Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

11
Out 10

Sou o apertar silencioso
Dos abraços
Sou como a sombra
Que abriga
Que protege

Mas...
Se apavora...
Se contorce de medo
E chora, chora...
como animal ferido
A perda de um amor

E lamenta...
Mas, lembra do gosto
Farto do muito...

Sou andante sem rumo
Mas quero alcançar estrelas
Quero a sagrada agonia
Do êxtase...do desejo...

Sou brilho tênue
Sou réstia de luz
Sou um pouco da dor
Ás vezes sou espinho
Da flor

Sou essa nudez ansiosa
Que busca temerosa
Que treme de frio
Sou ser que explode
Que se arrepia de prazer


Ensina-me
A ser calma e louca
Ser tempestade e calmaria
Controvérsia explícita
Dois pólos contrários


Que desfaz mal entendidos
Que esclarece e dá sentido
E dá de ombros assim
Para viver e reviver
Às mais piegas histórias
Misteriosas e curiosas
Que querem virar destino
Cada história...



publicado por SISTER às 15:01

07
Mai 10

Ainda mora dentro
Das  minhas lembranças
Aquele ser etéreo
E um sentimento mágico
De  tecer caminhos
E colorir dias...

E minha alma se corrói:
Desejo sincero de gritar...
Te procurando  mãe !


Calma a noite se aproxima
Tomando conta de tudo
Escurecendo o dia
E crava os dentes
em minha alma...

Quem sou eu pra contestar
A tua ausência?

Na mesa... a sempre
tua pronta presença...
Em todas as delícias e sofrimentos
Mãe inconteste, mãe surpresa
Seio exposto...Para teus filhos
Nos acalentando
E nos suprindo de afeto


Na renúncia completa de ser livre
Se entrega 
A cada despertar da coragem.
Esta mulher santa
Em simplicidade e magnitude
Há que ser mãe e mulher
Senhora de sua prole
Mãe que batalha por um bem estar
Mãe que está sempre presente,
Não importa a distancia...o tempo
Ès a minha melhor lembrança
Minha última esperança...

publicado por SISTER às 10:45

07
Ago 09

          Luzes ardem no meu peito
          Quando ouço as batidas do coração
          Dissonantes que são
          Num elo invisível
          Todo.
          Impar!


          O incessante tornar-se
          Me lembra de ti...
          Do teu magnetismo sedutor...
          E que devo carregar em mim
          pela vida afora...
          Entro em extase....
          Me encho de ilusões
          Parto em vôo solitário
          Rumo às estrelas
          Que o tempo me presenteou


          A lua inteira em si inerte
          No fulgor que se entrega
          Alumiando as luzes
          Sempre e sempre.
          Eu e o som somos uma coisa só
          Nossas notas se confundem...
          Se dispersam no ar...
          Como estrelas cadentes


          Minha alma tingida de carmim
          Ante o rubor da vergonha do desejo
          Sente a fragilidade do momento
          Em mil cores que escondem o EU
          E todas as estranhas faíscas
          Que chegam a mim


          Se trasmuda
          Banhada de prata e sol
          Parte em busca de um outro sentido
          Que seja mais consistente
          Que meu desejo preemente
          E minha consciência  se veste
          Do verdor do desconhecido
          E parte....á tua procura !

