Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

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Abr 07
Corpo mago que provoca e excita
Instintos profanos minh'alma habita
Deitada és minha deusa da sedução
Desperta ardente e sublime paixão

Champagne e taça que fazem o convite
Bebida ao ventre, para mim um alvitre
Néctar escorre a caminho do altar
Sorvê-lo até o gozo em ti provocar

Rota almejada que contigo irei ter
Na busca d'a linda vereda sensual 
Seiva da deusa que me oferta o prazer

Divino desejo ao clímax alcançar
Sinfonía a um solfejo de magia
Um sonho que unidos iremos chegar
 
Caio Amaral
publicado por SISTER às 06:08

Eu
aqui
sou um
estranho.
No passado,
me encontrei
mas uma ilusão
sonho mau talvez
me escravizou e eu
fui aprendendo muito.
Um paralelo eu vi, onde
a sombra encobria a vida
como nuvens encobrem o sol.
O desamor refletia a solidão
que aumentava dia a dia sempre
querendo ser ao longo do caminho
como o triângulo imponente e forte
que de um pingo se inicia invariável
e invariavelmente ruma para o infinito
de braços abertos, num caminhar convicto.


Tere Penhabe
publicado por SISTER às 06:08

Quero alguém, não para ter, que é demais
mas que divida comigo todos os meus dias
 as alegrias tantas, que já não cabem mais
explodem o meu coração, aprendiz de poeta...
 
Alguém que não exija mais do que eu posso dar
que não me plante à espera, eternamente
sabendo que nunca vai chegar
porque o amor é via de mão dupla...
 
Quero alguém que decifre o brilho das estrelas
mas não pretenda guardá-lo só para si
namorando a lua, suspirando em versos, os seus ais
da janela do "nunca mais"...
 
Quero alguém que saiba enxergar
além das suas próprias razões, o amor
e que nada mais tenha tanto valor
porque para mim, é sempre assim que será...
 
Alguém que não enxugue as minhas lágrimas
porque jamais vai provocá-las, e receba meu carinho
todo o amor que me açoita, represado em meu coração
sendo preterido (injustamente) por mera ilusão...
 
Quero alguém que me queira, realmente
que eu me cansei de ser tão só, sem precisar
brincar de amor sem nunca realmente amar
desdobrando-me em doações do que não tenho...
 
Alguém para caminhar na praia, de mãos dadas
sem pressa e sem se importar com nada
sem nunca partir, sem nunca chegar
porque estará ao meu lado, sempre, em todo lugar...
 
Alguém a quem eu possa revelar meus segredos
falar do paradoxo que reside em mim, que na verdade
nada mais é do que camuflagem, nessa selva
onde lutar sozinha é tão difícil, tão ruim...
 
Quero alguém que use as mãos, não para me aplaudir,
estendidas ao meu alcance, que eu possa pegar num relance
num momento qualquer em que eu precisar
e entrelaçadas às minhas, poder caminhar...
 
Quero alguém que me ame, tanto quanto eu posso amar
na liberdade conquistada, sem mentiras, sem medo de nada
porque é assim que são os seres humanos verdadeiros
os cúmplices da vida e do amor, seus parceiros...
 
Quero alguém que doe apenas o que tiver de si mesmo
sem arrancar de mim, o quinhão da prenda a doar
causando-me tanto sofrimento, cansaço, lamento
que nenhum ser humano merece amor mendigar...
 
Eu quero alguém... que eu não tenha nunca que esperar
porque o sol está se pondo atrás da montanha
meu tempo de acreditar em utopias, fábulas, vai se findar
quando anoitecer... quando a lua chegar...
 
muito antes disso...
eu terei a quem amar!
 
 
Tere Penhabe
publicado por SISTER às 06:08

Eu tentei ensinar meu coração a navegar
mostrei a ele, tantas vezes seguidas
o horizonte que nos esperava, era só ir buscar...
Tentei mostrar-lhe a beleza dos corais
a magia das sereias, que ninguém acredita mais.
Aquele barquinho oscilando nas ondas...
 havia nele um pescador... a cigana disse ser meu amor
mas meu coração não acreditou
ou apenas cansou de esperar, cansou...
Eu queria que ele fosse, um menino do mar
livre nas ondas, de peito aberto e bronzeado
sem medo e sem limites, arrojado!
Pulamos as sete ondas tantas vezes
que já nem sei quantas ondas se arquivaram
dentro de nós... eu e meu coração
parecia tão fácil, o mar é a nossa paixão!
 
