Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

27
Out 08

Aquele era um dia dos mais felizes na vida de André.

 

Afinal, ele iria realizar seu grande sonho: mergulhar na piscina grande do clube.

 

Seu pai havia lhe prometido que, quando ele completasse cinco anos de idade, poderia entrar na piscina dos adultos. Na companhia do pai, é claro.

 

O pequeno André estava radiante naquela manhã ensolarada de domingo.

 

Ele e o pai chegaram cedo ao clube. E como o pai precisava fazer o exame médico, pediu ao filho que o aguardasse por alguns minutos.

 

Mas André, que não via a hora de pular naquele mar de águas azuis, tão logo o pai se afastou, correu para a piscina e mergulhou com vontade.

 

Foi só depois do mergulho que ele se deu conta de que aquela piscina não tinha fundo.

 

Acostumado com a piscina rasa onde sentia seus pezinhos firmes no chão, não desconfiava que a piscina grande era diferente.

 

Aqueles foram os segundos mais dolorosos da sua existência...

 

A água entrando em seus pequenos pulmões... Seus bracinhos frágeis tentando alcançar a superfície, respirar... Tudo em vão.

 

Ao redor, o silêncio...

 

André percebeu que não adiantava mais lutar... Resolveu parar de se debater e dormir...

 

Tudo foi ficando longe, a angústia passou e ele sentiu que uma mão iluminada se estendia na sua direção...

 

Percebeu, ao longe, um túnel de luz que o atraía...

 

Entregou-se àquele sono diferente... E nada mais percebeu.

 

Algum tempo depois André recobrou os sentidos, mas já não estava mais na água, estava no hospital...

 

Os pais, em desespero, vibraram quando ele deu os primeiros sinais de vida...

 

Os anos se passaram e André nunca esqueceu aquele episódio.

 

Na sua juventude, foi que seu pai lhe contou como ele havia sido salvo.

 

Um homem bom que passava pela piscina naquele dia distante, viu algo estranho no fundo da água e perguntou a outro homem, que também estava nas

 

proximidades, o que era aquilo.

 

O outro disse que talvez fosse um desses garotos testando por quanto tempo poderia ficar sem respirar.

 

Mas o homem bom não se contentou com a resposta. Mergulhou imediatamente e descobriu o corpo do garoto, quase sem vida.

 

Retirou-o da água e constatou que seu corpo já estava todo roxo. Não podia perder nenhum minuto.

 

Começou ali mesmo os procedimentos para reavivar aquele corpinho inerte.

 

Com as técnicas adequadas conseguiu reativar seu coraçãozinho e o garoto foi levado às pressas para o hospital.

 

Mas o mais importante dessa história, foi o homem que salvou a vida de André.

 

Como ele sabia as técnicas exatas para efetuar aquele salvamento?

 

Na verdade essa habilidade lhe custou muito caro. Um dia ele viu seu filho pequeno morrer daquela mesma forma, porque não sabia o que fazer...

 

Com o coração dilacerado de dor, aquele pai prometeu a si mesmo que jamais deixaria alguém morrer na sua frente por falta de socorro.

 

Fez cursos e aprendeu todos os procedimentos para atendimentos de emergência.

 

E foi assim que ele conseguiu fazer com que o pequeno André recuperasse os sinais vitais e conseguisse chegar vivo até o pronto socorro.

 

Tudo porque aquele pai não se deixou abater pela dor. Pelo contrário, viu na dor um grande desafio.

 

O desafio de ser um agente de Deus junto aos seus filhos. O desafio de ser um agente do bem.

 

Um pai... Uma dor... Uma nobre decisão... Um grande exemplo.

 

E quanto a André? Terá feito jus a essa segunda chance recebida?

 

Sim, é claro! Hoje ele é o jovem pai de dois meninos. Seus pulmões foram poupados para que ele fosse um excelente saxofonista e alegrasse o mundo através da música.

 

Um garoto e seu sonho inocente... Um homem bom... Uma bela história...

publicado por SISTER às 11:57

Como posso esquecer
aquela música romântica?
Você me tirando para dançar
delicadamente me conduzindo
a bailar pelo salão
como namorados...
Você dizia, baixinho
que por mim estava apaixonado
e que queria ser meu namorado.
Dançando, não percebemos
que a noite passava.
Eu só com você dancei,
e em seus braços flutuava,
em mais nada pensei...
Recordo que até um beijo ganhei
enquanto rodopiávamos pelo salão.
senti meu coração disparando,
 e o seu palpitando...
Foi nesse baile que começou
o jogo da sedução.
Como pude perder completamente a razão,
não conseguindo resistir à louca tentação
- Você!?
Pura complicação!
Eu me apaixonei por você
e você por mim
desse dia em diante
 nunca mais paramos de dançar.
Começamos a namorar,
e em pouco tempo casamos.
No nosso casamento
a noite toda dançamos.
Jamais poderei esquecer
que foi dançando em seus braços
que me apaixonei...