publicado por SISTER às 11:53

25
Jul 09

Com o passar dos anos ,conhecemos muita gente.Algumas inexplicálvemente ou explicávelmente, são eleitas como especiais.
Esses são os amigos.E uma espécie de seleção natural, não adianta
 forçar.
Amizade, de verdade, independe de tempo,duração, dinheiro,
poder, sexo, e circunstãncia. Ela é aquele realce expontãneo,
que a própria vida vai dando em algumas pessoas com as quais interagimos . Não pelo que têm ou são, mas pelo bem que
provocam, pela empatia que surge e a confiança que se constrói
sem medo.
De repente uma pessoa passa a te ouvir com mais atenção,
entender os seus defeitos, reconhecer as suas razões,
sem justificá-las, e cria-se o liame.
O que vale na amizade é o selo do entendimento que não privilegia mentira, trama, desonestidade e interesse.È acima de tudo,
o enlêvo de saber-se ligado, legitimado, sem ser usado, mesmo
que exista distância e a louca vida que se vive, limite os encontros.
Os amigos é que colocam agua na fervura de nossa desventura,
funcionam como moderadores e fazem ar de censura e aprovação,
muitas vezes sem precisar dizer uma palavra.Não é amigo, o que fofoca,intriga, disputa, bajula, adula ou dar corda.
O amigo é paciente,ponderado,mesmo que não concorde e já
saiba a resposta antes que o outro termine.
Ter amigos neste mundo cão é uma dádiva. São como escudos
que nos protegem
sem que estejamos presentes, têm conhecimento de nossas
fraquezas mas  não tripudiam sobre elas.Ao contrário nos
transmitem sua força. Pois bem,entre os poucos amigos
escolhidos que a vida , com sua mão imponderável nos dá,
há sempre um(a) que, em determinado momento ou situação ,
precisa de mais atenção. Essa é a hora de perceber isso e
 estar junto sem precisar ser alertado
ou cobrado.Daí, ser sempre bom não alardear o que se faz,
 diz ou sente.
Achegue-se sempre e deixe a energia da bemquerença, possa
transmitir , mesmo calada, os sentimentos e atitudes. O tempo
sempre  põe as coisas no lugar e a incerteza que é própria do
estar vivo não deve nos aflingir, mas consolidar raízes que
deixam um legado de confiança mútua.

publicado por SISTER às 13:46

03
Jan 09

                        A cidade veste-se de luz
                        Como se buscasse
                        Inventar a alegria
                        O carrousel de lampadas
                        Vermelhas,amarelas e azuis
                        Inundava o espaço...
                        O fim da tarde estava agitado...
                        Aos poucos foi tomada pelo encanto
                        Da fonte luminosa do presépio
                        Lembrei o tempo de menina
                        Das festas,  da lapinha
                        Na casa da minha avó

                        Num canto de rua
                        Uma criança acocorada
                        Mastigando idéia...
                        Esperava o papai noel
                        Como ouvira contar-lhe
                        Que todas crianças ganham
                        Presentes de natal...

                        O menino fazia dias
                        Que não dormia...
                        Ficava olhando o escuro
                        Pelas frestas do telhado
                        Que o pai ainda não terminara...
                        Uma bicicleta...
                        Vou ganhar uma bicicleta...
                        E o papai noel não escutaria
                        Ocupado que estava
                        Com entregas muitas...

                        O menino não entenderia...
                        Continuava ancocorado
                        Num canto de sala...
                        A ilusão não morria...
                        A mãe lavava os pratos..
                        Alguns rachados...
                        E as panelas velhas
                        Numa bacia de plástico...
                        As crianças
                        Cúmplices do irmão
                        Cochichavam...

                        Por entre
                        As paredes da casa
                        A manhã chegou
                        Sem se anunciar...
                        E lançou sôbre o reboco triste
                        Tons que iam
                        Do desespero à fé.

                        O frio da madrugada e a dor
                        Vão se afastando...
                        Ele... o papai noel não veio...
                        Olha outra vez
                        Para as luzes da cidade
                        É tudo lindo...

