Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

05
Dez 10

Não bailas, bailarina, tu deslizas
No palco... e meu olhar que te percorre
Soluça a solidão que suavizas
Com cada gesto teu que me socorre...

Não danças, bailarina, tu flutuas,
Levitas com suaves movimentos
E mesmo sem querer tu atenuas
As dores  dos meus tristes sentimentos.

Com leves rodopios,  multiplicas
Teu corpo em outras tantas bailarinas;
O meu olhar desmaia onde tu ficas
Num  êxtase de trôpegas retinas...

E quando dás o teu último passo,
A solidão das tuas sapatilhas
Aguarda mais um lírico compasso
No palco delicado onde tu brilhas.

Meu coração, então, apaga as luzes
E eu sonho  ser o teu único par,
Tu danças, bailarina e me conduzes
À solidão sutil... do teu olhar.


publicado por SISTER às 15:51

28
Nov 10

Não adianta tu partires...se eu te quero,
Eu te instalo inteira no meu coração
E não sofro pela ausência, não te espero;
Se eu te quero, te amo em outra dimensão.

E te invento, reinvento teu afeto,
Na saudade,  te recrio intimamente
Com teu jeito de me amar mais predileto,
Mais completo, mais seleto... mais ardente.

Queres ir, vai, leva tudo que tornaste
Deformado, desnudado, diferente...
Que eu fico com a imagem que deixaste...
A lembrança do que foste é permanente.

Não te importes em saber se eu estou bem;
Meu amor supera a dor da solidão
E a saudade é como a chuva... quando vem
Fertiliza a flor  do amor... no coração. 

E se tu te arrependeres segue em frente,
Não retornes, porque em mim não tens abrigo;
Até lá eu já terei alguém em mente...
Sabes quem ? te trairei... com quem ? Contigo

publicado por SISTER às 15:48

11
Jun 10

Me diz um palavrão...estamos sós;
a porta está fechada, o ar ligado,
é lindo ver teu corpo... ouvir tua voz,
sentir o teu olhar... apaixonado.




Me beija como nunca, pode ser
que venha um asteroide... e a Terra acabe; 
que eu morra de te amar, e que ao morrer,
que seja de prazer... nunca se sabe.




Afasta o edredom, quero te ver
inteira me sorrindo... acende a luz,
esquece o que é mais triste, vem viver
a mágica do amor que nos seduz.




Que importa o que aconteça no depois,
a vida,meu amor,começa agora,
e se nós somos um, sendo nós dois,
a dor do desamor fica lá fora.




Me diz qualquer besteira, distancia
teus olhos desse mundo tão ruim;
meu corpo é teu caderno... faz poesia
na página do amor dentro de mim.



publicado por SISTER às 10:34

28
Dez 09

        O poeta que há em ti, vive absorto
        nesse porto de vislumbre e sedução
        que te dá, bem mais que luz, paz e conforto,
        teu poeta é o teu próprio coração.

        O poeta que há em mim é como o teu:
        sofre, ama, é feliz, deseja, chora
        e se escrevo, meu verso não é mais meu,
        ele é teu... com teu silêncio vai embora.

        Tu me encantas, eu te encanto... nesse encanto
        solidário, nosso sentimento é tanto,
        que o lirismo dessa reciprocidade

        tão sublime nos revela outro poeta:
        é a nossa emoção mais inquieta
        abençoando nossa sensibilidade.

publicado por SISTER às 14:11

20
Jun 09

                  especialmente para a Ciranda " EU SOU ",
                  iniciada pelo meu irmão e belíssimo poeta Ernesto Ferraresso
                  
                  Eu sou tão pouco, meu irmão... Deus é imenso
                  O amor despreza toda essa arquitetura
                  Que faz de nós um óleo fora da moldura,
                  Quando é na alma que ele é sempre mais intenso.
                  
                  O criador não reinventa a criatura,
                  O cidadão é um produto inacabado,
                  Que Deus criou, e é nesse ser fragilizado
                  Que estão guardados os momentos de ternura.
                  
                  Sou de uma raça  que aprendeu com passarinhos
                  O doce ofício de voar sobre os abismos,
                  Seres humanos grandes são pequenininhos,
                  Quando se entregam a estranhos pessimismos.
                  