 

publicado por SISTER às 11:55
tags:

      Eu sou igual a você
      Mas de você estou diferente
      Somos diferentes sendo UM
      Somos as folhas em queda no outono
      As flores que brotam na primavera
      Somos colibris beijando as flores
      O néctar na língua do beija-flor
      Bem-te-vi e canários
      A neve que cai no inverno
      O calor do verão
      A brisa do amanhecer
      As nuvens coloridas no por do sol
      Somos as gotas da tormenta
      As cores do arco-íris
      As ondas da marola
      Os peixes
      E as ostras
      Cobras marinhas
      Cabras montanhesas
      As borboletas em vôo
      Ou dentro do seu casulo
      Porque somos todos UM
      Somos o sorriso das crianças
      A sabedoria dos idosos
      As gargalhadas dos ricos
      O lamento dos pobres
      O choro dos desesperados
      Ou as lágrimas de crocodilo
      E o pão do faminto
      Somos o rei dos animais
      O coringa da corte
      As formigas em labuta
      A cigarra a cantar
      A vespa que ferroa
      O bálsamo a curar
      Somos a lua cheia
      A lua nova
      As estrelas
      Os cometas
      Somos até os buracos negros
      E somos terráqueos e ETs
      Mestres e aprendizes
      Porque somos todos UM
      Fragmentos da mesma Fonte
      Então sou igual a você
      Mas de você estou diferente

publicado por SISTER às 11:53

      Sou pássaro a buscar
      abrigo entre galhos
      de um chorão.
      Sou rio a carregar
      lembranças da nascente.
      Sou margem que
      se abraça.
      Sou relva na espera
      que a brisa suave
      me faça dançar.
      Sou orvalho que chora
      beijando a natureza.
      Sou pedra que comunga
      a terra.
      Sou a própria terra
      que luta para não secar.
      Sou sol ardente,
      o frescor da chuva,
      a nuvem e a sombra
      da nuvem.
      Sou lagarta,
      casulo,
      crisálida.
      Sou toda espécie.
      Sou cada onda do mar,
      mar,
      areia,
      grão.
      Sou paralela,
      linear,
      ponto de início
      sem ponto final.
      Sou barro,
      sou pó,
      sou espelho de mim.
      Sou asas,
      sonhadora,
      louca,
      voadora.
      Sou tudo,
      nada.
      Sou o amor
      que te guardei.
      Sou espermatozóide,
      o mais forte.
      Venci.
      Sou vida,
      sem hora da morte.
      Ciclo universal.
      E tu? Quem és?

publicado por SISTER às 11:51

      Olhos sem brilho
      Olhando o infinito sem esperanças,
      Não entende bem o que acontece,
      com as diferenças que a vida oferece.

      Sai cedinho para as ruas,
      sem hora pra voltar,
      tem que trazer o dinheiro,
      para dos pais não apanhar.

      Pai e mãe discutindo...
      mesmo sujo acaba dormindo,
      cansado e com fome,
      barriga ronca de fraqueza.

      Dormindo sonha,
      comendo um prato cheio
       e com um colo acolhedor.
      Quem dará isso a ele,Senhor?

      Todos deveriam dividir,
      Não só bens materiais,
      Mas o amor que é gratuíto,
      e que tanto bem faz.

   

publicado por SISTER às 11:50

      A entender  os delitos do coração
      A decifrar o futuro cego da  ilusão
      A conviver com a insanidade dos sonhos
      A acreditar na castidade das fantasias
      A desmistificar o ser, sem o lirismo
      da deusa poesia
      A atravessar o rio da tristeza
      A fechar as pálpebras do medo
      A  sacralizar a hóstia dos segredos
      A furar os olhos da saudade
      A aceitar o beijo amargo da verdade
      A sorrir com o sorriso das flores
      A degustar o cálice da dor
      A solfejar o hino do amor
      A driblar as fadigas do tempo
      A não perenizar os pensamentos
      A enxugar o orvalho do chorar,
      por não mais suportar as
      delinqüências da  alma


    

publicado por SISTER às 11:48

      Eu sou desatenta,
      esquecida com coisas importantes,
      mas lá no fundo
      a alma de criança
      brinca com as futilidades...

      Muitos pensam sobre minha desatenção:
      'absurdo ela esquecer meu nome,
      escrevê-lo errado!'
      Eu também sou assim
      e corrijo o amigo! Situação inimaginável!

      No entanto o tempo vai passando,
      acelerado ou lento
      e percebo que o que antes me incomodava
      não me incomoda mais
      e o que não me amolava, agora perturba...

