Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

02
Nov 08

      Meu coração se encantou
      Pelo seu belo sorriso
      Ele se apaixonou.

      Tens rara beleza
      Tesouro precioso que encontrei
      No primeiro olhar já amei.

      Você me inspira poesia
      Meu mundo ao teu lado
      É uma eterna alegria.

      Em teus abraços aqueço
      De tudo me esqueço
      Com seu carinho adormeço.

      Você torna-me romântico
      A todo instante desejo a ti entregar
      E meus sentimentos lhe expressar.

      Hoje tornaste pra mim
      Meu principio, meio e fim
      Não me importo de amar-te tanto assim.


     

publicado por SISTER às 11:38

Quem me dera!...numa prece
Os anjos dissessem amém
Transmudassem o que vive em mim
O medo que me apavora
A saudade que me devora
O amor que foge de mim
Ou sou eu fugindo assim?

Aos santos fiz uma prece
Ajoelhei, fiz novenas
Usei cristáis e de bach os floráis
Me convertí em silêncio
Fiz greve de fome...até na Espanha
Tanta fé  assim me assanha...

Procurei  Santiago
No caminho de Compostela
Até me doeu as costelas
Fiz aos santos... os carinhos
Só não encontro o meu caminho

Procurei uma mãe de santo
Quem sabe com uma autoridade
Pudesse entender minha santidade
Rogando à Iemanjá
Joguei flores no mar...
Fazendo um feitiço já
Quem sabe  meu bem me amar...

Com as fadas e os elementais
Sua força  em meus quintáis
Silfos, gnomos, deuses da natureza
Achei nas plantas os sinais
Ouço o canto das sereias
Me encanto como Ulisses
Mas não acredito em tanta beleza...

Ah! Até virei bruxa
Bata preta chapéu de bico
E na vassoura te sigo
Como manda o figurino
Canto na lua cheia
Velas coloridas...
Só não acho meu tino

Quem sabe ? ...
Mudem-se as coisas comigo
E paro de olhar p'ro meu umbigo...
E vou viver de vez contigo... 

publicado por SISTER às 11:36

                  Definitivamente o frio veio para ficar.
                  Estando nós no Outono,
                  recuso-me a pensar, como será, em
                  chegando o nada flexível Inverno.

                  As mãos gelam-me os pensamentos,
                  que faço tenção, de aqui deixar
                  registados, assim tento abster-me,
                  do quarto gélido, e, fazer de mim,
                  uma força concordante.

                  Meus pensamentos primeiros, vão para
                  ti, força motriz de meu ser, às vezes
                  triste e revoltado, com toda a miséria,
                  que, as gentes, insensíveis, não cuidam
                  de reparar, numa total indiferença,
                  para com os demais.

                  Preso, braços e pernas, assim vivi anos,
                  num cubículo minúsculo, tentando
                  soltar-me das amarras,
                  que me impunham, na infância, entre
                  falsas crenças e maledicência, com as quais
                  devia pactuar, enquanto braços e pernas
                  definhavam, para agrado de muitos.

                  Porém crescendo, fui-me libertando,
                  fugindo da mentira e criando meus
                  próprios pareceres, ideias e ideais, baseando-me
                  na experiência, que a vida me deixava, e,
                  no muito que fiz questão de ler, sem preconceito,
                  pela leitura escolhida, pois só lendo as várias
                  opiniões, fui redigindo e firmando a minha, até
                  aos dias de hoje.

                  Tudo tem o seu quê de verdade, o mal é o
                  maldito fundamentalismo, consumindo as
                  pessoas, até à sua ignóbil membrana, cegando
                  o ser humano, até ao mais irracional de si mesmo.

                  O único livro verdadeiro é aquele, que as pessoas
                  escrevem no seu dia-a-dia, sendo humildes para
                  consigo e os demais, criando um bom ambiente,
                  à sua volta, e, daí, crescerem felizes, por se
                  sentirem parte integrante, de algo verdadeiro e único.


                

publicado por SISTER às 11:33

01
Nov 08

Dentre as muitas boas histórias contadas na revista Seleções, uma nos chamou a atenção pelos ensinamentos que contém.

 

Seu autor, já homem feito, refletindo sobre o poder da oração, lembra-se de quando ainda era apenas um garotinho.

 

Conta ele que, certa manhã de primavera, sua mãe o vestiu na sua fatiota domingueira e lhe recomendou para que não saísse além dos degraus da porta da frente, pois em poucos minutos iriam visitar sua tia.

 

O menino esperou pacientemente até que o filho do vizinho da esquina se aproximou e lhe disse um palavrão.

