Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

05
Abr 11

Vivemos na Terra tempos muito difíceis. A maldade de alguns indivíduos é audaciosa e intimidadora.

Parece que a humanidade está retrocedendo aos tempos de barbárie e nada se pode fazer para deter esse estado de coisas.

Em quase todos os setores da sociedade vamos encontrar vestígios da violência em suas mais variadas expressões.

E por que isso acontece? Será que a humanidade é formada, em sua maioria, por pessoas más?

Onde estão às pessoas de bem?

 

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec propôs a seguinte questão aos Sábios do espaço:

Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

E os benfeitores responderam: "por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão."

 

A resposta nos faz perceber claramente porque a humanidade está como está.

Os maus são intrigantes e audaciosos e por isso intimidam os bons.

A timidez dos bons é a grande responsável pelo atual estado de coisas da nossa sociedade terrena.

Impressionante como as pessoas de bem se deixam levar por essa onda de violência intrigante.

O depoimento de algumas pessoas publicado em uma revista de grande abrangência em nosso país, por ocasião do atentado na Rússia, fala-nos dessa realidade.



Uma mãe chegou a desabafar: "diante de tantas atrocidades cometidas contra nossas crianças, só me resta pedir desculpas aos meus filhos. Coloquei-os no mundo e agora não tenho como protegê-los de tanta violência."

É compreensível o desespero dessas pessoas, pois esse é o efeito esperado e premeditado pelos maus.

E quando falamos dos maus não nos referimos unicamente aos terroristas.

Existem muitos indivíduos maus se aproveitando dessas situações.



O pavor e o desespero gerado na população é o componente perfeito para a ação dos maus.



Um povo intimidado, desesperado e impotente é tudo o de que precisam os que querem tirar proveito disso.

No entanto, os benfeitores espirituais, que percebem a realidade de um ponto de vista abrangente, sabem que a solução depende dos bons, ao afirmarem: "quando estes o quiserem, preponderarão."

Só que muitos dos que se dizem bons, e alguns religiosos de várias crenças estão ocupados em defender o seu "bem" exclusivo, atirando fora todo bem que não seja praticado pelos de sua religião.

Ou os bons assumem a sua bondade, ou não são bons.



Jesus jamais se omitiu diante de qualquer situação. Sempre se posicionou favorável ao bem, sem se importar com quem o praticava.

Em resposta aos discípulos que haviam proibido um homem que expulsava os demônios em nome de Jesus, mas não o acompanhava, Jesus disse-lhes, com sabedoria: "não o proíbam, porque quem não é contra nós, é por nós".

Isso é levantar a bandeira do bem acima de tudo. O bem é o bem. Isto apenas.

Quem prega o contrário, não pode estar movido por boas intenções.

São chegados os tempos em que precisamos assumir a nossa posição. Precisamos mostrar de que lado estamos: do lado de Deus ou de Mamom.



Em tempos de tanta violência, corrupção e falta de ética, não temos o direito de permanecer em cima do muro. Precisamos nos decidir.

Se dissermos confiar em Deus, é momento de assumir essa confiança. A confiança de que toda árvore que nosso pai não plantou será arrancada, conforme ensinou Jesus.



E a violência certamente não é árvore plantada pelo Criador.

Portanto, é hora de fazer luz. É hora de somar as boas qualidades e fazer valer o bem que desejamos.

É hora de altear bem alto a bandeira do bem, para que o bem sobrepuje o mal. Para que a luz afugente as trevas.

Pense nisso e considere que basta apenas querer.

 

publicado por SISTER às 13:48

31
Mar 11

As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente.

 

Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.

 

Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e agüentar a outros.

 

O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante.

 

E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares.

 

Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência.

 

Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.

 

Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves seqüelas à vida emocional e psicológica.

 

É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.

 

É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos.

 

Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.

 

Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças.

 

Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.

 

Desta forma, cabem a cada um de nós procurarmos resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.

 

Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.

 

Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.

