtude...

     Poder escolher quem amar...

    Como adolescente deixar

    que a timidez nos consuma

    E as palavras fiquem pendentes

    de um gesto ou olhar...


    Que é isto

    Que faz meu coração

    Pulsar mais forte?!

    Meu olhar ir ao infinito

    Só em busca dos teus olhos!...


    Tremem as mãos

    Descompassa-se o coração

    Não mais controlo

    Os gestos ou meu falar...

    Estranha, louca sensação

    que me faz estrela

    em teu céu a caminhar...


    Que é isto

    Que me faz renunciar

    A todos os bens?!...

    Torna-me de nobre

    Um pobre plebeu!...


    Deixar o que era minha vida

    Por esta paixão incontida

    Tornar-me ladra de sonhos

    e hoje em meu calar propor

    Que tu o sejas... dos meu também...


    Que é isto

    Que me faz tremer?!

    E buscar no teu calor

    Minha renovação!...

    O que é isto afinal?

    Que me torna teu escravo...


    Tão doce é este saber

    de quanto me queres também

    Se és meu escravo o que sou

    Se juntei meus sonhos aos teus...?


    O que é isto

    Que se fez mais importante

    Do que o alimento?!...

    Que arrebata de mim

    Qualquer vontade,

    Dando lugar

    Só a sentimentos?!...



    É esta dádiva

    pelos deuses ofertada

    Alimento ao que se esvai

    de amor faminto

    Água da fonte caindo

    à sede de amar ofertando

    Cálice de transparente bebida...


    Que é isto

    Que revive lembranças,

    Doces pecados!?...

    Ah quanta lembrança!...


    É o teu sentimento ao meu

    se unindo em uma mescla de imagens

    Fortuitas imagens

    Neste sentimento concebidas

    Gerando num hoje...

    felicidade e saudade...


    Mas o que é isto afinal?!

    Será amor?!...

    Seria um sonho
    Ilusões que transponho
    e deixo em meu coração...
    Seriam


    Sim, são emoções...

    Pedaços de amantes corações...

    Sensações pelo amor consagradas
    ilusões que novamente
    fazem dos corações... sua morada...!

publicado por SISTER às 07:40

      Na tua imensidão de beleza

       vejo-te oferecendo a teus filhos

      o Solo em que brota o alimento,

       as Águas em que nos mata a sede e da a vida,

      o Sol que brilha em beleza e harmonia...

      (parecendo ter sido colocado ali só para ti).



      Teu Oceano...

      recebe em suas águas azuis,

      teus filhos também na distração,

      e oferece alimento rico tal como a terra...

      

      Vejo-te como senhora absoluta,

      acima até mesmo das outras, e vejo muitos falarem:

      "Tu és o lugar escolhido pelo rei e criador do universo!"...

      

      Aí paro!...diante de teus Riachos

       que me ofereces com relutante beleza

       e penso...O quanto nós teus filhos tiramos de ti...

      Destruímos as Florestas em busca da madeira rara,

      e com isso lá assustamos teus Pássaros

      invadimos o habitat de nossos animais...

      e eles perdidos, por vezes morrem,

      a procura de outro lugar semelhante,

      engraçado...(se nossa casa invadem temos até leis

      que nos protegem e nos sentimos ofendidos,

      porém, quando somos nós os invasores

      este mesmo peso e medida não te serve)...

      

      Continuo a pensar...

       Vejo tuas estradas cheio de pessoas que correm atrás de ares diferente...(Porque onde estão tudo se faz pesado)...

      e vejo as grandes enchentes

       percebo o descaso dos governantes

       escolhidos por um povo de coração doce

      que se deixa levar por falsas promessas...



      Mas, logo em seguida,

      este bravo povo volta a ter confiança no futuro próximo,

      logo após as grandes perdas...

      vejo todos de mão entrelaçadas trabalhando por seu próximo...

      

      

      

      Tu és! A mãe gentil que recebe em teu seio

      o branco o negro o amarelo o mestiço povos de outros continentes, acolhe a todos em teu imenso peito...



      Falta nos a consciência de que agora precisamos voltar a ti

       adorável mãe...

      e tratá-la com delicadeza e carinho,

       afim de vir a ser o grande celeiro do planeta terra,

      para isto, basta que cada um de nossos gestos,

      sejam praticados com muito amor,



      Vê-la como mãe e observarmos enfim que somos teus filhos,




 

publicado por SISTER às 07:39

      De há uns tempos para cá, que o sono
      ousou colocar venda nos meus olhos e
      a fraqueza impune, pousou suas mãos
      frias em meus ombros.

      São mil as coisas que têm acontecido em
      minha vida sem indulgência ou pena de
      mim. Mas eu rebato e luto, afastando os
      fantasmas de tempos idos - mortos.