 

Então, ele pulou os degraus e se atracou com o outro até caírem ambos numa poça de lama.

 

Sua blusa ficou enlameada e a meia com um rasgão sangrento na altura do joelho.

 

Lembrou-se da advertência da mãe e começou a berrar desesperadamente.

 

Sua dor, porém, acabou quando ouviu o barulho do sorveteiro que anunciava em altos brados o seu produto.

 

Esqueceu a desobediência e correu a fim de pedir dinheiro à mãe para comprar um sorvete.

 

Diz ele que nunca pode esquecer a resposta que recebeu da mãe:

 

- Olhe para você mesmo! Você não está em condições de pedir nada.

 

Foi mergulhado nessas lembranças que o autor fez um paralelo com a nossa posição diante de Deus, quando oramos pedindo alguma coisa.

 

Antes de invocarmos o auxílio de Deus, necessitamos voltar o olhar para nós próprios e verificar se estamos ou não em condições de pedir algo.

 

Para que Ele nos ajude, é preciso que façamos a nossa parte conforme prescreve o Evangelho: "ajuda-te que o céu te ajudará".

 

O mal da maioria dos que rogam bênçãos, é que não são honestos para com Deus.

 

É comum implorarmos graças celestes, estando de relações cortadas com familiares, amigos, vizinhos...

 

Quando buscamos a ajuda divina é preciso que preparemos o coração adequadamente. É inútil pedir amparo com o coração cheio de inveja, de ciúme, de malquerença, de ódio e de outros detritos morais.

 

Nesse caso, se realmente desejamos pedir algo, que peçamos forças para vencer essas misérias da alma.

 

É comum rogarmos a Deus que nos dê saúde, e por outro lado acabarmos com ela com o vício enfermiço do cigarro, da gula, do trago infeliz, das noitadas de orgias entre outros abusos.

 

Importante que meditemos um pouco mais a respeito da nossa real vontade de receber ajuda divina, uma vez que Deus sabe das nossas intenções mais secretas.

 

Antes de buscar ajuda através da prece, olhe para você mesmo e veja se está em condições de pedir alguma coisa.

 

Verifique se está fazendo a parte que lhe cabe.

 

Se o templo do seu coração está devidamente limpo e arejado para receber as bênçãos do Criador.

 

Lembre-se sempre da recomendação do Cristo: "ajuda-te que o céu te ajudará".

 

A condição é que nos ajudemos primeiro, fazendo a nossa parte, para depois merecer a ajuda do Alto.

 

Importante que entendamos bem os mecanismos da oração: pedir, saber pedir e, acima de tudo, merecer.

publicado por SISTER às 11:55

            Ao me perguntares quantas musas tive

            Pensei dizer: as apaixonadas foram poucas

            Incontáveis foram as deslumbradas e loucas

            Mas quedei-me à ética e me contive

            

            Para um ser como eu

            Que entregou sua vida a Deus

            Sobrepondo sempre a razão à emoção

            Ao conquistar todos os dias o mesmo coração

            

            Muitas ou poucas

            Equilibradas ou loucas

            Quantas musas tive

            

            Contá-las? Jamais me interessou

            Até porque fiz da vida um palco para amor

            Onde uma delas ainda vive!

            

           

publicado por SISTER às 11:52

Perdoe-me pelo instante que não te amei,

pelos dias que ainda não a conhecia,

por uma vida que a mim era desconhecido,

um mundo louco novo e de amor duradouro.

 

 

Meu prazer nasceu do seu corpo oferecido,

entre um e outro olhar, caminhei curvas,

beijei ao seu comando, obedeci pedidos,

separei a vontade do prazer, até do êxtase.

 

 

Não queria paixão em exagero, apenas paixão,

os exageros que nos fazem morrer cada dia,

também nascer a cada novo encontro,

e voltar a morrer quando a porta se fecha.

 

 

Não somos apenas céu, nem completo inferno,

quando se ama espalha pecados sobre o sol,

tinge a lua com milhões de promessas falsas,

tudo por uma alma boa e um amor seguro.

 

 

Permita que te ame como nunca amei antes,

que divida contigo um pouco da felicidade,

peço que perdoe meus erros fúteis e inocentes,

para que lhe confie meu amor sem reservas.

publicado por SISTER às 11:51

                E eu bem aqui
                do seu lado
                e voce nem olha pra mim
                para esse nosso vazio ter fim
                nos dê essa chance
                não olhe para tão distante
                quando estou a seu alcance
                o que voce procura, está é aqui
                deixa de sonhar, fantasiar ou se iludir
                caia na real, olhe para o seu lado
                me dá sua mão, me dá seu coração
                vou te levar a sonhos
                além da imaginação

               

publicado por SISTER às 11:47
tags:

      Estátuas, cheias de verdete, invadem
      as esquinas de meus olhos e as rosas,
      que morrem cerces, por entre jardins
      descuidados, ardendo instantaneamente.