 

 

 

publicado por SISTER às 13:33

29
Mar 11

Afirma-se que um famoso pintor do Renascimento, quando pintava um quadro sobre o Menino Jesus, após conceber e fazer os primeiros estudos procurou uma criança que lhe servisse de modelo para a face do Mestre, na infância.

 

Procurou em muitos lugares até encontrar um pequenino sujo, que brincava nas ruas. O menino retratava no olhar e na face toda a pureza, bondade, beleza e ternura que se podia conceber.

 

Explicou-lhe o que desejava e, ante a autorização da família, levou-o para posar no seu atelier, retribuindo-lhe o trabalho com expressiva soma em moedas de ouro.

 

Anos depois, o artista desejou pintar outro quadro. Dessa vez iria retratar Judas. E saiu em busca de alguém que pudesse lhe oferecer o rosto do traidor.

 

Em mercados e praças públicas, tavernas e antros de costumes perniciosos por onde esteve à procura, não encontrou ninguém que se assemelhasse, em aparência, ao discípulo equivocado.

 

Já havia desanimado de procurar e pensava em desistir, quando, visitando uma taberna de má qualidade, se deparou com um delinqüente embriagado, em cujo olhar e semblante se encontravam os conflitos do traidor, conforme a concepção que dele fazia.

 

A barba endurecida, a cabeleira mal cuidada era a moldura para o olhar inquieto, desconfiado, num rosto contorcido pelo desconforto íntimo, formando um conjunto de dor e revolta, insegurança e arrependimento ímpares.

 

Comovido com o fato, o artista convidou aquele homem para posar, ao que ele respondeu que só faria sob a condição de boa recompensa financeira.

 

O pintor começou a obra e percebeu, após algumas sessões, que a face congestionada daquele homem se modificava a cada dia, perdendo a agressividade e a perturbação.

 

Um dia resolveu perguntar ao modelo o porquê de tal transformação, ao que ele, um tanto melancólico, respondeu:

 

Posando nesta sala, recordo-me que há alguns anos, eu servi ao senhor de modelo para a face do Menino Jesus...

 

Eu sou aquele garoto em cujo rosto o senhor encontrou a paz e a beleza do justo traído...

 

O dinheiro que ganhei, em face da minha imaturidade, mais tarde pôs-me a perder e, de queda em queda, numa noite em que me embriaguei, por uma disputa insignificante matei outro homem.

 

Condenado num julgamento arbitrário envenenou-me de ódio...

 

Agora, pisando neste lugar outra vez, recordo daquele tempo e retorno, emocionalmente, a ele, e me acalmo...

 

*   *   *

 

Paradoxalmente, o mesmo indivíduo ficou retratado na face de Jesus Menino e de Judas, em duas fases diferentes da mesma vida.

 

*   *   *

 

Muitos de nós, simbolicamente, temos os nossos dias de traído e de traidor.

 

Dias em que trazemos na face a expressão da bondade e da ternura. E dias em que somos o retrato vivo do desespero.

 

É nesses dias difíceis que devemos buscar, emocionalmente, a serenidade dos dias de luz e seguir em frente, com vontade de imprimir, de vez por todas, a face justa e bela do nosso modelo maior, que é Jesus Cristo.

 

publicado por SISTER às 15:38

27
Fev 11

Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.

 

Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.

 

No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.

 

A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em nanquim, conta uma história singular, em seu livro: As boas mulheres da China.

 

Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na china. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou.

 

Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. "era uma mulher de sorte", comentava-se.

 

Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente.

 

No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.

 

Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver.

 

Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yangtsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida.

 

Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente: "nós vamos ver o papai?"

 

Ela levou um choque. Como é que uma criança de 5 anos podia saber o que ela pretendia fazer?

 

E perguntou: "o que é que você acha?"

 

Ele respondeu: "é claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!"

 

Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.

 

Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte.

 

As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever.

 

Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa.

 

A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída.

 

Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar: "e então, não vamos ver o papai?"

 

Procurando engolir o pranto, ela respondeu: "o papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores."