      Amigos tenho muitos, amor de paixão
      o que dou a colher a certa pessoa -
      se quereis só a minha amizade dizer-te,
      flor assim por mais bela não se basta.

      Que a sedução precisa de ser uniforme,
      alimentada diariamente, vista, falada,
      e entre sorrisos e choros sair reforçada,
      não pela distância mas pela frequência.

      De imenso oceano, na vida desunidos,
      ditoso é quem ama e põem de parte
      momentos infelizes e os realiza felicidade,
      para viver o amor em toda a sua excepção.


     

publicado por SISTER às 07:38

      Como vaso quebrado sem ter mais
      conserto assim me sinto, bem
      como à flor que espalhada pelo chão,
      fala de desencontros e desunião.

      Em tempos tive uma jarra de cristal,
      e as flores que lá nasciam eram de pura
      filigrana, hoje sou o restolho que sobrou,
      à porta do tempo que no tempo soçobrou.

      Sou como aquela coisa bonita que todos
      gostam de ter, numa janela qualquer, para
      viver ou morrer, e que lhes apraz ter à mão,
      e nisto aqui dito: queira eu ou não.


     

publicado por SISTER às 07:37


Ser feliz?
busca esmaecida
desistida... cepticismo
desilusões pretéritas
algo existe
quiçá raízes ocultas
outras remotas razões

De imediato
sem concreções terrais
êxtase cíclico sublimado
alimentada tocha ofuscante
pesadelo leve anestesiante

Inebria instantaneamente
locomove-se ubiquamente
qual divina, mágica aparição
sonhos, sorriso, suave animação
tabus... sem extirpá-los totalmente
martírio moral somente.

publicado por SISTER às 07:34

29
Set 09

Conta-se que, por volta do ano 250 a.C., na China Antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

 

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.

 

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

 

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

 

Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:

 

Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

 

E a filha respondeu: Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar, ao menos alguns momentos, perto do príncipe. Isto já me torna feliz.

 

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.

 

Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

 

Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

 

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valoriza muito a especialidade de cultivar algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc...

 

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse, na mesma extensão do seu amor, ela não precisaria se preocupar com o resultado.

 

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.

 

Dia após dia, ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.

 

Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

 

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.

 

Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

 

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

 

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:

 

Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz:a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

 

* * *

 

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor
.

 

publicado por SISTER às 05:56

            Estás aonde menos espero,
            nos meus dias ilumina
            meu amanhcer,
            em minhas idas e vindas
            ao passado
            faz-me ser,me faz viver!


            Cada pedacinho de nossa história
            guardada em segredos,
            velados e selados
            caminhos meus!
            Um dia devo
            olhar em volta e nada
            lembrar,quem sabe?
            mas nesse instante
            se faz aqui,creio tocar,
            acariciar,beijar...
            intacto estás...sempre presente!

publicado por SISTER às 05:55

És meu perseguidor, meu inimigo;
Estás no meu encalço, sempre atento,
Quando me julgo só, estou contigo;
Não me deixas em paz um só momento.

Reagir a tua força não consigo,
Embora de ti fuja, não me ausento,
Enfim, és meu verdugo, meu castigo,
Minha preocupação, meu sofrimento.

E, como tua escrava,  tua presa,
Sob o jugo da tua tirania,
Sou instrumento vivo, com certeza.

Como podes dominar o meu destino?
- É isto que  imagino todo dia...
Dizer a minha imagem em desatino.

publicado por SISTER às 05:54


      Lutamos bravamente para estar,
      Nesse lugar tão triste e tão vazio,
      Quanto é na alma, um gélido arrepio,
      Então nos dedicamos a lembrar...

      Daquilo que nos fez arrepiar,
      Pela emoção no coração vadio,
      E na alma que antes não sentia frio,
      Cheia de sonhos bons a acalentar.

      Que estranho paradoxo é esta vida!
      Onde a esperança nasce já perdida,
      E a gente crê que é como tem que ser...

      E tenta em vão, por fim, compreender...
      Que se cultiva tudo, em profusão,
      Para morrer, assim, na solidão...

publicado por SISTER às 05:52

Hoje nossos corpos se externaram,
gotas rolaram o rosto até abaixo dos lábios,
o gosto ficou fora da boca,
como o beijo que não houve.


Entre nós apenas um longo silêncio,
a vela está no fim, o escuro ronda a sala,
te espero ansioso,
uma das mãos acaricia o rosto, é o sinal.


A noite pode ser plena de carinhos desejados,
uma imensa onda de alegria invade os sentidos,
o gosto do vinho sai da garganta,
acontece o beijo... agora, somos a noite.


Tempestades acontecem, uma após outra,
os corpos sentem e refletem como dois espelhos,
pelos atalhos, líquidos, de repente, relâmpagos,
os extremos se fundem em um longo gozo.

publicado por SISTER às 05:51

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