      Bela pessoa confusa,
      um dia sol, noutro lua, noutro chuva...
      e olhem: lua tem só quatro fases,
      mas eu me multiplico
      e me torno obtusa!

      Também, sei que não me conheço!
      Acho que me conheço!
      De repente, lá vem um tornado e me revira,
      giro pelo espaço,
      e me estatelo lá embaixo!

      Vivo dizendo, sou assim e assado!
      Ah! cabeça des/compensada,
      sou nada disto, faço e me desfaço,
      da rotina formo laços tristes;
      na agitação, prefiro a calma!

      Desta forma sou botão de flor,
      que murcha e renasce
      conforme as estações do ano,
      conforme o trem da vida,
      e assim, amorosamente vou levando...

      Crio saudades arrependidas,
      descasco abacaxis,
      mato leões todos os dias...
      Sinto prazer em cozinhar,
      passada a fase da cozinha...começo a odiar!

      Bordo as horas,
      adoro verdes abobrinhas,
      principalmente as feitas por minha mãe
      minha rainha...
      Meus filhos e neta, tesouros!

      Costuro-os todos na bainha!
      Por onde passo eles estão comigo enlaçados,
      nos pensamentos debruados
      amontoados de carinhos!
      Amo amigos e deles não me desfaço!

      Ilha que sou, às vezes me isolo,
      como amante, colo!
      Adoro colo e quando acho um...solo!
      Em sinfonia decoro na horizontal e na vertical
      a canção do Sol, da Lua e da Chuva

      Sou rio que deságua em plácidas lagoas,
      quando irada corro pro mar
      até me cansar...
      então pego do barco a proa
      e começo a marulhar...

      Aos marujos encanto
      com meus versos
      quando estes estão no cais
      buscando na mulher o universo,
      e como sereia serpenteio
      seus corpos necessitados de carinho...

      Ah! se a noite falasse,
      os gemidos nas camas contassem,
      haveria mentiras e verdades
      andando de mãos dadas pelo mundo à fora,
      mas sou rio, e rio corre

      até morrer no mar
      e em círculos voltar
      e formar nuvens, e molhar
      e se refazer
      no incessante vir a ser

      do alinhar a vida,
      do acontecer,
      do sobreviver,
      do apontar a direção
      para rejuvenescer!

      Sou tanto e não sou nada:
      criança, jovem, velha muralha!
      Aquela que de nada quer saber,
      e aquela que tudo acolhe,
      e aprecia amanhecer!

publicado por SISTER às 11:45

            Tu queres que eu seja igual a ti...
            Eu tento, mas perco a espontaneidade...
            Esperas, no teu próprio frenesi,
            Os meus arroubos de felicidade.
            
            Aguardas um inseto sobre a flor,
            Teu pólen me ensina a repartir,
            Mas... borboleta azul... só quero amor
            Que possa alimentar o meu sentir...
            
            A seiva acaba... murchas... despetalas,
            Porém renasces sempre ao sobrevôo
            Do meu amor em ti... eu te perdôo
            
            Até quando no vento, tu te embalas
            E vais polinizando outro jardim
            Menor... que todo amor que existe em mim.

            
          

publicado por SISTER às 11:31

        Preciso  acostumar-me
         a viver sem  o fulgor do sol.
        Seus raios queimam
        a pobre alma branca
        Sua luz ofusca o brilho
         das  retinas e não acende
            o farol do sorriso
        Sua opulência  antagoniza
         com a humildade  do meu ser.
        Rasgo o véu das fantasias
        Acordo desta falsa magia
        Deleito-me com a ternura da  lua
        Entrego-lhe a alma nua,
        deito-me no  seu ombro amigo
        Abrigo para o casulo do meu coração
        nas noites frias de solidão
        Por   pura rebeldia,
        resolvo rejeitar o  sol   dos meus dias
         Vou expulsá-lo  dos meus sonhos
        e  aprisioná-lo na gaiola do tempo
        para que  morra nas garras do esquecimento
        Aceito o chamado da sedutora lua
        Nos finos lençóis de linhos,
        faço o meu ninho de carinho.
        Com  o afago dos abraços  e  dos beijos
        deixo meu corpo em lampejos,
         envolvo-me nos braços do seu amor.



      

publicado por SISTER às 11:29

      Nas calçadas,
      esquecidos, sujos, imundos
      fome ...
      Embriagados,
      pelo cheiro, pelo fumo
      drogas ...
      Enrrolados,
      em jornais, pedaços de pano
      sentem frio ...
      Sorriem, acham graça, de tudo!
      Brincam, conversam,
      não brigam, se amam
      dependência de carinho ...
      O que terão em suas mentes
      o que guardarão em seus corações
      neste dia
      por onde andam ou ficaram
      suas mães ...
      Onde ficou o amor ...
      O que sentirão elas,
      o que pensarão eles, meninos de rua
      jogados nas praças, nas ruas, nos bancos,
      calçadas, jardins
      sem sopa, sem roupa
      carinho, é sonho
      mãe, sei lá ...


