Bem Vindos O que os homens chamam de amizade nada mais é do que uma aliança, uma conciliação de interesses recíprocos, uma troca de favores. Na realidade, é um sistema comercial, no qual o amor de si mesmo espera recolher alguma vantagem. La Ro

20
Nov 09

Você costuma mentir para seus filhos?

 

É possível que, sem uma reflexão aprofundada, a maioria dos pais responda que não. Que a mentira não é uma boa medida pedagógica.

 

No entanto, é muito comum, no trato com os filhos, observarmos pais, mães e outros educadores, lançando mão de pequenas mentiras para convencer os filhos a fazerem o que eles desejam ou o que deve ser feito.

 

Assim é que, há poucos dias, vimos pelo telejornal, uma mãe convencer o filho a embarcar no avião, num dia em que jogaria o time para o qual ele torcia, mentindo que na aeronave ele poderia assistir ao jogo pela televisão.

 

Ao ser entrevistada, ela respondeu ao repórter que havia inventado uma "mentirinha" para que o filho embarcasse sem dar trabalho.

 

Apenas uma mentira sem importância para a mãe, mas de grandes proporções para aquele garotinho ávido por assistir seu time disputar uma partida decisiva.

 

Muitas vezes, para nos livrar da insistência do filho, prometemos coisas que sabemos, de antemão, que não vamos cumprir.

 

Se ele quer ir ao zoológico, por exemplo, prometemos que o levaremos noutro dia, e esse dia não chega nunca.

 

Se não quer ir para a escola, fazemos mil propostas interessantes, mas, tão logo ele consinta em ir, nos esquecemos delas.

 

Vezes sem conta, percebemos pais que enganam os filhos dizendo que vão dar uma saidinha e logo voltam, e se demoram dias em viagens de lazer, enquanto os pequenos, desiludidos, esperam e esperam...

 

São mentiras que, aparentemente sem importância, constróem nas almas infantis a descrença, a desconfiança e a insegurança.

 

São essas pequenas pedras apodrecidas que levantam homens falsos e mentirosos que não têm compromisso com a verdade e, muito menos, com os sentimentos alheios.

 

Crescem enganados e, se não forem espíritos elevados, incorporam essas vivências de forma natural, e a devolvem à sociedade conforme a receberam.

 

Depois, essa mesma sociedade reclama quando é iludida com promessas não cumpridas, com plataformas que não passam de simulacro, com mentiras e enganações.

 

É importante que pensemos, com seriedade, nas palavras destiladas dia a dia, junto aos filhos.

 

É imprescindível que analisemos muito bem as promessas que fazemos e, uma vez feitas, que sejam cumpridas. Mas, se por um motivo ou outro não as pudermos cumprir, que expliquemos o motivo, sem mentir nem iludir.

 

No princípio pode parecer difícil, mas a experiência prova que a verdade é eficaz e duradoura e que a mentira, além de ter as "pernas curtas", é ineficiente e prejudicial.

 

Pense nisso!

 

A mentira é como ácido corrosivo; dilacera os laços afetivos e os rompe pouco a pouco.

 

A verdade é a pedra boa que, empregada na construção do afeto, a torna sólida e duradoura, resistente a qualquer tempestade.

 

Pensemos nisso!

 

