Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

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Abr 07

Bateu de repente... bateu forte...
Como uma águia riscando o céu...
Perdi meu norte... melhor a morte!...
Mergulhar no breu... arrancar o véu!
 
Dar a cara de frente... para bater...
Cerrar os dentes e dizer... não... não!
Enfrentar todos os bichos... atrever...
Sorrir e ... escorregar pelo corrimão...
 
Bateu forte... o que me importa???
Bati forte também... ousei... eu ousei!
Que se lasque a vida... que feche a porta!
Cansei de ser a boazinha... cansei!...
 
Saturei de comportamento certinho...
De normas... regras... tabus... etiquetas...
Vai escoando a vida entre meus dedos...
Não quero mais ordens ... nem muletas...
 
Hoje... afastei meus medos e fantasmas...
Mal olhei para o espelho... para a casa...
A sapeca que mora em mim gritou alucinada:
- Nada de tristezas mulher!... - Vaza... vaza!
 
Amanhã? - Amanhã posso voltar a ser tonta...
Chorar... fazer coisas femininas e idiotas...
Mas voltei ao normal... - Estou pronta!...
Abri dos meus direitos... as comportas!
 
Essa bateu forte... ah... bateu sim!...
Mergulhei numa piscina vazia!...
Mas foi bom... foi bem melhor assim...
Despertei enfim... da imbecil covardia!...
Mary Trujillo

publicado por SISTER às 06:26

Atraco na praia
encalho na areia
salto as ondas
corro, fugitivo
um rabo de arraia
cabeça tão cheia
tudo são sombras
cruel é o castigo
 
Me embrenho na mata
sem nenhuma trilha
somente a floresta
a me engolir
Solidão é chibata
paixão armadilha
nada me resta
apenas fugir
Jorge Linhaça
publicado por SISTER às 06:26

Ah, ondas que me invadem
a praia de minha emoção
lembranças puras de paixão
ícones da minha solidão
lágrimas que se evadem
 
Ó mar profundo e silente
levai nas ondas a saudade
levai depressa, não tardes
livrai-me pois desta herdade
de dor que o peito ora sente
 
Ó tu, barca das ilusões,
navegai e levai em teu bojo
oe restos do meu despojo
as dores sentidas, o nojo,
do féretro de meu coração
Jorge Linhaça
publicado por SISTER às 06:26

Esperei-te em vão
na tarde morna e na noite fria.
 
Esperei que viesses, não vieste,
Fiquei na espera
com meu amor  solitário,
mergulhada em nostalgia.
 
No início
esperei com esperança
que se foi transformando em angústia,
por sentir que não virias.
 
Esperei, sim
mas não mais te espero.
Sei, agora, que só foram  
falsas promessas  que fizeste
e, eu tola, acreditei.
Por intermináveis terdes e noites
em vão por ti esperei...
esperei......esperei...
 
                                                                                 Vyrena
publicado por SISTER às 06:26

Cadeira azul e desconfortável, parede branca e alta
oprimindo a gentalha que não fala. Senhora da saia
florida, saia da frente desta muleta que ora lhe vaia
e vaia o chão, pranteia o mosaico à linha sem pauta.
 
 
Cadeira de rodas tem sede? Não, diz um bebedouro
quebrado soltando tal eco, gargalhada de ar no roto
negro dos aros que fala a todos dos contos do esgoto
e às memórias de madeira deste vivente logradouro.
 
 
Mulher dos estranhos odores, que semblante é este?
É a flacidez de tantos filhos e mais quantos abortos,
é a infecção corroendo este útero doente e tão solto?
É solidão, árido castelo da princesa, pó do Nordeste!
 
 
Então, um obelisco estandarte acena o pálido cartaz,
ele mal sabe falar e com uma Bíblia nas ávidas mãos,
prega um confuso evangelho para os falidos irmãos;
...dizendo ao mundo do fim, que já é chegada à paz?!
 
 
 
 
 
 Sandra Ravanini
 
publicado por SISTER às 06:26

Um mimo deixei sobre a mesa
quando saí apressada sabendo
que nunca mais voltaria:
uma rosa ressequida
envolta em papel de seda
que me ofereceste jurando,
nunca deixar de me amar.
 
 
Nada mais de ti, tenho comigo,
decerto por aí, não tenho mais o amigo.
As horas em que te amei,
devem morar na tua memória
 e o meu alegre sorriso garante
minha presença vitalícia na tua vida,
quanto mais o tempo corre...
elisasantos
publicado por SISTER às 06:26

Cadenciado ritmo que fere a pedra!
Fios de prata que correm insistentes,
debruçando-se sobre verdes trevos!
Reluzir incessante de plena lua cheia,
suave, em brilhos, colore gotas d´água.
Lago que se forma, recebe em júbilo
o círculo que insiste em se espelhar!
Troca! Luar tinge crespas corredeiras
e a placidez das águas complacentes
servem agora da face lisa que retrata.
Água e luz, comunhão do belo!
 
Watfa A. Tannus Ramos
publicado por SISTER às 06:26

Virá o dia em que o homem sairá à rua,
Propondo-se a lutar pelos seus direitos,
Não haverá sangue nem a alma irá nua,
E todos se dignificarão sem preconceitos.
 
O bom carácter, trazido de outros tempos,
Vingará acima de tudo, a verdade reinará,
E sem despotismos fugazes e outros alentos,
Será a sua própria vida quem sobrevirá.
 
E neste reinado de paz, haverá crianças,
A brincar sem medos de sobreavisos,
Com as mãos sujas de subtis esperanças:
 
Pedrinhas de contar, que elas jogarão ao ar,
Para as apanhar à maneira de guizos:
Cuidado, daqui em diante, proibido brincar!
 
Jorge Humberto
publicado por SISTER às 06:26

Deixa-me dizer que te amo,
prometo que digo só uma vez,
mas por favor,
deixa-me confessar este amor.
 
Juro, bem baixinho falar,
para que ninguém escute,
só para ti eu quero contar.
 
Permite que eu fale,
mata esta minha vontade.
Eu quero te falar de amor,
será apenas uma vez,
mas valerá para a eternidade.
 
Este é o meu segredo,
que quero contigo partilhar,
antes que eu sinta medo
ou que não queiras escutar.
 
Ouve o que diz meu coração,
ele estará aberto... agora,
apenas uma única vez,
depois, volta a se fechar
e eu jogarei a chave fora.
 
S. Holtz
publicado por SISTER às 06:26

De sangue, suor e lágrimas, se faz esta
Vida, não podemos distrair-nos com nada,
Não vá ela levar-nos o que nos resta,
Muito antes ainda de estar acabada.
 
Da força de nossos braços é que vem o pão,
Da consciência de cada um o fulgor,
E mesmo que batamos à porta do senhor senão,
Há que manter acesa a palavra amor.
 
É um sem fim de dificuldades e provações,
Que a cada esquina fugidia nos aguarda,
Para nos levar às muitas tentações,
 
Que o mundo de hoje tem para nos oferecer.
Por isso, meus senhores, ponham-se em guarda,
Não vá o passo silente se perder.
 
Jorge Humberto
publicado por SISTER às 06:26

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