                        A noite não termina...
                        Assim como a espera...
                        No seu pobre coração...

publicado por SISTER às 09:42

07
Dez 08

          Morador de mim
          este estranho ser
          Esperando preconiza
          O amanhecer em outras paisagens
          Sorrindo, caminho além dos oceanos
          conto historias, salmos e rezas
          
          Volta e meia
          o amor pertuba o sono
          descontente das estrelas
          e o luar emocionado
          Por tantos murmúrios
          tantos planos de mim
          Arma a provisória tenda da paixão:
          
          O meu olhar de neblina
          costurado na memória
          tece mais uma vez os sonhos
          
          E o coração transborda
           neste azul feito de saudade
          como o sol enamorado da chuva
          como o vento apaixonado pela noite

publicado por SISTER às 11:56

18
Nov 08

      De teu amor, não sei...
      Onde o ardor
      que tanto me encantava
      sobre o qual derramei tantas lágrimas
      hoje intumescem de rigor as minhas saudades?
      Sem coragem de arrancar velhas manias
      guardei-as nas gavetas...

      Onde a esperança
      sobre a qual arrematei de sonhos
      a paciência da espera
      na tristeza anunciada
      que cobrem meus olhos
      das interrogações desassossegadas?

      Onde está o calor
      sob o qual adormece a tua pele
      nas noites de terra molhada
      e de folhas sussurrantes
      na solidão das minhas madrugadas?

      Onde eu sabia..há muito
      que a estrada havia chegado ao fim...?
      Já faz tempo que a saudade adoeceu...
      na desconfortável sensação
      de uma despedida confirmada
      numa palavra só : adeus!

publicado por SISTER às 09:51

11
Nov 08

Não sou,

Nem maior

Nem menor

Do que ninguém

Me banho deste sol

Bebo desta água

Respiro o  éter azul

Desta manhã




Num canto de quintal

Onde a luz de tão verde,

Pincelando os ermos

Expande a voz

De um canário

Que se fragmenta inteira

Entre os ruídos do cotidiano



A cidade espreguiça-se...

Recebo um beijo de hortelã

Num murmúrio gutural

De um bom dia sonolento

Mais um dia se inicia...



Na cozinha

Os aromas se misturam

Se mesclam com as palavras

Nas novidades anteriores



Pela janela vislumbro

As folhas verdes

De um jovem pé de frutas

Me debruço

Lendo as coisas

Numa brisa transeunte

Que dali se avizinha



Volta para mim

O indesejado cenário

Algo de saudoso me angustia

Uma canção talvez

Denunciadora...

De um amor adormecido

Entre as dobras do tempo...



E a soma de meus dias

Ponte triste

Extravaza

Em ruidos lacerantes

Minha dor de ser impotente

De um canto mais diuturno

Menos frágil

Mais sentimento

Menos parecido contigo.



E respiro a vida

Enquanto tu dormes...

publicado por SISTER às 08:02

02
Nov 08

Quem me dera!...numa prece
Os anjos dissessem amém
Transmudassem o que vive em mim
O medo que me apavora
A saudade que me devora
O amor que foge de mim
Ou sou eu fugindo assim?

Aos santos fiz uma prece
Ajoelhei, fiz novenas
Usei cristáis e de bach os floráis
Me convertí em silêncio
Fiz greve de fome...até na Espanha
Tanta fé  assim me assanha...

Procurei  Santiago
No caminho de Compostela
Até me doeu as costelas
Fiz aos santos... os carinhos
Só não encontro o meu caminho

Procurei uma mãe de santo
Quem sabe com uma autoridade
Pudesse entender minha santidade
Rogando à Iemanjá
Joguei flores no mar...
Fazendo um feitiço já
Quem sabe  meu bem me amar...

Com as fadas e os elementais
Sua força  em meus quintáis
Silfos, gnomos, deuses da natureza
Achei nas plantas os sinais
Ouço o canto das sereias
Me encanto como Ulisses
Mas não acredito em tanta beleza...

Ah! Até virei bruxa
Bata preta chapéu de bico
E na vassoura te sigo
Como manda o figurino
Canto na lua cheia
Velas coloridas...
Só não acho meu tino

Quem sabe ? ...
Mudem-se as coisas comigo
E paro de olhar p'ro meu umbigo...
E vou viver de vez contigo... 

publicado por SISTER às 11:36

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