publicado por SISTER às 08:25

   Entre ruas sujas de excrementos de animais
      meninos brincam, na doce inocência de sua
      infância. Os carros ali parados em cima dos
      passeios não são incómodo para os seus jogos
      e sua criatividade vê-se a todo o instante,
      improvisando campos para brincar dê lá por
      onde der.
      Nas janelas roupas secam ao vento a brancura
      do dia e a todo o momento senhoras vêem à
      janela gritar com os meninos, para que estes
      tenham cuidado com a bola, por causa das
      roupas limpas e dos vidros partidos.
      Os meninos ouvem atentamente e acham sempre
      que essas coisas não lhes vão acontecer a eles,
      afinal só querem brincar e têm cuidados
      reservados, para não afectar ninguém, mas no
      empolgamento é natural que uma ou outra roupa
      absorva o impacto de um bola chutada por um
      verdadeiro campeão e por não ter para onde ir a bola
      se direccione a um vidro, acabando o jogo na hora,
      com todos a fugirem para suas casas para não serem
      acusados de tal infracção.
      Passado o susto todos se reúnem e se tiverem sorte
      recuperam a bola e descem até à baixa da cidade,
      para aí continuarem a peleja, em cima de um espaço
      bem mais abrangente e coberto de erva bem verde.
      Muitos trazem frutas e pão para irem comendo
      consoante o passar do dia vai pedindo novas energias.
      E assim são muitos meninos de rua, alguns vão algumas
      horas à escola mas acabam fugindo e todos reunidos
      até que a lua se mostre alta no céu, são eles os amigos,
      os irmãos e os pais uns dos outros…
      Amigos inseparáveis de todas as horas e
      circunstâncias, sua lealdade para com os outros
      é inquestionável, e não os tomem por ignorantes,
      que a si se governam muito bem. E quando os pais
      regressam a casa, os meninos, meio adormecidos,
      contam como foi mais um dia de lutas e de imensas
      vitórias, junto dos seus, de agora e de sempre.


   

publicado por SISTER às 08:24

A noite chegou trazendo lembranças
Escurecendo os dias que conheceram a luz
Mãos se fecharam trêmulas sem esperanças
Tingiu-se de negra a fantasia que seduz
 
 
Incrédula olhou no espelho a imagem refletida
Buscou respostas na razão do absurdo sofrer
Reconheceu os últimos instantes daquela vida
Que ainda pulsava sem nada compreender
 
 
Aleatórias idéias, estranha forma de sentir
Tresloucados momentos, lentidão no agir
Nos indecisos passos, a tensão em declínio
 
 
Flutuando no tempo, alcançou o passado
Estremeceu ao saber que pensou tê-lo amado
De repente a certeza do maléfico fascínio

 
 

publicado por SISTER às 08:22

E quando Deus criou deu o melhor
de si.
Criou o céu,  a terra,  os sóis
infinitos.
Deu vida aos seres, a você,
a mim.
Flores para enfeitar mãos perfumadas
 e queridas, também para as  caladas
 e sem vida.
Criou mares e rios, riachos,
cascatas tão lindas; fontes cristalinas.
Florestas, campos verdejantes,
abrigo às feras e aos pássaros de  vários
 tamanhos e matizes...
Colocou Anjos nos caminhos
dos homens, também na dos solitários e infelizes.
Deixou o luar  para os poetas, os enamorados
da Vida.
Permitiu que os dias fossem sempre lindos e abençoados...P'ra você,
 p'ra mim!

 

 


é preciso escrever,

é preciso incentivar,

me expor,aparecer…

sim,é deveras necessário,

o sentimento aflorecer,

o rasgar do meu viver…

mas,como…poetar?

se só vejo toques de

alarmes,sinais de

violência,sangue a correr?

como,viver,se meu irmáo

pede páo?

poetar?

como…se eu nem sei

se devo falar,

ou se devo calar…

poetar?

sim,vou poetar…

vou dizer que tenho paz,

que quero ter minha casa

a cheirar da comida

que se faz…

que vou poetar,pois

tenho familia a zelar,

amigos a cuidar…

sim….como….?

vou poetar…

 


Anjo dos meus desejos: falar com você é como

renascer no paraíso e viver nas nuvens!  

Criar nova esperança para mais dias esperar…

Depois que você se foi fiquei sozinha pensando:

“Como é maravilhoso amar e esperar o seu amor!”

Embora, muitas vezes, fica-me difícil entender o porquê

dos nossos tantos desencontros, quando você chega,

parece que nada aconteceu e eu fico boba,

feito uma adolescente, sem saber o que falar,

para que outra vez você não se vá…

Como te amo meu amor, e como sei

o quanto sua alma sofre por nosso amor, com a distância da espera e

por não poder com acabar com essa ausência em nossa vida,

 para sempre ficarmos  juntos e nada  mais nos separar…

Vejo-me  pedindo toda hora a DEUS, para que acabe

com nosso sofrimento, e que possamos ter

nosso cantinho com nossa paz,

para terminar nossos dias bem velhinhos nos

 amando como dois adolescentes,

sem nada que nos atrapalhe e

de preferência bem junto do mar!