Mas eu não sei... acho que não deu certo...
 
Meu coração tem cheiro de mato,
barulho de gravetos quebrados sob os passos
tem a névoa das cascatas refrescando-lhe as dores
meu coração é leviano, abriga mil amores!
Tem saudade das borboletas, azuis e amarelas
era tão bom correr pelos pastos atrás delas!
Os passarinhos coloridos com seus ninhos
que há tanto tempo eu não vejo mais...
meu coração lamenta a ausência, em tristes ais.
Ah que saudade do meu beija-flor!
Toda manhã fazendo festa na minha janela
Cadê você, colibri? Porque não vem aqui?...
Nunca pensei, sentir falta da poeira das estradas
das pescarias sob o sol forte, sem pegar nada
que tantas vezes eu vi, tive certeza que vi
os peixinhos me olhando e dando risada...
 
A vida é assim, feita de caminhos, de escolhas
entre uns e outros, algumas paradas
e de repente quando se pensa que sabe, que chegou
na verdade não se tem mais certeza de nada...
 
Tere Penhabe
publicado por SISTER às 06:08

Não me esquecerei, jamais poderia
não sei se terei em minha vida
igual a este, um novo dia...
Não sei se ouvirei outra voz
que me dê mais emoção
se algum outro beija-flor
vai disparar meu coração.

Os violinos ainda tocam, suavemente
não creio que algum dia partirão
a alma sem pressa, se enfeita
no espelho da eternidade, soberba!
Versos passeiam alegremente
por todo o meu corpo, na palma da mão
aqueles versos tantos que me trouxeste
que hoje eu conheço, e me aconchego
na voz que os ditaram... ao meu coração!

E um dia, eu sei, estaremos juntos
eu verei teus olhos, tocarei tuas mãos
meus sentidos, todos os meus sentidos
estarão por perto, não será ilusão.
Mas se algo acontecer, se me faltar sorte
se por um desses irônicos acasos
eu for para o sul, você for para o norte...
ainda assim, quando meus olhos se fecharem
eu certamente os fecharei feliz
ouvindo os violinos a tocar
para nós...

Tere Penhabe

publicado por SISTER às 06:08

Amizade é uma semente que poucos sabem plantar
se jogada displicente, jamais irá germinar
entretanto tem resistencia, de muita inveja causar
a todas às intempéries que a natureza nos dá.

Amizade é o sol da alma, que é difícil brilhar
porque é estrada de mão única, onde deverão estar
as pessoas que se gostam, para juntas caminhar
mas enquanto uma voa, a outra deve sonhar.

Amizade é como um rio, que nunca foge das pedras
que abre os braços para as chuvas,  e as recebe
Mas não se esconde do vento, nem o repele
apenas deita em seu leito... e espera.

Amizade é o milagre, de dar vida ao silêncio
e onde havia quase nada, se colocar um compêndio
sobre o coração e a alma, como se fossem ciência
para fazer da solidão, um castigo mais ameno.

Amizade é uma gaivota, que não se sabe de onde vem
que beija o mar de manhã, e beija a areia também
das migalhas que encontra, onde o mar jogou seus peixes
prepara o mais suculento, e o mais lauto banquete.

Amizade é a liberdade, que todos temos que ter
de acreditar no amanhã, no ser humano também
para alguns é utopia, para outros é viver
mas para uns e outros, amizade é renascer!

Amizade é essa viagem, que tivemos que fazer
de pensamento, para um porto sem igual
neste cenário lindo que é Portugal
onde eu vim te conhecer...

Obrigada!!!

Tere Penhabe

publicado por SISTER às 06:08

Porque as águas insistem em correr sobre as pedras
se o vento já não é o mesmo, se a cascata chora agora
se os pássaros se foram de repente, sem razão aparente
se o silêncio reinante insiste em me mandar embora?!...

Porque...? Porque é tão difícil compreender, aceitar
a beleza dos corais, as aves que voam só em alto-mar
as ondas que já não vêm tão fortes, vão para o norte
antes de chegarem aqui no leste, perto de mim...

Porque as gaivotas insistem em me dar recados
que já não compreendo, não faz sentido, são malogrados
e esvoaçam à minha volta, tentando-me, tripudiando-me
como se todos os meus sonhos já estivessem mortos...

Porque...? Porque essa dor estranha me acompanha
querendo me falar de coisas que eu não quero ouvir
questionando-me evidências, causando-me torpor na mente
obrigam-me a tudo que não tenho mais direito... de sentir...

Porque a paz fecha-me a porta, como se eu não a merecesse
eu que tudo fiz para nunca magoar ninguém, não brincar
com sentimentos tão fortes, que ferem fundo a nossa sorte
mesmo que fiquemos aqui, quietos, sem nada ousar ou buscar...

Porque...? Talvez, mas só talvez... eu saiba e recuse esse saber
terei algum dia nesta ou em outra vida,

magoado tanto, feito alguém sofrer?
Que a dor tenha sido tão grande, a ponto de tomar a decisão:
esperar-me à beira do caminho, instalar-se no meu coração...

Se eu fugisse do mar, e nunca mais o ouvisse cantar, gemer
tão doloridamente pelas madrugadas afora, nas mortas horas
será que eu teria uma chance, pequena que fosse... de sobreviver?
Talvez... talvez. Ninguém nesse mundo morre de amor, eu sei...

Será que não mesmo?..
Tere Penhabe
publicado por SISTER às 06:08

Onde estaria aquele sorriso franco e destemido
tão diferente daquele que seria meu marido
onde encontrar, se nos labirintos do tempo nos perdemos
se do amor, tanto a vida como nós, nos esquecemos.

A nossa casa de vidro tão sonhada...
de repente, inesperadamente, abriga-me na solidão
como se fosse (e era) dos mistérios da alma
o passaporte para a liberdade... nosso portão!

Minhas cartas... tuas cartas... elas conseguiam e nós não...
Mas o amor, essa força trancendental que habita no ser
agraciado pela dádiva suprema de conhecer, poder
ensinou-me o caminho para chegar, finalmente te ver.

retroceder no tempo e mudar a paisagem:
só o amor que vivemos conseguiria essa proeza
não ter mais que acolher-te em meus braços sem vida
com a tua presença, premiar meu olhar algum dia,...

Nem tudo se compreende nesta passagem pela terra
porque alguns homens amam e outros fazem guerra
indelével certeza, não há como negar o sublime penhor:
Nada existe com mais poder e consistência, do que o amor!


Tere Penhabe

publicado por SISTER às 06:08

Estou só no meu pequeno barco
perdido na imensidão do oceano
sem rumo, sem desejos, sem razão
barco à deriva... como meu coração!
 
Por tanto tempo naveguei demais
enfrentando a fúria das tempestades
acreditava que ia chegar a algum lugar
 finalmente estar contigo, te encontrar.
 
Esse sonho intenso, colorido, foi meu timão
minhas velas, minha bússola, minha fé
segurei tão firme que sangrou-me as mãos
retalhou-me a alma, abalroou uma ilusão.
 
Ciclos da lua me enganaram, a maré não foi fiel
quando pensei ver terra firme, poder aportar
foram os ventos que vieram me abraçar
lançando-me cruelmente para longe do cais...
 
Desesperei-me, tentei chorar mais uma vez
descobri que já não sei chorar como eu pensei
vencida pelo cansaço, na proa do meu barco
à deriva estou ainda... não sei se fico ou parto...

Tere Penhabe

publicado por SISTER às 06:08

Existe um homem meio
estranho em mim ...
Aparece algumas vezes
de repente !
Nunca foi dado à bebida alcoólica,
um belo dia  pede uma aguardente!
Procura um boteco qualquer,
 enconsta-se no balcão...
Leva para casa o perfume de
qualquer mulher,
numa estranha transformação !
Despreza o alto luxo de um motel ...
Prefere descer ao nível de um bordel !
Daqueles onde as luzes são
vermelhas e suas mulheres
louras platinadas,
desprezam, pela dureza, uma boa
tinta e quebram o galho com água oxigenada !
As morenas meio alouradas ,
pintam suas unhas
de vermelho beterraba...
O quarto de assoalho velho,
um guarda roupas de duas portas ...
Uma foto grande do Roberto
na cabeceira da cama !
No criado mudo, a foto dela,
num dia inesquecível
 na praia de Copacabana.
Nada ali combina :
soutiã vermelho,calcinha preta !
Uma barata cortando a parede,
flores artificias numa empoeirada cesta !
Um cigarro vagabundo
em suas trêmulas mãos...
Um toca cds de marca chula,
para ouvir uma canção!
Tira-me para dançar semi nua ...
Uma música brega conhecida
de qualquer rua!
Depois faz amor comigo a noite inteira,
como se fosse dela a vez primeira !
Grita , chora , esperneia...
Desfia das pernas as meias ,
daquelas parecidas de arrastão !
Finge comigo o tesão ...
Pede que eu pague um Campari,
e que eu a chame de Mary !
 Chama-me de gostoso ,
com aquele cheiro de perfume vencido ...
Diz que é largada do marido !
Derrama em prantos sua desgraceira...
Murmura:
- Quero mais amor contigo e
se entrega inteira !
Dorme por muitas vezes ,bêbada.
Nem cobra a conta ...
O dia amanhece, num céu azul celeste !
Volta-me o pudor ,
postura de bom senhor !
Na mão , boa pasta .
Pudera !
Arrumo a gravata ,
o compromisso me espera.
 