 

Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.

***

As crianças não são tolas. E muito mais do que possamos imaginar permanecem atentas, em especial a tudo que lhes diga respeito.

 

Percebem os desentendimentos conjugais, as dificuldades domésticas, a ponto de ficar enfermas.

 

Por tudo isso, preste mais atenção ao seu filho. E, sobretudo, fale com ele sobre dificuldades e sobre as soluções possíveis.

 

Não o deixe crescer ansioso e triste. Ajude-o a viver no mundo, seguro e firme.

 

 

publicado por SISTER às 14:23

03
Fev 11

Muitas pessoas erguem-se pela manhã acreditando não existir qualquer sentido para despertarem.



Dormem sem nenhum objetivo e acordam do mesmo modo, transformando o dia-a-dia, em uma experiência insossa ou vazia.



Vagam pelas ruas, sem destino certo, à mercê do que lhes aconteça no curso do dia.



Levam uma vida sem direção, desvalorizando o tempo e a oportunidade de estarem reencarnados.



Deixam-se levar pelos "ventos do acaso".



Não vêem significado em família, em amigos, nem em trabalho.



Quando se estabelece este estado d'alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, sem quaisquer resistências morais para enfrentar as dificuldades.



Com certeza, não é o melhor modo de se viver.



É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida.



É necessário que tomemos gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus.



Seria muito belo se cada pessoa - principalmente as que não vêem sentido para a própria vida - resolvesse perguntar-se: "O que posso fazer em prol do mundo onde estou?



Para que, afinal, é que eu vivo?



Para quem é que eu vivo?"



Dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência.



Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor às suas horas.



É importante dar sentido à vida.



É importante viver por algo ou por alguém.



Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários.



Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela.



Dedique-se a cuidar de plantas, de animais, do ambiente.



Apóie-se em algum projeto justo, desde que voltado para as fontes do bem, pois isso alimentará o seu íntimo.



Assim seus passos na terra não serão a esmo, ao azar.



Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre.



Cada momento se converte em oportunidade valiosa para crescer e progredir.



A vida na terra não precisa ser um "campo de concentração" a impor-lhe tormentos a cada hora.



Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer.



Dedique-se a isso.



Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos.



Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença.



Sinta que, apesar de todos os problemas e dificuldades que se abatem sobre a humanidade, a chuva continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar.



Isso porque, todos nós somos alvos da dedicação de Deus.



***



O tempo é uma dádiva que Deus nos oferece sem que o possamos reter.



Utilizá-lo de forma responsável e útil é dever que nos cabe a todos.



Dê sentido às suas horas, aos seus dias, e assim, por conseqüência, a toda a sua vida.



publicado por SISTER às 16:38

01
Fev 11

Quando o pai voltava do trabalho, o garotinho corria com os braços abertos

em busca de um abraço aconchegante.



Mas, o pai, acostumado à educação rígida e equivocada do início do século vinte,

ia logo dizendo: "homem não abraça homem".



O menino ficava sem saber o que fazer com a vontade de demonstrar

seu afeto e carinho àquele a quem amava e admirava.



Isso lhe causava extremo desconforto, mas foi se acostumando a não abraçar o pai,

e nem chorar, pois "homens não choram", segundo a mesma educação que recebia.



Sempre que algo o infelicitava, prendia o choro na garganta e corria para os braços

da mãezinha dedicada, a quem podia abraçar sem medo de ser menos homem.



Esse conceito ancestral, infelizmente, ainda é muito comum nos dias de hoje.



Muitos filhos homens não se sentem à vontade para abraçar seus pais e,

menos ainda, para beijá-los.



Aquele garoto, que agora já está com mais de 75 anos de idade,

conta que foi muito difícil conviver com a dificuldade de extravasar seus sentimentos com quem quer que fosse.



Não conseguia abraçar os amigos, não conseguia chorar graças às orientações que recebera na infância.



Diz ele, que só conseguiu vencer essa barreira, com muito esforço, há pouco tempo.