      Abundam os arbustos e árvores mortas,
      petrificadas pelo tempo, e, a poluição,
      desce as escadas da cidade, na humidade,
      corrompendo o papelão e a inanição diária.

      Meu pássaro de papel, argonauta de meus
      sonhos, ficou-se a meio do caminho, entre
      pinheiros bêbados de azul, rios putrefactos,
      onde descem impunes, águas de esgoto.

      Sem sonho algum, que lhes alimente a face,
      é aí, que vivem as pessoas, que subsistem,
      a toda a ignominia, debaixo de velhas pontes,
      a meio da sujidade, no alastrar das doenças.

      Algumas pombas vão depenicando o chão,
      e, há uma certa normalidade, nisto tudo,
      menos as ratazanas, que roem os pés das
      pessoas, desprevenidas, enquanto dormem.

      E prédios crescem, ao lado, indiferentes ao
      que se passa ao seu redor. Já lá vai o tempo
      da alvenaria, pois tudo é de cimento armado,
      ilustrado por imensas janelas, sem brio algum.

      Virilhas esverdeadas, erupções cutâneas e
      outras enfermidades, marcam o compasso
      da cidade assimétrica, e, rostos amarelos,
      morrem todas as noites, ao piar da coruja.

      Regresso ao mar, minha origem, e, é então,
      que me transmuto, qual cavalo ou galgo,
      em ondas, onde abunda a liberdade, e, aí,
      sou de novo a pureza das coisas, sua verdade.

      Açoitado pelo vento, faço-me espuma e areia,
      e, solto meus cabelos, que vagam ao sabor do
      mar, misturando-se com as abundantes algas,
      salpicando todos quantos se acercam de mim.

    

publicado por SISTER às 11:46

      Quem sabe eu ainda
      Sou uma garotinha
      Esperando o ônibus
      Da escola, sozinha...

      Cansada com minhas
      Meias três quartos
      Rezando baixo
      Pelos cantos
      Por ser uma menina má...

      Quem sabe o príncipe
      Virou um chato
      Que vive dando
      No meu saco
      Quem sabe a vida
      É não sonhar...

      Eu só peço a Deus
      Um pouco de malandragem
      Pois sou criança
      E não conheço a verdade
      Eu sou poeta
      E não aprendi a amar
      Eu sou poeta
      E não aprendi a amar...

      Bobeira
      É não viver a realidade
      E eu ainda tenho
      Uma tarde inteira
      Eu ando nas ruas
      Eu troco um cheque
      Mudo uma planta de lugar
      Dirijo meu carro
      Tomo o meu pileque
      E ainda tenho tempo
      Prá cantar...

      Eu só peço a Deus
      Um pouco de malandragem
      Pois sou criança
      E não conheço a verdade
      Eu sou poeta
      E não aprendi a amar
      Eu sou poeta
      E não aprendi a amar...

      Eu ando nas ruas
      Eu troco um cheque
      Mudo uma planta de lugar
      Dirijo meu carro
      Tomo o meu pileque
      E ainda tenho tempo
      Prá cantar...

      Eu só peço a Deus
      Um pouco de malandragem
      Pois sou criança
      E não conheço a verdade
      Eu sou poeta
      E não aprendi a amar
      Eu sou poeta
      E não aprendi a amar...

      Quem sabe eu ainda sou
      Uma garotinha!

publicado por SISTER às 11:44

      No escuro da noite, dedinho de pé.
      A bruxinha, aliciadora, chama e acena.
      Olhos brilhantes, sensual, puro fogo...
      Caminha altiva, nada pede, só ordena...

      Incenso entorpecendo-lhe as narinas,
      Seu rubro beijo, devagarinho aproxima...
      Joga o negro véu, enroscando-lhe o pescoço
      E o beija tal e qual uma aranha assassina.

      A lua reluzindo, atiçando... Seu corpo
      Vai ardendo, embriagado por seu feitiço...
      Colo branco fremindo, belas pernas à mostra,
      Desdenha do cavalheiro ansioso, submisso....

      Vestido vermelho, colante, insinuante, cintilante...
      Agripa o bruxo, desperta, lhe prostra e domina...
      Enlaçando-lhe pela cintura, seu coração alucina.
      A bruxinha orgulhosa se rende feliz... desatina...

     

publicado por SISTER às 11:42

Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9

22

28
29



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO