No fosso de um castelo,
vivia uma formosa sereia,
seus belos cabelos a pentear.
Vivia só, em seus mistérios,
sentada nos bancos de areia,
à espera do amor encontrar.
Os raios dourados do sol
emolduravam a sua tristeza,
refletindo-a nas águas calmas;
Parecia viver um eterno arrebol,
sem perceber a sua beleza,
o peito repleto de mágoas.
Sonhava a sereia, sua fantasia,
sonhos de amor em pleno verão,
sonhava silente, a sua utopia,
um amor sereno, um belo tritão.
Um dia as águas se agitaram,
a paixão chegou com mil defeitos,
nos olhos de um tritão sonhador.
seus lábios logo se tocaram,
seus corpos foram satisfeitos,
iniciou-se uma história de amor.
Houve encantos e desencantos,
essas coisas que se alternam
em toda e qualquer relação.
A alegria seguida do pranto,
janelas que se abrem e fecham,
na hospedaria do coração.
Sonhava a sereia, sua fantasia,
sonhos de amor em pleno verão,
sonhava silente, a sua utopia,
um amor sereno, um belo tritão.