Hoje ele consegue se entregar num abraço sem medo de ser feliz.

Mas chorar em público é algo que procura evitar,

pois a frase ouvida muitas vezes na infância, ainda o persegue:

"homens não choram".



Mas a lógica nos diz que os homens também podem e devem chorar,

sem que isso os diminua como homens.



Homens que se privam de extravasar suas dores e tristezas pelas lágrimas, geralmente arrebentam o coração em enfartes fulminantes.



O que faz um ser humano ser digno não é o fato de deixar de chorar,

ou de evitar se envolver num abraço.

O que dá dignidade a um homem é a sua capacidade de amar, de se entregar,

de se deixar levar pela emoção sadia.



O cancioneiro popular, Gonzaguinha, retratou, através da música guerreiro menino, essa realidade:



Um homem também chora...



Também deseja colo... Palavras amenas



Precisa de carinho, precisa de ternura



Precisa de um abraço da própria candura



Guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis



Guerreiros são meninos no fundo do peito



Precisam de um descanso



Precisam de um remanso



Precisam de um sonho que os torne refeitos



É triste ver este homem guerreiro menino, com a barra de seu tempo por sobre seus ombros



Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra a dor que traz no peito, pois ama e ama



Um homem se humilha, se castram seu sonho



Seu sonho é sua vida, e a vida é o trabalho



E sem o seu trabalho um homem não tem honra



E sem a sua honra, se morre, se mata.





Hombridade não é sinônimo de dureza.



O homem é um espírito temporariamente mergulhado num corpo masculino,

mas é um filho de Deus como outro qualquer.



Um homem também chora...



Um homem também sente saudade...



Um homem também se entristece quando parte um ser querido..



Um homem também se equivoca, também de arrepende,

também se sente só muitas vezes.



E, às vezes, a única maneira de aliviar um pouco o peito oprimido

é deixar que as lágrimas jorrem com vontade.



Paulo de tarso, o incomparável apóstolo, na luta para vencer-se a si mesmo, encontrava nas lágrimas uma forma de desabafo.



Aquele gigante do cristianismo deixava, nas horas difíceis,

as lágrimas aliviarem seu coração oprimido.



"A cada gota de pranto era um pouco de fel que expungia da alma,

renovando-lhe as sensações de tranqüilidade e de alívio."



Jesus, o maior Homem de que se tem notícia, também chorou.



Pense nisso, e se sentir vontade ou necessidade, abra as comportas do peito

e deixe que as lágrimas lavem e aliviem seu coração,

sem medo de ser feliz.



publicado por SISTER às 15:37

01
Jan 11

Não espere um sorriso para ser gentil.

Não espere ser amado para amar.

Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo.

Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar.

Não espere ter muito para compartilhar um pouco.

Não espere a queda para se lembrar do conselho.

Não espere a morte para dizer o quanto ama alguém.

Não espere a chuva para valorizar o dia de sol.

Não espere ser abraçado para dar um abraço.

Não espere a dor para acreditar na oração.

Não espere ter tempo para poder servir.

Não espere a mágoa do outro para pedir perdão.

Nem espere a separação para se reconciliar.

Não espere... Pois você não sabe o tempo que ainda tem.

Pois ninguém precisa esperar para amar, e buscar a felicidade.

A vida é uma oportunidade ímpar.

Estar neste planeta é uma imensa chance que temos de aprender, de levar daqui valores verdadeiros, levar amores maduros e duradouros, e deixar as memórias e vivências tristes do passado que tivemos.

Estar neste planeta é poder ajudá-lo a crescer, a deixar para as próximas gerações uma casa em ordem, reformada e melhor.

É deixar para nós mesmos, quem sabe, mais esperança.

Para isso, não podemos nos deixar acomodar, desanimar, deixar que a vida nos leve, ao invés de nós conduzirmos a vida.

Cada dia é único. Cada manhã é diferente. Cada noite tem sua beleza especial.