  
 

publicado por SISTER às 11:25
tags:

      Você criança,

      que vive a correr,

      é a promessa

      que vai acontecer...

      é a esperança

      do que poderíamos ser...

      é a inocência

      que deveríamos ter...

      

      Você criança, de qualquer idade,

      vivendo entre o sonho e a realidade

      espargem pelas ruas da cidade,

      suas lições de amor e de simplicidade!

      

      Criança que brinca,

      corre, pula e grita,

      mostra ao mundo

      como se deve viver

      cada momento, feliz,

      como quem acredita

      em um mundo melhor

      que ainda vai haver!

      

      Você é comum um raio de luz

      a iluminar os nossos caminhos,

      assemelhando-se ao Menino Jesus,

      encantando-nos com todo teu carinho!

      

      Você é a criança,

      que um dia vai crescer!

      É a promessa,

      que vai se realizar!

      É a esperança

      da humanidade se entender!

      É a realidade

      que o adulto precisa ver...

      e também aprender a ser...


      

publicado por SISTER às 11:24

      Nas mãos, tenho a leveza da ternura,

      Na pele, sinto a falta de carinho,

      Ainda tenho a alma como arminho,

      Sou um resto de amor, de alguma jura.

      

      Na boca, tenho a fome negra e dura,

      Moro na rua, como um cachorrinho,

      No peito tenho  medo, sou sozinho,

      No coração, a sombra da amargura.

      

      Ah! Mundo tão cruel e tão impuro,

      Ainda sou a flor do teu futuro

      Mas sinto um pesadelo de gatilho.

      

      Ó Homem que ainda crês em algum Deus,

      Eu sou um dos mortais pecados teus,

      E, quer queiras ou não, eu sou teu filho!

 

publicado por SISTER às 11:23
tags:

      Ah!  Linda criança...

      Que quando pequenina

      só quer cantar ciranda

      e no colo se aconchegar.

      Criança... Esperança de um povo

      que dá as costas ao novo

      esperando que mesmo assim o amanhã

      traga-lhe algum conforto.

      Povo que se esquece

      que é preciso plantar,

      amor ao pequeno cultivar

      para que ao crescer,

      ele possa se multiplicar

      em atos de de caridade,

      correntes de amor

      fazendo a vontade

      Do Deus Criador...

      Ah! Pequena Criança...

      Você é a esperança

      cultive pois a caridade

      assim quem sabe quando crescer,

      a Paz enfim seja realidade!


    

publicado por SISTER às 11:21

      Diante de uma carinha triste,

      Sujinha e nariz escorrendo,

      Você quase sai correndo,

      E vai logo se esquivando,

      Apressado, se desviando,

      Até fingindo não ver,

      Procurando não ser visto...

      

      Para não sentir odor desagradável,

      Toma uma atitude deplorável,

      Ignorando uma criança inocente,

      Que mesmo sendo indigente,

      Certamente também é gente;

      Que vive, sofre e sente,

      Sem ser de nós, diferente,

      Exceto pelos bens, que não tem.

      

      Deixe de admirar só a beleza,

      Que o tempo logo desfaz;

      Desprenda-se dessa riqueza,

      Que compra tudo, menos a paz;

      Liberte-se de toda a tristeza,

      Que nenhum prazer satisfaz!

      

      Procure agir sem demora,

      Em favor da recuperação

      De todo excluído de agora,

      Dessas pobres vítimas sociais

      Pobres crianças sem pais,

      E procure lembrar também

      De sempre fazer o bem,

      Lembra do Menino de Belém,

      Sem ouro nem prataria,

      Nascido na estrebaria,

      Tinha por berço o feno,

      Ele sempre se fez pequeno,

      Sendo o maior de todos nós,

      E ao partir de encontro ao Pai,

      Encheu-nos de fé e esperança,

      Pois nos deixou a segurança,

      De que não nos deixaria sós,

      Principalmente ao socorrermos,

      Os pequeninos dentre nós.



   

publicado por SISTER às 11:19


      Hoje é dia da criança,

      mas criança é todo dia,

      não só criança limpinha,

      engomadinha e sadia...

      

      Mas a criança sujinha,

      magrinha, passando fome,

      criança que pede esmola,

      criança que nem tem nome.

      

      Criança sem pai e sem mãe,

      sem casa e sem escola,

      criança chutando lata,

      fazendo lata de bola.

      

      Hoje é dia da criança,

      mas que dia mais sem graça...

      com tanta criança triste

      dormindo num banco de praça.

   

publicado por SISTER às 11:16

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