É tudo que mais desejo amor dos meus sonhos, tão esperado e tão amado.

publicado por SISTER às 08:15

Acordei minha busca
que adormecia na saudade
porque a vida me pede
que continue a buscar.


Que mude as vestes do sonho
se precisar
que os passos sejam mais lentos
não importa.


Importa é esperar esse encontro
na terra ou nas ondas do mar
poder ouvir novamente
a flauta mágica dos que amam!


Eu sei que você existe
nunca deixei de acreditar
se abandonei a procura
foi por achar que não sabia mais amar.


Mas eis que renasce em mim
a crença antiga que me domina
de que o único sentido da vida
é o amor! Por isso busco você...

 

 

publicado por SISTER às 08:12

Hoje têm quarenta e muitos anos, inclusive cinquenta e tal, e são belas,
muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo
diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha
ou desta afectuosa celulite que capitoneam as suas coxas, mas que as fazem
tão humanas, tão reais.

Formosamente reais. Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou
divorciadas e casadas, com a intenção de não se equivocar no segundo
intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarto
intento. Que importa?

Outras, ainda que poucas, mantêm um pertinaz celibatarismo, protegendo-o
como uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre as
suas portas a algum visitante.

Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!

Nascidas sob a era de Aquário, com influência da música dos Beatles,
de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom
latino-americano, são seres excepcionais.

Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas,
elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão,
reivindicação com sedução.

Jamais viram no homem um inimigo, apesar de lhe cantarem algumas verdades,
pois compreenderam que a sua emancipação era algo mais do que pôr o homem a
lavar a louça ou a trocar o rolo do papel higiénico quando este
tragicamente se acaba.

São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos
enganam ou nos deixam.

Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos,
cobriram-se com suéteres de lã e perderam a sua parecença com Maria, a
Virgem, numa noite de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El Raton
com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Neruda e do cinema de Bergman.

No fundo das suas mochilas traziam pacotes de rouge, livros de Simone de
Beauvoir e fitas de Victor Jara, e, ao deixar-nos, quando não havia mais
remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção, que é ao mesmo tempo
um clássico do jornalismo e do despeito, que se chama "Teu amor é um jornal
de ontem".

Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor as canções de Sílvio Rodriguez e de Pablo Milanez,
conhecerem os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias,
dormindo em barracas e deixando-se picar pelos mosquitos, porque adoravam a
liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e
que hoje continuam a fazer na sua formosa e sedutora madureza.

Souberam ser, apesar de sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas
ou egoístas.
Deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do
carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu
companheiro por dentro.

A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu
ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda que nos façam sofrer,
quando nos enganam, ou nos deixam, pois o seu sangue não é suficientemente
gelado para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão
dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia de
Santana.

Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia da mulher
é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus
amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, "quando está você".
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!



 

publicado por SISTER às 07:47


Se nunca acontecesse... envelhecer,
Como seria a vida, rotineira?
Será que causaria mais canseira,
Na mesma idade sempre reviver?

Se nos dessem direito de escolher,
Por certo eu tomaria essa dianteira,
E como aquela gata borralheira,
Eu gostaria muito de viver.

A dor do frio não doía assim...
Como essa dor antiga que carrego,
Pungindo o coração tal qual um prego.

Vivemos a buscar o estranho fim,
Que ao vislumbrar tentamos renegar,
Sem conseguir jamais trapacear.



 

publicado por SISTER às 07:45

Minha a'lma chora...

nada me restou

      Em mim só a marca  do desengano

       no vazio desta vida...

vivo apenas para recordar,

 Que vida é esta?

que arrancou tudo de bom que existia para mim!

Vivo  caminhando sem rumo

Na ilusão de um novo amanhã

Qual caminho seguir?

  Noites  solitárias...

                         Sem  nem mesmo ter como pensar num amanhã                             

Resta-me apenas  a saudade

E o coração dilacerado...

 

 

publicado por SISTER às 07:43

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