Por isso, despertemos para a vida realmente, deixando em cada instante a nossa contribuição, a marca de nossos corações por onde passarmos.

Ao final desta etapa - mais uma das muitas que ainda teremos - poderemos reconhecer satisfeitos, que cumprimos nossa missão, que nosso viver não foi em branco, e que agora somos mais felizes do que éramos antes.

Por isto tudo, não espere.

Não espere ser amado para amar.

Nem a chuva para valorizar o sol.

Não espere a dor para acreditar na oração.

Nem o afastamento para dar valor à presença.

Não espere ser chamado para se oferecer à tarefa.

Nem ter mais tempo para doar-se.

Não espere ouvir "eu te amo" para dizer "eu te amo".

Nem receber para então doar.

***

Somos seres repletos de experiências, de vivências em outras realidades, quando vestimos outros nomes e outros corpos.

Mas em cada nova vida, a bênção do esquecimento do passado nos faz novos, nos dá a lida como um livro em branco, no qual contaremos nossa história, como se fosse a primeira que estivéssemos vivendo.

Trazemos na consciência e nas intuições as orientações necessárias para trilhar o novo caminho, fazendo com que os planos previamente traçados na pátria espiritual, possam ser devidamente cumpridos.

Dessa forma, nosso tempo aqui precisa ser bem aproveitado, ser bem utilizado, e para isso não podemos esperar para agir no bem, não podemos esperar para construir nossa felicidade futura.



publicado por SISTER às 15:45

28
Dez 10

Quando é Natal, o ar se enche de luz. Pode haver tempestades, ventos fortes, mas um aroma especial se faz presente, diverso de qualquer outro.



Não há quem não o sinta. Mesmo os que se dizem avesso a comemorações o podem perceber.



Há musicalidade na voz das crianças quando se encantam com as cores que explodem em guirlandas, enfeites e luzes, tomando a cidade de assalto.



Os sorrisos se multiplicam ante a perspectiva de reencontros de familiares distantes, no dia que se avizinha.



Por mais simples seja a residência, há sempre a disposição de colocar pequenas luzes coloridas que piscam, nas noites estreladas, tentando disputar o esplendor com os astros do céu.



Pensa-se na recepção aos familiares, na saudade que será afogada em longos abraços, nos amigos a quem se deseja ofertar algum mimo.



Cartões são escritos com dizeres de emoção e enviados àqueles que estão distantes, que os receberão, sensibilizados por terem sido lembrados.



Mensagens curtas ou longas, sempre felizes, são enviadas pelos mais variados sistemas eletrônicos.



Quando é Natal, ensaiamos mais uma vez a extraordinária sensação de sermos amáveis, gentis, mais humanos.



Preocupamo-nos com a criança que deseja um brinquedo, o doente que aguarda a visita, o idoso que espera um afago.



Lembramos dos amores mais amados e arquitetamos planos para que o Natal lhes seja mais feliz do que jamais foi.



Recordamos daqueles de que nos afastamos e elaboramos formas de nos reaproximarmos.



As canções natalinas estão nas ruas, nas praças, nas lojas, nos corações.



Há dramatizações do celeste acontecimento em escolas, clubes, instituições.



Há shows em lugares públicos, envolvendo os que passam, os que param para se encantar um tanto mais, os que parecem indiferentes.



Compram-se presentes lembrando que um Rei foi homenageado por magos, vindos de distantes terras, com ouro, incenso e mirra.



Unimo-nos em oração em homenagem às celestes vozes que se fizeram ouvir na noite ainda não de todo fria, anunciando aos pastores no campo a chegada do aguardado visitante.



Acendemos luzes desejando lembrar o brilho de uma estrela especial que indicou o caminho a estrangeiros nobres até o local do nascimento de um menino.



Acendemos as luzes de fora, desejando ardentemente que as possamos acender em nossa intimidade... Para sempre, para nossa felicidade.



*   *   *



Sim, é Natal. E porque é Natal, outra vez, há tanta festa. E luz. E cor. E música.



