Olha, amor, o jasmim em minha mão!
Os rios do meu agosto, aqui deixaram.
É tão alva a flor da nova estação
Dos meus olhos de mágoas. Já secaram!
De encantos, o perfume jasmineiro,
Excita a primavera de passagem:
Ora em beijos com o vento jardineiro,
Ora é ave sedenta d'outra margem.
Bem lá no alto, o sol, astro indolente
Exibe-se em calores sedutores
Mas chega e vai... É tão independente!
Fenece o dia...Ai,os meus amores!
Que a noite furta as cores, descontente,
Num céu de estrelas, mar de velhas dores!