 
                  José Geraldo Martinez 
 
publicado por SISTER às 06:08

Penso pouco em mim mas hoje pensei...
Pensei em minha vaidade tão ausente,
Embora admita justa feminilidade.
Pensei na mulher simples
Mas não me vi simplória ou comum.

Descobri que, apesar de algumas dores,
Não transfiro mágoas
Nem ressentimentos.
E que, mesmo frágil às vezes,
Quando necessário
Me sinto guerreira.

Ave aprendendo os primeiros vôos
Rumo aos antigos sonhos.
Singeleza quase agreste, meio catita,
Assimilando inusitada
Malícia diante de águias.

Pensei, e pensando descobri,
Que sou artista de minha luta,
Artesã do meu destino,
Desenhista dos meus projetos de vida,
Poetisa de minhas lembranças.

Pensei e silenciei respeitosamente...
Senti um misto de angústia e ternura
E, num impulso de fé, orei por mim.

Edna Feitosa

publicado por SISTER às 06:08

Somos música, harmonia, sinfonia...
Notas dedilhadas... de etéreo amor...
Música, nossa companheira desde o
Primeiro Instante fatal... abrasador...
 
Somos notas da uma só melodia,
Ecoando nos recônditos da alma...
O sibemol eloqüente... plangente...
Feitiço estonteante de uma harpa...
 
Sou o violino que soa cheio de graça
Ao comando do seu mágico maestro,
Vibrando... em meio a uma orquestra
De sentimentos maiores que o universo.
 
Música somos os dois... enternecidos...
Embalados pela bela madrugada...
Até que nossos corpos exauridos...
Levitando pelo céu, fazem uma fermata...
 
Para ser música outra vez...
Rompendo outra madrugada...
Mary Trujillo
publicado por SISTER às 06:08

Deixarás em mim a marca da eternidade...
Deixarei em ti a certeza do meu coração.

Arrancarás minhas vis vulgaridades.
Arrancarei as sombras da tua desilusão.

Invadirás um a um dos meus segredos.
Invadirei tua vida porque te amo.

Resgatarás os meus desejos mais antigos.
Resgatarei teus gestos mais sublimes.

Acordarás em mim as delícias esquecidas.
Acordarei tua alegria com amor e atenção.

Perdoarás os crimes que cometi em teu nome.
Perdoarei tua tentativa de fuga e solidão.

Saciarás meu sentimento com a verdade.
Saciarei em silêncio teu abandono.

Respeitarás as seitas com que me visto.
Respeitarei teus momentos de engano.

Dividirás comigo todas as tuas tristezas.
Dividirei contigo a luz da eterna felicidade.

Curarás minhas manias de liberdade.
Curarei a enfermidade de tua alma.

Amarás sem precisar sentir saudade.
Te Amarei com toda a minha dedicação...
Angela Lara
publicado por SISTER às 06:08

Aqui, mais uma vez, te aguardo,
vestida de sonhos, lembranças,
nos lábios, um beijo formado
coração sobressaltado, esperanças,
de menina, mas acima de tudo, mulher.

Em busca de amor , carinho, abraços
escultura de paixão, meus traços,
ensejam desejos, despertam sensações,
que eu mesma crio, incentivo,
grita dentro de mim, meu corpo, vivo,
de menina, mas acima de tudo, mulher.

Leve qual pluma, sedosos toques,
olhos abertos, em teu ser focados,
e ainda assim, cegos, enfeitiçados,
como os teus, nos meus perdidos,
não existem carinhos proibidos,
neste universo que é meu corpo
de menina, mas acima de tudo, mulher.

Te crio e recrio, em minha mente,
qual macia argila, entre os dedos,
te conformo em soldado, baluarte,
sempre a me proteger, meus medos
dissipados, carinhos redobrados,
entre os braços, junto ao peito
de menina, mas acima de tudo, mulher!

Golden

publicado por SISTER às 06:08

Abril 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
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