Jesus nasceu! A notícia foi de grande alegria para todo o povo. E o Menino foi encontrado em uma manjedoura, envolto em panos.



Como tutores especiais um homem digno, de mãos calejadas pelo trabalho honesto de cada dia e uma mulher, que atendeu o convite dos céus para receber em seu seio o maior mensageiro de todos os tempos: o Rei Solar.



Pensemos nisso e, enquanto nos envolvemos nas doces elegias do Natal, permitamo-nos cantar hosanas em nossos corações, agradecendo a Jesus por mais esta oportunidade de lembrá-Lo, de revivê-Lo em nossos gestos, palavras, plenificando-nos de bênçãos. Beneficiando a outros. Modificando o planeta para a felicidade tão desejada, tão almejada e cantada por todos nós.



Feliz Natal!



publicado por SISTER às 12:00

20
Dez 10

Muitos de nós costumamos reclamar das dificuldades do mundo, mas será que temos pensado nas facilidades que são colocadas em nossas mãos?



Apressamo-nos em quitar a conta de luz elétrica para não pagar a multa cobrada pelo atraso. Todavia, a usina solar que nos fornece claridade, calor e vida, não é lembrada em nossa conversa diária.



Reclamamos quando pagamos a conta de água encanada, mas sequer nos lembramos da gratuidade da água das chuvas e das fontes cristalinas que enriquecem a vida.



Gastamos elevada soma de dinheiro na aquisição de gêneros alimentícios que nos atendam ao paladar, contudo, o oxigênio, elemento mais importante a sustentar-nos o organismo, é utilizado em nosso sangue sem pesar-nos no orçamento.



Despendemos altos valores para renovar o guarda-roupa, e apesar disso, não nos lembramos o quanto devemos ao corpo de carne a resguardar-nos o espírito.



Remuneramos muito bem o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial; entretanto, nada tivemos que pagar para obter a dentadura natural completa. . .



Pagamos pelas drágeas medicamentosas para acalmar leve dor de cabeça, e esquecemos de que recebemos de graça a faculdade de pensar.



Pagamos altas quantias para assistir a um espetáculo esportivo ou artístico, contudo, podemos contemplar de graça o solo cheio de flores e o céu faiscante de estrelas...



Para ouvir as melodias de uma orquestra qualquer, temos que desembolsar quantia significativa, no entanto, ouvimos diariamente a divina música da natureza, sem consumir um único centavo...



Observando essas pequenas situações, nos daremos conta de que temos mais para agradecer do que para reclamar.



O que normalmente ocorre, é que o hábito de agradecer ainda não faz parte de nós.



Conforme a recomendação de Paulo, o apóstolo, devemos dar graças por tudo.



Um dia, uma senhora ouviu um orador fazer essa recomendação e logo que ele concluiu sua fala, ela aproximou-se dele e lhe falou:



Ah, meu amigo, como é que eu posso dar graças por tudo, se a minha mãe está internada num hospital há meses, fazendo tratamentos dolorosos?



Pense, minha amiga, que tantas mães morrem nas sarjetas sem cuidados médicos nem assistência amiga de um familiar, e a sua genitora pode dispor de um hospital e de toda uma equipe de médicos e enfermeiros para atendê-la.



A senhora retrucou:



É, meu amigo, mas eu só sobrevivo à custa de dez remédios diferentes que tomo todos os dias...



O orador, que realmente desejava mostrar-lhe que tinha motivos para agradecer, respondeu compassivo:



Veja a senhora que existem tantas pessoas que não têm recursos para comprar um único remédio para aliviar a dor, enquanto a senhora pode comprar dez...



Por fim, a senhora entendeu que tinha motivos de sobra para agradecer a Deus por tudo...



*  *  *



Deus nos dá sempre o de que necessitamos, embora nem sempre seja o que gostaríamos de receber.