                  E nesse pouco, eu sou tanto, quando Deus
                  Me dá amigos e irmãos especiais
                  E sentimentos que são meus e que são teus,
                  Quando buscamos... com ternura... a mesma paz

publicado por SISTER às 17:35

02
Jun 09

                  Eu sou tão pouco, meu irmão... Deus é imenso
                  O amor despreza toda essa arquitetura
                  Que faz de nós um óleo fora da moldura,
                  Quando é na alma que ele é sempre mais intenso.
                  
                  O criador não reinventa a criatura,
                  O cidadão é um produto inacabado,
                  Que Deus criou, e é nesse ser fragilizado
                  Que estão guardados os momentos de ternura.
                  
                  Sou de uma raça  que aprendeu com passarinhos
                  O doce ofício de voar sobre os abismos,
                  Seres humanos grandes são pequenininhos,
                  Quando se entregam a estranhos pessimismos.
                  
                  E nesse pouco, eu sou tanto, quando Deus
                  Me dá amigos e irmãos especiais
                  E sentimentos que são meus e que são teus,
                  Quando buscamos... com ternura... a mesma paz

publicado por SISTER às 07:57

11
Dez 08

      Só se é poeta quando os sentimentos

      Soltam-se no vento lírico do amor

      E passeiam livres pelo pensamento

      Procurando alento até na própria dor...

      

      Mas não te iludas, busca aprimorar-te

      Reconstrói com arte o teu entendimento,

      Se o teu momento é filho da arte,

      Ele é mais que parte do teu sentimento.

      

      Só se é poeta quando a alegria

      Se dilui na dor da lágrima que escorre

      E a voz do amor então se pronuncia

      Na metamorfose gráfica que ocorre...

      

      Quando a poesia solta-se, revela

      Como  numa tela, o jeito do pintor,

      Mas se a tinta errada suja a aquarela,

      Ela denuncia o lapso do autor.

      

      Queres ser poeta ? Que a palavra flua

      Como uma canção, um riso, uma saudade

      E que a emoção inteira se dilua

      Na luz seminua da tua verdade.

      

      Como se o sangue diluído em pranto

      Fosse  um novo canto celebrando a vida,

      E o teu amor,  em notas de acalanto,

      Roubasse do pranto a dor mais atrevida...

      

      Queres ser poeta, escreve, realiza

      Vamos ! Suaviza tua intenção,

      De fazer brotar na página mais lisa

      A flor mais precisa do teu coração.


      Luiz Poeta

publicado por SISTER às 07:06

12
Nov 08

Não me devolvas o que tu nem me roubaste...
O amor, amiga, é doação, não é vendido,
Guarda contigo, o amor que tu calaste,
Quando meu grito era mais forte e mais sentido.

Não te incomodes... tuas coleções de afetos
Mais prediletos que eu te dei, são incompletas...
Meu coração possui caminhos inquietos
E emoções tipicamente de poetas.

Os sentimentos que te dei são exclusivos;
Se os devolveres, há de haver no meu olhar
Alguma lágrima que eu nem pude chorar
Quando teus olhos eram vagos... e evasivos.

Meu coração há de dormir nas apatias
De uma saudade sem sentido e consistência,
Quando o amor reflorescer à revelia
Da poesia que brotou da tua ausência.

publicado por SISTER às 07:20

09
Nov 08

      Hoje é dia da criança,

      mas criança é todo dia,

      não só criança limpinha,

      engomadinha e sadia...

      

      Mas a criança sujinha,

      magrinha, passando fome,

      criança que pede esmola,

      criança que nem tem nome.

      

      Criança sem pai e sem mãe,

      sem casa e sem escola,

      criança chutando lata,

      fazendo lata de bola.

      

      Hoje é dia da criança,

      mas que dia mais sem graça...

      com tanta criança triste

      dormindo num banco de praça.


     

publicado por SISTER às 11:33

27
Out 08

            Tu queres que eu seja igual a ti...
            Eu tento, mas perco a espontaneidade...
            Esperas, no teu próprio frenesi,
            Os meus arroubos de felicidade.
            
            Aguardas um inseto sobre a flor,
            Teu pólen me ensina a repartir,
            Mas... borboleta azul... só quero amor
            Que possa alimentar o meu sentir...
            
            A seiva acaba... murchas... despetalas,
            Porém renasces sempre ao sobrevôo
            Do meu amor em ti... eu te perdôo
            
            Até quando no vento, tu te embalas
            E vais polinizando outro jardim
            Menor... que todo amor que existe em mim.

            
          

publicado por SISTER às 11:31

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