É que Deus sabe o que é melhor para nosso progresso. Como Pai justo e bom, não leva em conta nossas reclamações e oferece-nos sempre um novo dia repleto de oportunidades para que gravitemos para Seu amor, que é fonte inesgotável de bênçãos.



publicado por SISTER às 18:19

08
Dez 10

Você se considera uma pessoa livre das armadilhas da ilusão?



Se a sua resposta foi sim, considere o seguinte:



Quando alguém julga infalível a sua razão, está bem perto do erro, pois geralmente nosso juízo é apressado, parcial e muito limitado.



Quando observamos a situação atual da nossa sociedade, podemos perceber que a grande maioria das pessoas está sob a influência de algum tipo de ilusão.



A ilusão da eterna beleza física, por exemplo, é quase generalizada.



Que digam os fabricantes de produtos criados com essa finalidade e os profissionais da área...



Chegou a tal ponto a preocupação com a beleza física, que jovens de 20 e poucos anos estão desesperados por causa das rugas que poderão aparecer no futuro...



A busca por produtos que evitem que as marcas de expressão se transformem em vincos na face, é assustadora.



Mas o tempo se encarregará pelo desgaste natural que surge com o passar dos anos, triunfando sobre a ilusão da eterna juventude do corpo.



Sem dúvida, é louvável a possibilidade que os avanços científicos propiciam para que as pessoas se sintam bem.



A medicina estética surge justamente para trazer bem-estar e aumentar a auto-estima, corrigindo este ou aquele problema físico.



Todavia, acreditar que os recursos da tecnologia vão nos tornar jovens no corpo físico para sempre, é triste ilusão.



Outra maneira de nos iludir é imaginar que um governo possa resolver todos os problemas de uma sociedade, de forma milagrosa, acreditando num discurso vazio e sem fundamentos lógicos e coerentes com a realidade.



O sabor da desilusão, nesses casos, pode ser amargo e trazer conseqüências desastrosas, gerando desânimo ou revolta no meio dos que se iludiram.



Aproveitando essa fragilidade dos indivíduos, de cair nas malhas da ilusão, o comércio tem sido lucrativo, vendendo disfarces no atacado e no varejo.



São cintos para disfarçar as gorduras, comprimindo-as para que a silhueta pareça mais delineada...



Sutiãs que simulam seios maiores, mais torneados...



Calças e meias com bumbuns postiços, e muito mais...



São iludidos... São ilusões...



Existem também pessoas que se iludem sobre seu próprio caráter. De tanto mentir acabam por acreditar nas mentiras que inventaram.



E, pior ainda, acreditam que os outros são tolos a ponto de não perceberem que mentem, e continuam jurando, até diante das câmeras, que dizem a verdade.



Existem pessoas visivelmente convencidas de que são donas da vontade alheia, tornando-se déspotas no lar ou no trabalho, iludidas de que terão para sempre seus reféns.



Há indivíduos que desejam ser eternamente dependentes de outros indivíduos, na tentativa de burlar as leis do progresso e permanecer infantis para sempre.



Meras ilusões...



Poderíamos trazer inúmeros outros exemplos, mas não é essa a intenção.



Desejamos tão-somente trazer à baila a questão das ilusões que cada vez mais estão presentes em nossas vidas.



No entanto, essa é uma questão que só será solucionada quando cada um quiser, pois é de foro íntimo e exige reflexão séria e isenta de prevenção.



E a prevenção, juntamente com a pretensão, é forte indício de ilusão, pois quem julga infalível a sua razão, está bem perto do erro.



É graças ao poder de iludir que têm certos indivíduos, e à propensão para se deixar iludir de outros tantos, que a vida toma rumos perigosos e conduz a destinos incertos.



Vale a pena pensar um pouco mais sobre essa questão.



Buscar refletir sobre os caminhos que escolhemos e observar a direção que tomamos.



Retirar do olhar o véu das ilusões e seguir a passos firmes na direção da felicidade sem disfarces e sem fantasias.



Na direção da felicidade efetiva, que só a realidade pode nos oferecer.



Pensemos nisso!

publicado por SISTER às 16:49

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